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sexta-feira, 31 de julho de 2009

O Ciclo da Reprodução

O ciclo da reprodução dos canários, desde a postura dos ovos até que as crias saiam do ninho, dura cerca de um mês. Durante esse tempo, os pássaros têm de cumprir uma série de obrigações que são reguladas por processos biológicos complicados. Se uma das fases desse processo não se desenrola normalmente, todo o ciclo pode ser perturbado. Não devemos de maneira nenhuma intervir na sequência natural da reprodução.
É necessário lembrarmos-nos de que os canários são individuais e que têm gostos diferentes. Não podemos portanto tratar todos da mesma maneira, o que aliás se aplica de uma maneira geral à criação de todos os animais.
Dizem os entendidos que há aves mais fáceis de criar do que os canários, eu penso que não é difícil, desde que se tenha espaço, gosto e paciência, principalmente no início.
Um dos primeiros problemas que surge é quando juntar os canários. Eles são muito influenciados pela duração do dia mas penso que também são sensíveis ao aumento das temperaturas.
Há basicamente dois métodos. Um consiste em juntar o macho e a fêmea durante todo o ciclo, de forma a que ambos partilhem as tarefas como um "bom casal". É talvez o mais natural e deve ser posta em prática desde que não haja nenhum inconveniente. O outro método consiste em retirar o macho no final da postura ou porque ele é agressivo e pode perturbar o choco, ou porque queremos aproveitar as boas qualidades do macho para juntar a outra fêmea. É necessário estar atento. Há machos que criam melhor os filhotes do que as próprias fêmeas e há fêmeas que abandonam o ninho se o macho for retirado. O melhor é conhecer bem as aves e optar pela melhor solução para cada caso.

Período Ideal
A época que eu considero ideal para o acasalamento dos canários é do início da Primavera até o final do Verão, porém quanto a este item a controvérsias pois outros criadores indicam outros períodos, mas o que devemos ter em mente é que não devemos iniciar o acasalamento no inverso.

Iniciando o acasalamento
Este período é fundamental, pois sem ele podemos ter casais que não se dão muito bem, por isso costumo colocar as gaiolas do macho e da fêmea ao lado uma da outra para que o casal passe a se conhecer, a gaiola da fêmea deverá conter o ninho do tipo aberto e alguns pedaços de saco de estopa. Se possuir mais de um casal faça o mesmo procedimento com todos os casais de forma que os pássaros não vejam os outros casais, para não tirar a atenção do companheiro que nós escolhemos.
Devemos observa-los periodicamente até percebemos que o macho passe a cantar para a sua companheira, e ele irá alimenta-la através das grades, a fêmea mostra seu interesse começando a construir o ninho com linhas de estopa.
Após percebermos que o casal se identificou devemos juntar o casal para iniciar o acasalamento.

Postura
Após alguns dias do acasalamento a fêmea porá seu primeiro ovo, a quantidade varia de 3 a 6 ovos , sendo a média de 4 ovos.
A postura ocorre pela manhã antes das 8 horas , após este período devemos substituir o ovo, com uma colher limpa, por um ovo artificial (encontrado nas casas do ramo), o ovo retirado deve ser colocado em um recipiente com algodão ao fundo para evitar danificarmos os ovos, duas a três vezes ao dia devemos virar os ovos. Após percebermos que a fêmea já finalizou a postura devemos retirar os ovos artificiais e substituí-los pelos verdadeiros para que se inicie a incubação.

Incubação
O período de incubação à partir do dia em que devolvemos os ovos verdadeiros ao ninho é de 13 dias em alguns casos chegando a 15 dias. Se após 17 dias os ovos não eclodirem, separe o casal e analise se todo procedimento foi feito correctamente, mas existem casos de machos que não fecundam determinadas fêmeas, tente um mudança de casal.

Filhotes
Os filhotes deixam o ninho por volta do 20ºdia. Em alguns dias já estarão se alimentando sozinhos e poderemos separa-los dos pais e iniciarmos novo ciclo da reprodução com o mesmo casal.

Acasalamentos Permitidos Gloster

Acasalamentos Permitidos Gloster

Acasalamentos Permitidos Gloster

CUIDADOS PEDIÁTRICOS

Uma ação que estimula a fêmea e/ou o macho a alimentar seu filhote são os piados que estes emitem até estar saciado pelo alimento. Quando o filhote não pede este alimento, podemos tirar algumas conclusões:
Imaturidade da fêmea como mãe;
Existe doença na fêmea ou no filhote;
Alguma deformidade física do filhote;
Ambiente estressante (ruídos, pessoas estranhas, animais estranhos, etc);
Falta do macho, que muitas vezes auxilia no trato;
Ninho errado, em forma, ventilação, luz, material para construção;
Calor ou frio.

A fêmea tenta estimular o filhote, quando este não responde, ela simplesmente o elimina bicando ou jogando para fora do ninho. Ás vezes encontramos filhotes mortos amassados dentro do ninho, junto com os filhotes vivos, sem que com isto a fêmea fique incomodada.

Nestes casos de fraqueza do filhote devemos aquece-los com uma bolsa de água quente coberta por uma toalha (teste a temperatura da bolsa no dorso da mão). Dê o medicamento diretamente no bico usando agulha de insulina. A glicose a 25% é fornecida na dose de 2 gotas de 11/2 e 1 ½ hora, ou menor tempo. Quando tiver alguma reação, tentar devolve-lo para o ninho. Fique alerta, pois caso a mãe rejeite novamente o filho, ela pode até mata-lo. Neste caso de rejeição podemos coloca-lo em uma ave ama-seca, ou da mesma espécie ou espécie diferente, que esteja em reprodução, com as características físicas desta época. Muitas vezes temos que ajudar a ama-seca ou a mãe nova a alimentar o filhote com papinha própria, cujos nutrientes são formulados para filhotes, o que consome muito tempo e trabalho.

Alguns casos em que os pais não tratam bem os filhotes, estes poderão permanecer nos ninhos, assim apenas auxiliamos a alimentação algumas vezes ao dia. Este método faz com que o filhote receba alimentos também dos pais, fornecendo anticorpos, e enzimas digestivas. Estes casos geram filhote mais fortes do que aqueles criados apenas artificialmente. No Caso do filhote já ter saído do ninho, mas não se alimentar direito, separe a gaiola, coloque poleiros próximos da divisória dos dois lados e observe, os pais continuam tratando os filhotes, mas sem que estes invadam seu espaço.

O filhote somente alimentado artificialmente deve permanecer em local ou gaiola aquecidos, por duas lâmpadas de 40W de feixe fosco, mantendo 370C, e tomando-se o cuidado para não ter chance de encostar na lâmpada. Esta tarefa ocupa muito tempo e dedicação. Dependendo da espécie terá de ser alimentado de 2 a 4 horas por dia. Quando as aves são muito jovens, este período deve ser reduzido de 1 em 1 hora e as temperaturas deverão ser de 32-350C. No caso de beija-flores o período de alimentação pode chegar até 30 em 30 minutos. O alimento deve ser servido sempre morno.
Enquanto o filhote come devemos limpar o alimento que gruda na apenas antes que resseque. Limpar a região da boca do filhote com cotonetes, para não acumular e fermentar esta comida até a próxima refeição.

O alimento próprio para filhotes, pode ser encontrado em grandes magazines de alimentos para animais, ou então preparado em casa. Fazer uma farinha com a mistura de: 60% de milharina (farinha de milho pâre cozida e fina), 30% de Neston (produto floculado com cereais: aveia, cevada e trigo, adoçado), 10% de leite em pó.

Esta farinha pode ser armazenada, sempre em local fresco e seco. Na hora de preparar o alimento, misture:
3 colheres de farinhada, 1 gema cozida, papinha de frutas ou vitamina de frutas até dar a consistência boa para cada filhote.
Acrescente 1 gota de suplementos vitamínicos (Protovit infantil) 3 vezes por semana, 1 ou 2 gotas de Calcigenol por dia.

Fazer o alimento todos os dias na primeira refeição e guardar em geladeira. Após a mistura com frutas e ovos, este alimento não pode ser armazenado em geladeira por mais de 18 horas.

Quanto às doenças, são muito variadas nesta fase da vida. Alguns criadores utilizam antibióticos e antifúngicos para prevenir. Nós não recomendamos, pois desde que os pais tenham recebido manejo e alimentação adequados, imunizados e controlados para doenças e parasitas, os filhotes continuarem recebendo cuidados especiais, este não precisará de medicamentos para viver. Todo criador que mantém estas normas básicas de criação e manejo, não utiliza antibióticos nesta fase de filhotes. Os órgãos das aves estão em maturação e podemos afeta-los irremediavelmente, principalmente no que diz respeito a reprodução futura. O ideal é procurar orientação ao sinal de qualquer sintoma anormal, que pode ser digestão difícil, diarréia, perda de apetite, sonolência, etc.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Problemas reprodutivos

Fernando Antonio Bretas Viana

Todo criador tem alguns casais que simplesmente não se reproduzem durante a estação adequada. Por que são estes casais inativos? As causas são razoavelmente numerosas. Há uma suposição óbvia que um ou ambos os membros deste casal é demasiado jovem ou tem algum problema reprodutivo. O que acontece exatamente quando um pássaro se reproduz em determinada circunstância e não em outra e quais são os estímulos envolvidos nesse processo?

Os hormônios, substâncias químicas produzidas pelas glândulas e liberadas na corrente sanguínea, são responsáveis pelo controle de inúmeras funções do organismo, dentre elas, a reprodução. Uma das principais glândulas envolvidas neste processo é a hipófise, situada no cérebro e que controla o funcionamento das gônadas (ovários e testículos).

PARTICULARIDADES DE CADA SEXO

ALTERAÇÕES DAS FÊMEAS

A infertilidade de uma fêmea geralmente se traduz pela falta de postura, mas há alguns raros casos de ovos inférteis. Neste último caso, o acasalamento sucessivo com três machos diferentes sem fertilização confirma o diagnóstico de esterilidade da fêmea.
Alterações ovarianas ou hormonais, tumores e infecções podem impedir a fertilização e determinar a postura de ovos inférteis. Intoxicações, fraqueza, senilidade e ambiente desfavorável são outros fatores que podem determinar infertilidade. Alterações obstrutivas do sistema genital feminino impedem o livre acesso dos espermatozóides aos óvulos, comprometendo a fertilização.

O fator idade é importante e merece maiores discussões. As fêmeas primíparas (que botam pela primeira vez), costumam apresentar uma quantidade considerável de ovos inférteis, às vezes até 50%. Esta infertilidade inicial normalmente cessa rapidamente. Algumas fêmeas adultas freqüentemente põem ovos inférteis quando as posturas ficam muito próximas, ou seja, quando a canária bota enquanto os filhotes da ninhada anterior ainda estão muito novos. Aparentemente, este fato se deve a alterações nos níveis de hormônio prolactina, responsável pelo choco e instinto de alimentar os filhotes pela fêmea, razão pela qual estas canárias quase sempre são mães ruins.
Fêmeas afastadas dos machos em idade precoce podem não ter experiência bastante para aceita-los. Embora este fato ocorra com mais freqüência entre psitacídeos, pode também ser visto em algumas canárias. Uma boa opção para despertar a reprodução das fêmeas é coloca-las primeiro na gaiola de reprodução juntamente com o ninho (contrariamente do que a maioria faz), somente introduzindo-se o macho após três dias. Isto geralmente é um estímulo reprodutivo para elas.

Outro problema relativamente comum entre as fêmeas são aquelas que, a despeito de mostrarem sinais de postura (abdômen inchado, fezes amolecidas e até mesmo aninhamento), não botam ovo algum. Estes casos normalmente relacionam-se a problemas funcionais graves, que impedem a produção de óvulos. São pássaros que raramente voltam a ter um ciclo reprodutivo normal e, a menos que tenham altíssimo valor genético, devem ser sumariamente descartados.

Os poleiros redondos, lisos e de diâmetro inadequado podem ser também a causa de infertilidade, sobretudo para canários de porte grande e de posição. A incapacidade de uma correta apreensão do poleiro por parte da fêmea faz com que a mesma se sinta insegura e evite o acasalamento. Por isto, os poleiros devem ser específicos para cada raça.

ALTERAÇÕES DOS MACHOS

A má nutrição ou baixa luminosidade pode tornar os testículos afuncionais, levando à supressão do instinto sexual e dificuldades durante o acasalamento. Alguns machos podem ser sexualmente indiferentes a certas fêmeas em particular ou a qualquer uma, mostrando-se completamente letárgicos à elas. Normalmente este é um problema difícil de se resolver e, quando não há má iluminação e/ou nutrição, estes machos devem ser descartados do plantel. A idade também é um fator importante, desaconselhando-se o uso de pássaros com mais de 3 anos.

ALTERAÇÕES COMUNS A AMBOS OS SEXOS

Naturalmente todos nós temos aqueles casais que produzem ovos inférteis. A freqüência destes ovos na primeira postura é relativamente alta, mas se persiste a partir da segunda há algum problema no acasalamento. As causas deste problema são várias, mas a incompatibilidade entre os membros do casal e a infertilidade do macho parecem ser as mais comuns.

O tipo de pena que a ave apresenta também é um fator importante. Canários de pena longa têm maior dificuldade de um acasalamento correto e devem ter as penas ao redor da cloaca bem cortadas antes do acasalamento. Este fator parece afetar mais às fêmeas, embora machos com excesso de penas também tenham dificuldades em cruzar. Também é necessário verificar com freqüência se estas penas da cloaca não estão com fazes grudadas, pois além do evidente problemas sanitário, a fertilização fica comprometida.

ALTERAÇÕES NO DESENVOLVIMENTO DO EMBRIÃO

Há muitas causas para a morte do embrião dentro do ovo e cada criador certamente já teve estes casos em seu plantel. A morte do embrião Poe ocorrer durante todo o estágio de desenvolvimento, entre a fertilização e o final da incubação. Entretanto, há duas fases onde esta mortalidade ocorre com mais freqüência, entre o 1o. e o 4o. dias finais de incubação.

As causas principais de morte embrionária precoce incluem fatores hereditários (letais), fisiológicos (composição do ovo, retenção dentro da fêmea e alterações no choco), nutricionais (deficiência de vitaminas), infecciosos (contaminação do ovo por certos agentes, principalmente bactérias do gênero Salmonella) e danos físicos (quebras de casca). A morte embrionária tardia normalmente decorre de falhas no choco, más condições ambientais (falta de oxigênio ou umidade), mal posicionamento ou deformidade do embrião.

Os problemas de choco são relativamente comuns e podem ser causados por deficiência hormonal (determina perda do instinto de choco), parasitos, unhas muito grandes que danificam o ovo e machos que tentam cruzar com a fêmea em incubação.
Embriões de pais doentes, fracos, velhos ou muito consangüíneos freqüentemente não têm força suficiente para quebrar a casca quando esta está um pouco mais dura que o normal. Nestes casos, a umidificação dos ovos com água morna costuma apresentar resultados satisfatórios.

INFERTILIDADE E DEFICIÊNCIA NUTRICIONAL

Os fatores nutricionais são importantes não só para a fertilidade, como também para a criação dos filhotes. Qualquer leigo sabe que deficiências nutricionais levam a alterações na reprodução das aves, mas poucos consideram a contrapartida. Aves que recebem excessos de determinados nutrientes geralmente são completamente estéreis. Por isto, recomenda-se uma alimentação balanceada, mas sem excessos.
A infertilidade pode naturalmente ser causada por umas deficiências nutricionais, dentre as quais muito se fala das avitaminoses.

As vitaminas são substâncias orgânicas, sintetizadas principalmente pelos vegetais e ingeridas pelos pássaros junto com sua alimentação. Mesmo as quantidades pequenas, são essenciais para a vida. Doenças específicas causadas pela falta de deficiência de algumas vitaminas, as avitaminoses, podem determinar disfunções nos níveis de hormônios responsáveis pela reprodução. As vitaminas também são essenciais para assegurar um desenvolvimento completo do embrião, para impedir sua morte dentro da casca e para garantir um crescimento normal dos jovens.

As avitaminoses podem ser primárias, quando há níveis insuficientes na alimentação, ou secundárias, quando a ave não consegue absorver os nutrientes ingeridos devido a alguma disfunção, geralmente localizada no trato digestivo (por ex.: as diarréias).
Embora sua participação no processo reprodutivo das aves ainda não tenha sido irrefutavelmente comprovada,a vitamina E é tida como essencial a um bom desempenho reprodutivo e muitos criadores suplementam com fontes externas, principalmente gérmen de trigo. Esta suplementação perece ser completamente desnecessária, pois a vitamina E está presente em quantidades satisfatórias em todas as sementes oleaginosas, como por exemplo, colza e níger.

A IMPORTÂNCIA DA LUZ

A luz, especificamente o aumento em sua duração e intensidade, tem um grande efeito no ciclo reprodutivo. Ela estimula a hipófise a produzir seus hormônios, dentre os quais aqueles envolvidos no processo de reprodução. Assim, luz e nutrição são os principais fatores que determinam o sucesso na reprodução dos pássaros. O ápice da reprodução ocorre sempre naquelas épocas onde há maior luminosidade, ou seja, aproximadamente em outubro, meados da primavera, onde os dias são mais longos.
Pode-se concluir, portanto, que aumentos artificiais na quantidade diária de luz são estimulantes do processo reprodutivo. Qualquer acréscimo (ou decréscimo) de luminosidade, entretanto, deve ser feito de maneira gradual.

Palestra sobre manejo da criação

João Francisco Basile da Silva

DESINFECÇÃO GERAL DO CRIADOURO: Utilizar SAIS QUARTENÁRIO DE AMONIA em solução, obedecendo às instruções do fabricante; SOLUÇÃO DE CLORO ou BIOCID.

DESINFECÇÃO PARA AS PARTES EXTERNAS DO CRIADOURO: Misturar: 50 ml de creolina, 2,0 Kg de cal ou cloro, 10 ml de BIOCID para 10 litros de água.

PARA O PISO DO CRIADOURO, GAIOLAS. ÁGUA DE BEBER E VERDURAS: Utilizar solução de BIOCID, seguindo instruções da embalagem. Na higienização do piso e paredes do criadouro, lavar com água e sabão. Após o enxágüe e secagem, aplicar solução de BIOCID e, quando estiver completamente seco, aplicar K-OBIOL ou K-OTHRINE em pó.

PARA OS EQUIPAMENTOS: Tudo o que é usado na criação, como bebedouro, bacias, poleiros, peneiras, etc... deve ser desinfetado periodicamente. Por exemplo, uma peneira usada no preparo da farinhada, por mais limpa que aparentemente esteja, contém resíduos ricos em nutrientes que darão origem ao desenvolvimento das mais diversas bactérias e fungos, devendo, portanto, assim como os demais utensílios e acessórios, ser desinfetada uma vez por semana.

BEBEDOUROS: Além da troca diária da água, devem ser desinfetados uma vez por semana, permanecendo de molho numa solução de água com cloro por 8 horas, na seguinte proporção: cloro líquido 10 ml / 5 lt de água - cloro em pó (granulado) 1 g / 10 l de água. Para tal procedimento, é aconselhável 2 jogos de bebedouros.

POLEIROS: Deverão ser raspados pelo menos uma vez por mês e colocados numa solução, conforme indicação para os bebedouros. Depois da desinfecção, os poleiros deverão ser secados no forno (normal ou microondas) para eliminação da umidade concentrada no centro da madeira, que passará para os pés dos pássaros quando estes permanecerem estáticos durante a noite, podendo ocasionar o aparecimento de fungos. No microondas o tempo poderá ser de 5 minutos aproximadamente (citado apenas como referência). Tal como os bebedouros, é necessário poleiros de reserva.

GRADES: Após lavagem com água e sabão, devem ser imersas em solução de cloro ou BIOCID durante 7/8 horas. O segundo produto é mais eficiente.

NINHOS: A parte plástica é de fácil desinfecção, procedendo-se como o indicado para os bebedouros e poleiros. O forro (de corda, crochê, etc.), entretanto, é a parte que requer maior atenção, devendo, após a lavagem normal e secagem ao sol, ser desinfetado e levado ao forno. Usa-se o BIOCID para a desinfecção. O ideal seria que fossem usados forros descartáveis. A estopa cortada em círculo e presa no fundo da parte plástica por um percevejo de centro para fora é aconselhável.

O saco de estopa, fornecido aos pássaros para a feitura dos ninhos, também deve ser desinfetado. O melhor método é o da fervura. Após a secagem, passar a ferro para facilitar no momento do corte. Lembramos que os forros de corda não são aconselháveis devido à difícil limpeza e desinfecção total. Toda vez que o forro for colocado, deverá ser polvilhado com K-OBIOL ou K-OTHRINE para evitar o aparecimento de piolho. A fêmea ao se acomodar no ninho espalhará o pó. Quando esta coçar o ouvido seguidamente estará tentando expulsar os piolhos, que em desespero se esconderam do veneno.

HIGIÊNE PESSOAL: Para a lavagem das mãos recomenda-se o sabonete de limpeza PROTEX, que é bactericida. A limpeza das mãos, membros, sola do sapato, etc... são fundamentais, principalmente após a manipulação de pássaros doentes ou mortos, visitas a outros criadouros e exposições de animais, etc... Separar ou eliminar imediatamente os pássaros doentes ou irrecuperáveis é inevitável. Embora isto pareça cruel, deve-se ponderar que a saúde do plantel é o mais importante.

Outro inconveniente, notado em alguns criadouros, é a colocação de embalagens de ovos de galinha nas proximidades dos pássaros. Essas embalagens poderão, na maioria das vezes ser veículos de bactérias, pois provém de condições pouco recomendáveis.

OVOS: Deverão ser cozidos por 20 minutos para que se livrem totalmente de possíveis bactérias. As cascas serão de grande valia para o fornecimento de cálcio para os pássaros. Devem ser administrados após trituração e mistura com areia esterilizada.

VAZIO SANITÁRIO: Consiste na desinfecção do criadouro uma vez por ano, retirando tudo do local (inclusive os pássaros) durante um mês, para quebrar o ciclo bacteriológico. Este é um procedimento de difícil execução, uma vez que a maioria dos criadores não dispõe de 2 compartimentos para separar os pássaros.

PREPARAÇÃO PARA A CRIAÇÃO: Tratamento válido para adultos e filhotes.

Vermifugação: 30 dias antes do acasalamento e depois a cada 60 dias, pois os pássaros ficam em contato com as fezes da gaiola e microorganismos das verduras. Recomenda-se o seguinte:

-Proverme - na água durante 3 dias; parar por uma semana e repetir a dose. Verificar dosagem na bula do produto.

-Mebendazole - na farinhada durante 5 dias (1 g por kg).

MICOPLASMA: Organismo intermediário entre a bactéria e o fungo, é um dos maiores problemas na criação, porque vai minando o pássaro, enfraquecendo-0. O tratamento indicado é com TYLAN pó, na proporção de 2 g por kg de farinhada durante 3 dias seguidos. Este medicamento não erradica o micoplasma, mas baixa o nível de concentração. Pode ser usado também o LINCO SPECTRIN 100, na base de 1 g por kg de farinhada.

CLAVULIN 250: Antibiótico de largo espectro que gera um aumento de postura e sobrevivência dos filhotes, ministrado na proporção de 3 g por kg de farinhada, durante 5 dias antes do acasalamento. Deve ser usado com parcimônia.

IVOMEC:

Arrancar algumas penas da coxa do pássaro, para absorção através do folículo, e aplicar 1 gota antes do início do acasalamento. para combater os efeitos colaterais dos antibióticos, é necessária a utilização de um recuperador da flora intestinal específico para aves. Indica-se o uso constante de LACTO PLUS, no mercado existe atualmente o ENTRODEX (laboratório RAVASI) para a mesma finalidade, na proporção de três g por kg de ração. Um protetor hepático, à base de complexo B, também é recomendável.

DECIS 250 ou K-OTHRINE LIQUIDO:

Contra piolhos, aplicação 15 dias antes do início do acasalamento na proporção de 20 gotas por litro d’água.

Esta aplicação é para ser feita sob "jato aberto". Retiram-se os recipientes com água e alimentação e pulveriza-se tudo (inclusive os pássaros). No dia seguinte fornecer banho normal. Seria importante repetir esta aplicação uma vez por mês nas paredes do criadouro antre as gaiolas.

OCERAL POMADA:

Pomada utilizada na cura de fungos das patas dos pássaros, os quais devem ser mantidos isolados dos demais.

VITAMINAS:

Melhor aquelas que são adicionadas na farinhada. As misturadas à água podem servir como meio de cultura de fungos.

Antes do início da temporada de criação, durante o vazio sanitário, todos os equipamentos a serem utilizados e o quarto do criadouro deverão ser desinfetados com FORMOL - colocado em alguns recipientes, em diversos pontos do criadouro, devendo o mesmo ficar totalmente vedado e fechado por pelo menos 15 dias, após o qual ficará aberto sem qualquer pássaro dentro, pelo mesmo período. Usar também clinafarm, contra fungos.

SUPERPOPULAÇÃO: É um dos maiores problemas dos nossos criadouros, pois acarreta a proliferação de doenças. O número ideal de casais é de, no máximo 40 por 30 metros cúbicos construído (sem contar os filhotes).

Fonte: Canaril Valença

Como montar seu criadouro

Jack T. K.

Não amontoar as gaiolas;

Usar uma parede de criadeiras e outra na frente para os filhotes, mantendo o centro do criadouro livre ou dois alojamentos, um para a criação e outro para os filhotes;
Não dar calor artificial, manter corrente de ar natural e central. Nunca corrente de ar direta nos pássaros; Usar luz artificial das 7h até às 20h, pois a luz artificial, além de aprontar os canários, aquecerá o criadouro. No comércio temos os Multi-Timer – Programador de Horários, o que nos facilita em muito nossas tarefas. Particularmente, usamos em nosso criadouro, dois programadores de horários, um que manterá a luz no horário acima citado e outro, com luz penumbra azul, programado para manter iluminado o local no período das 20h ás 21h, com a finalidade de induzir as fêmeas a irem para os ninhos. Um ponto fundamental é evitar o máximo de ruído, não falar alto e evitar batidas dentro do canaril.

Fonte Canaril Valença

Diário de um pássaro

Suzerley Daniele

Diário de um pássaro

Que homem é esse,
que tem por mim, um cuidado, um amor que eu diria incondicional...
Que homem é esse,
que apesar de mãos grandes e pesadas, segura-me com tão doce segurança.
Que homem é esse,
que às vezes passa horas ao meu lado, quando estou doente, e zela por minha recuperação.
Já me disseram que sou prisioneiro dentro de uma bela gaiola.
Que deveria estar livre, voando...
Então por alguns minutos pensei...
Qual é o meu destino?
Devo seguir a minha espécie e voar?
Será que estou indo contra a natureza?
Então por alguns minutos meditei...
Quantas vezes esse homem cansado, após um dia difícil de trabalho, cedeu a mim suas horas de descanso.
E algumas vezes, ao cuidar de meus amigos esqueceu minha gaiola aberta... e eu tive a oportunidade de experimentar essa tal liberdade... mas,
ao voar, olhei para aquele homem e, o vi, ali... de pé, me olhando com os olhos tristes e lacrimejando.
Que homem é esse que chora por mim,
Que homem é esse que é capaz de amar, mesmo eu não sendo de sua espécie.
Que homem é esse que esquece de se alimentar, mas nunca se esquece de alimentar-me
mas nunca se esquece dos meus remédios.
Que liberdade é essa?
Mas me sinto prisioneiro deste homem.
Mas me sinto contrariando meu destino. Recebo e sinto que ele me ama e jamais irá maltratar-me,
Sei que gosta de mim.
Sim eu realmente tive a oportunidade de voar,
Mas... esse homem me faz sentir livre...
E por tal motivo eu voltei...
E canto .... canto... Porque sou feliz
Porque sei que sou amado e não prisioneiro.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

VOCĘ SABIA?

...que na época do acasalamento é conveniente aparar as penas da cloaca dos canários para favorecer a cópula, principalmente naqueles de penas longas...

...que para melhorar a intensidade do fator vermelho deve-se adicionar ŕ farinhada um pouco de cenoura ralada na proporçăo de 50 gramas para 200 gramas de farinhada...

...que os canários com fator vemelho năo devem ser expostos ao sol para năo perde a uniformidade da pigmentaçăo...

...que para evitar o canibalismo quando filhotes principalmente nos canários brancos e amarelos, o fornecimento de farinhada oleosa é recomendável, assim como adicionar ŕ areia um pouco de sal grosso peneirado na proporçăo de 100 gramas para cada quilo de areia...

...que quando pássaro tiver comendo a propia pena , deixe um pedaco de barbante (20cm), de molho na salmora, espere secar e em seguida amarre ao alcance dos canários...


...que os canários brancos ficam com plumagem mais alva quando se banham em água com Bicarbonato de Sódio duas vezes por semana. Para um litro de água, colocar 2 gramas do produto e servir para o banho. Os canários devem secar a sombre a no dia seguinte serem colocados ao sol...


...que o piolho (traçador) que comumente ataca as penas das asas e da cauda do canário, formando um rendado nas mesmas, é facilmente removido usando-se um algodăo embebido em álcool, friccionando-o nas partes afetadas até a completa remoçăo. Quando o pássaro está demasiadamente infestado, é conveniente repetir a operaçăo 3 dias após. Um banho de sol por 10 minutos depois da desinfestaçăo é aconselhável...

...que a luz artificial durante a noite sobre as gaiolas, mesmo de baixa intensidade mas freqüente, torna o sono das aves interrompido com sérios riscos de enfraquecimento físico e suas conseqüęncias.A muda de penas contínua é uma das causas mais comuns, provocadas pela interrupçăo do repouso noturno...

...que os filhotes de canários até o 80 dia de vida estăo sujeitos, freqüentemente, a desidrataçăo ocorrendo ŕ morte prematura. É aconselhável manter na criadeira água fresca trocada, preferencialmente, 2 vezes ao dia. Manter ainda, nesse período ŕ disposiçăo dos pais, alimentos hidratantes como: chicória, maçă, jiló, acelga...

...que o filhote de canário saudável pesa no 10 dia de vida 1,72 gr, no 40 dia 6,2 gr, no 80 dia 13,40 gr e aos 12 dias 18,65 gr....


...que na época do acasalamento é conveniente aparar as penas da cloaca dos canários para favorecer a cópula, principalmente naqueles de penas longas...


...que para melhorar a intensidade do fator vermelho deve-se adicionar ŕ farinhada um pouco de cenoura ralada na proporçăo de 50 gr para 200 gr de farinhada...



...que os canários com fator vermelho năo devem ser expostos ao sol para năo perder a uniformidade da pigmentaçăo...


... que para evitar o canibalismo quando filhotes, principalmente nos canários brancos e amarelos, o fornecimento de farinhada oleoso é recomendável, assim como adicionar ŕ farinhada um pouco de sal grosso peneirado na proporçăo de 100 gr para cada quilo de areia...



...que depois da muda de adultos e filhotes, entre março e abril, vermifugar os pássaros é providęncia necessária para livrá-los de indesejáveis vermes...


...que o Norwich de origem inglesa é a raça que mais se apresenta com quisto (lump) sem que até hoje se tenha uma causa definida para essa anomalia. Experientes criadores aconselham para diminuir a incidęncia de quistos 3 providęncias: năo acasalar nevado com nevado; fornecer na época de muda mistura de sementes oleaginosas e farinhada com boa carga de óleo e banhos 2 vezes por semana...


...que o processo seguro para testar se o ovo está fecundado e com embriăo vivo é colocá-lo no 110 dia de choco numa vasilha com água morna a 36 graus, e verificar se ele meche como um pęndulo. Caso positivo, retorne-o ao ninho que o filhote nascerá em 2 ou 3 dias...


...que para soltar ovo preso é suficiente passar de leve na cloaca da canária um pouco de "VIC VAPORUB"...



...que para evitar que o macho ou fęmea comam ovo, basta injetar com uma seringa um pouco de amônia no interior de um ovo e deixá-lo no ninho. O forte cheiro da amônia que irá exalar quando bicado, afastará os "bicudos" desse vício...


...que quando filhotes atingem 16 dias e já ficam fora do ninho devem ser separados do casal por uma grade na gaiola para năo serem depenados pela măe que, desejando fazer novo ninho, procura nas penas dos filhotes o material necessário...



...que é boa a prática separar o macho da fęmea quando esta começa o choco afim de que ela se habitue a procurar alimentos para si e, quando nascerem os filhotes, năo tenha "preguiça" de sair para alimentá-los...



...que macho muito pronto que procura galar a fęmea durante o choco provocando quebra de ovos, deve ser separado pela grade da gaiola e retornado após 3 dias de nascidos os filhotes...



...que para evitar que a canária jogue fora do ninho filhotes após anilhados, é conveniente colocar-se pendurado acima do ninho um fio de nylon com anéis emprestáveis para que ela se habitue a vę-los a năo procure arrancar os colocados nos filhotes...



...que em regiőes de escassa umidade do ar, geralmente muitos ovos năo eclodem, sendo recomendável 2 dias antes da data prevista para o nascimento, colocá-los por 5 minutos em água morna a 30 graus e molhar o ninho...


...que para evitar o canibalismo adicione óleo de girassol na farinhada dos filhotes após separá-los em voadeiras até o término da muda, na proporçăo de uma colher de sopra para um quilo de farinhada seca ou, se preferir, fornecer farinhada pronta existente no mercado especialmente preparada para esse fim...


...que os canários brancos ficam com a plumagem mais alva quando se banham em água com bicarbonato de sódio duas vezes por semana. Para um litro d'água colocar 2 gramas do produto e servir para o banho. Os canários devem secar na sombra e, no dia seguinte, ser colocados ao sol...



... que a vitamina E (anti-esterilidade) é essencial ŕ reproduçăo, que estimula a fertilidade no organismo do canário, seja macho ou fęmea ...



... que a mistura de semente deve ser a alimentaçăo básica do canário ...


... que é de suma importância que use apenas sementes frescas, porque as velhas, na realidade envenenarăo seu passarinho com as toxinas geradas pelo ranço e o mofo ...


... que o alpiste é pobre em proteínas, mas rico em carboidratos; e que estes carboidratos fornecem calorias para o corpo e săo a principal fonte de energia do canário ...


... que a colza é rica em proteínas e gorduras correlatos e contém carboidratos que săo ricos em vitamina A e mais facilmente digeríveis que os do alpiste ...



... que a gema de ovo é rica em vitamina A, bem como o óleo de fígado de bacalhau e o leite ...


... que o canário homozigoto é fácil de ser identificado se vocę observar a expressăo máxima de lipocromo que ele exibe no final das penas da cauda...


... que algumas pipocas que aparecem nos pés dos canários, ŕs vezes, săo causadas por picadas de mosquitos. É aconselhável colocar telas nas janelas e portas do seu criadouro...



... que os antigos criadores colocavam nas gaiolas de seus canários, pedaços de toucinho, na época da muda? Por alguma razăo os canários sentem necessidade um pouco maior de gordura nessa época. Hoje já existem no mercado farinhadas próprias para este período...



... que os canários de fator vermelho năo devem ser expostos ao sol até a data de concorrerem e se possível devem ser criados na parte menos iluminada do seu canaril e ainda que as penas das asas e cauda devem ser arrancadas para obterem uma melhor coloraçăo?...


... que segundo alguns veterinários, năo se deve colocar nas patas das aves, pomadas a base de vaselina, pois sendo originária do petróleo, a vaselina destrói a pele dos pássaros...


... que os canários brancos, sejam de qualquer raça, năo terăo chance de vencer, em qualquer concurso, se năo estiverem absolutamente limpos...



... que nos canários mosaicos năo é permitido o arrancar de penas que cobrem os encontros dos ombros, sob pena de desclassificaçăo...


... que se cruzarem dois canários muito oxidados (pés bem negros), os filhotes correm o risco de năo nascerem, o que ocasiona a morte dos filhotes, fator este conhecido como pele negra...


... que as unhas dos pássaros quando aparadas o deverăo ser com o máximo de cuidado para que năo se corte a veia e provoque uma hemorragia? Caso isso aconteça e vocę năo tenha a măo um coagulante, faça o seguinte: acenda um fósforo e o apague imediatamente. Encoste-o ainda quente no ferimento. Repita várias vezes até estancar o sangue...



... o uso de luz artificial na criaçăo já começa a ser questionado por alguns criadores. Eles acreditam que tal prática leva os canários a um estado de stress, tendendo para a criaçăo mais cedo, entrando em muda. O assunto é polęmico. Os meus dormem e amanhecem com luz natural. Aliás, tudo que contraria a natureza năo é bom...


... na sua rua, no seu bairro ou na sua cidade existem amendoeiras? Se existem observe-as. Quando as folhas avermelhadas caírem e começarem a surgir os brotos da nova folhagem, chegou a hora de acasalar seus canários...


... os canários que săo granívoros por excelęncia, transformam-se em ovívaros durante a reproduçăo e alimentam a prole com alimento regurgitado. Por isso, é essencial fornecer, principalmente nesse período, uma boa farinhada...


... os pássaros de cativeiro freqüentemente apresentam alguma caręncia alimentar. Por isso, é aconselhável dar-lhes compostos de vitaminas e minerais a fim de evitar graves descompensaçőes...



... lembrem-se que para concorrer com bons resultados, seus canários deverăo ter uma preparaçăo que vai do aparo das unhas até o banho, se possível, com sabăo de côco ou shampoo Jonhson infantil...



... vocę deseja saber se o seu pássaro é macho ou fęmea? Proceda da seguinte forma: Arranje uma agulha de aço, um pouco maiore mais grossa que a comum. Segure a ponta da linha e como um pęndulo deixe a agulha ficar a 2 cms das costas do pássaro que vocę deverá ter seguro na outra măo. Espere alguns segundos que a agulha começará a se movimentar. Caso ela se movimente no sentido perpendicular ao corpo do pássaro é macho se girar completando voltas é fęmea. Experimente. Dizem qua năo falha...


...vocę deseja formar um bom quarteto? Faça o seguinte: separa tręs fęmeas, do seu plantel, que possuam formas semelhantes e as acasale com um macho de boa qualidade. vocę irá conseguir ter filhotes muito semelhantes, o que lhe facilitará a tarefa...


... no período de repouso, que vai da pós muda até o acasalamento, năo exagere no uso da farinhada a fim de evitar que os pássaros engordem muito...


... se alguma fęmea do seu plantel, após a postura do ovo, pela manhă, fica no fundo da gaiola, mal podendo se movimentar, é porque, com certeza, vocę esqueceu de colocar na gaiola o pote com areia e farinha de ostra. O cálcio durante a criaçăo é fundamental. Evita o problema do ovo virado, que tanto ocorre durante esse período...


... se seus pássaros estăo frios, custando a aprontar ministre cinco gotas de uísque no bebedouro, durante tręs dias. É uma antiga prática dos criadores ingleses...



... misture querosene e álcool em partes iguais e pincele de quinze em quinze dias, as bandejas das gaiolas, as pontas dos poleiros e as molas dar portas. Isto lhe ajudará na prevençăo contra os piolhos, mas năo adquira querosene em vidros plásticos. O melhor é o da Petrobrás vendido em lata...


... para evitar que a fęmea arranque as penas do rabo e das asas do macho, na hora de fazer o ninho, amarre um barbante năo muito fino no teto da gaiola com as pontas caídas na altura do poleiro. Ela deixará o canário em paz e poupará mais saco de aninhagem...


... para saber como anda a “infestaçăo” de piolhos no seu canaril é só proceder da seguinte maneira: escolha 8 a 12 gaiolas em locais diferentes do criadouro e coloque a noite, uma banheira branca com água em baixo do canário dormindo. Pela manhă retirar o recipiente e examinar a água com uma lupa. Qualquer quantidade de piolhos encontrada será significativa e servirá como um alerta, para que medidas higięnicas sejam tomadas, e depressa...


... mensalmente administramos nos pés dos canários uma mistura em partes iguais de Glicerina Líquida, Benzoato de Benzila (Acarsan, Miticoçam, etc) e Tomicol (antimicótico humano), para prevenir ou tratar doenças dos pés e unhas dos canários. Um dia após este tratamento limpamos os pés dos canários com vinagre. Em caso de aparecerem escamas ou cracas, antes do tratamento acima utilizamos Pomada de Helmerich, ŕ base de solicilatos (funciona como esfoliativo).

Contribuiçăo de Júlio César Garcia, parcialmente retirada da Revista Pássaros n. 1 a 8 e Revista SOS 1995.

Fonte: Criadouro Kakapo

Acasalamentos Permitidos Gloster

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Gloster ( Artigo sobre o topete)

Topete Alemão ( Artigo sobre o topete)

CANÁRIOS VERMELHOS Artigo II

CANÁRIOS VERMELHOS

Tarcísio Moura
Presidente AVO - Associação Videirense de Ornitologia
Revista AVO 1999


A criação de canários em cativeiro teve início na época em que os navegadores aportaram nas Ilhas Canárias e os levaram para o continente, por volta de 1400. Eram canários verdes, que ainda hoje são encontrados nas ilhas sem muita alteração de suas características originais.

A partir de 1480 e com maior intensidade a partir de 1700, até os dias de hoje, o homem conseguiu fazer um trabalho de fixação das mutações que a natureza levaria séculos para realizar, pois a sobrevivência e procriação de indivíduos mutantes é muito difícil pelo fato deste não ser aceito pelo grupo e acaba não procriando, já que as fêmeas aceitam mais facilmente os machos normais e não os diferentes (mutantes).

Além dessa dificuldade, várias cores e raças que temos hoje nos canários são mutações originárias de outras mutações, o que dificultaria ainda mais o trabalho da natureza.

Hoje são 358 cores e 23 raças diferentes originadas daquele canário verde ancestral.
Nos anos 20, na Europa, os criadores iniciaram experiências para obtenção do canário vermelho. Esses estudos se basearam em transplantar a cor vermelha do patrimônio genético de alguma espécie, através da hibridação para o canário e que tivesse, como resultado, híbridos férteis.

O pássaro escolhido foi o Tarim, um Spinus encontrado na Venezuela e que se assemelha em tudo com o nosso pintassilgo, exceto pela cor, pois onde o nosso apresenta cor amarela nas penas, o da Venezuela apresenta a vermelha.

Desses cruzamentos foram obtidos híbridos férteis F1, que por cruzamentos com canárias resultaram em pássaros com fertilidade maior que os primeiros.

Depois de vários anos e de muito esforço por parte dos criadores, conseguiu-se incorporar ao patrimônio genético do canário, os genes responsáveis pela assimilação da cor vermelha nas penas.

Com uma alimentação rica em Lipocromo vermelho, que é o pigmento encontrado em alguns vegetais, pode-se fazer então com que o canário descendente do Tarim apresente a cor vermelha tão apreciada por todos.

O Lipocromo é encontrado na natureza em alguns vegetais, porém sua quantidade é muito pequena e por esse motivo é oferecido aos canários na forma industrializada, durante a muda de penas. Ele é absorvido durante a digestão e fixa-se nas penas somente nos pontos onde há afinidade por gorduras – é lipossolúvel.

Em resumo, essa é a história do canário vermelho, que muita gente acredita que foi pintado e quando em alguma exposição alguém faz essa afirmação olhando os canários vermelhos, penso:

"Realmente, os canários vermelhos são pintados, mas pelas mãos de abnegados criadores, que com trabalho e muita dedicação conseguem 'pintar' essa obra-prima que, diferente das demais, tem vida".

CANÁRIOS VERMELHOS Artigo I

Cuidados Essenciais

1. Os canários de Cor necessitam de alguns cuidados específicos, pois săo aves com uma genética mais apurada do que os canários normais, popularmente chamados de comum ou Belgas, por este fato tęm uma plumagem mais perfeita e um maior desenvolvimento ósseo e muscular. Porém os canários de fator vermelho necessitam de alguns cuidados ainda maiores, tais como a administraçăo em sua farinhada de carophill red ou mais conhecido como cantaxantina 10%, que deve ser administrado na quantidade de 1,2 gramas para cada 100 gramas de farinhada.

2. A muda de pena é o período em que o exemplar necessita de uma maior quantidade de farinhada por se encontrar com grande caręncia de vitaminas, e por conseqüęncia de carophill red, para que sua plumagem fique perfeita, por este fato é que se deve administrar neste período a farinhada com o estimulador de fator vermelho (carophill red) todos os dias, após acabar esta fase o criador poderá fornecer a farinhada com o fator vermelho um dia sim outro năo.

3. Os canários com fator vermelho em especial năo podem ser expostos com freqüęncia ao sol, pois este fator poderá tornar a coloraçăo no animal mais opaca, fato este que é quesito para concursos, porém năo se proíbe a total exposiçăo ao sol deste tipo de pássaro, onde o criador poderá leva-lo para tomar banho de sol uma ou duas vezes por męs, com exceçăo no período de muda de penas onde o banho de sol deverá ser totalmente banido.

4. Deve-se adicionar na farinhada algumas gotas de óleo de girassol, substância facilmente encontrada em supermercados e que tornará a plumagem muito mais brilhosa, porém é preciso se ter muito cuidado na administraçăo desta substância, pois se administrada em excesso poderá vir a causar diarréia nos canários.

5. Um canário com fator vermelho carrega esta característica na sua genética, sendo impossível um canário que năo seja descendente de pais com fator vermelho vir a ficar com coloraçăo vermelha, pois os canários com fator vermelho săo descendentes de um pássaro silvestre chamado de Tarin da Venezuela, e por conseqüęncia um canário de qualquer outra coloraçăo seja amarelo, verde, ou qualquer outra cor nunca ficará com as penas vermelhas, o máximo que poderá acontecer será o canário ficar com uma plumagem cor de cenoura ou como mais comumente ocorre, o pássaro ficara todo manchado de amarelo e cenoura, por exemplo.

6. Sempre adquira canários com procedęncia e principalmente com a anilha, pois este será o pedigree de seu animal.


Mauricio Defassi
Criador filiado a Federaçăo Ornitológica do Brasil e ao
Clube Ornitológico Parque do Iguaçu, anilha MH

20 mil Canarios no centro de exposição da FOB

video

domingo, 26 de julho de 2009

Saúde... "entra pelo bico e se instala com a higiene"

Humberto Heidrich
Canela – RS
Revista Pássaros ano 8 nro 41/2003
Retirado do site Criadouro Kakapo

Iniciamos por uma boa alimentação, sementes limpas e balanceadas: 60% alpiste, 20% colza, 10% niger, 10% aveia variando na muda da pena e nos dias frios com sementes que possuam mais óleo como a linhaça, ocupando o lugar do alpiste em 4%.

Aqui formulamos uma farinhada econômica e rica em nutrientes, que pode ser administrada durante os meses de cria no desmame e na manutenção de todo o plantel, variando as fórmulas abaixo:

- Farinha de milho fina e de boa qualidade 70%

- Amamenta leite em pó vitaminado para animais 10%

- Ovos duro com casca 10%

- Mel puro ,05%

- Farinha de carne ou soja 05%

No enriquecimento da farinha usamos especialmente na muda da pena, cenoura crua para os canários com fator vermelho e nos meses de cria, após a muda da pena todos os canários podem receber cenoura, para fortificarmos os canários, dar brilho as penas e fortifica-las usamos a Emulsão Scott (óleo de fígado de bacalhau) a 1,5% e polivitamínico de alta concentração POLIFORT em pó a 100g dando assim adeus as vitaminas colocadas na água de beber, concentrando tudo na farinhada.

Usamos também em dias alternados ou seja de 4 em 4 dias dois dentes de alho cru, Propolina L3, na proporção de 4cm por kilo de mistura. Nos custando por kilo de farinhada U$0,90 que da para tratar de 450 a 500 canários por dia. Processamos toda esta mistura no MULTIPROCESSADOR nos dando assim uma mistura bem equilibrada e de boa textura.

Estamos servindo aos canários e que nos diminuiu em 20% o consumo de sementes, ração inicial para pintos de um dia, o canário seleciona o que lhe convém como sais minerais e outros nutrientes indispensáveis para a manutenção de boa saúde para o plantel. Sirva em um comedouro dentro da voadeira, gaiola ou viveiro aberto do tipo banheirinha para que o canário possa selecionar o que gosta, você obterá ótimos resultados.

Não esqueça de oferecer aos canários folhas verdes como couve, espinafre em dias alternados durante os meses de cria ofereça couve todos os dias, os pais tratam melhor os filhotes. Lave-as bem e certifique-se da origem para evitar defensivos agrícolas.

No capítulo que trata de higiene, troque os papeis do fundo da gaiola em dias alternados, troque o piso de três em três dias cuide com os poleiros limpe-os de quinze em quinze dias. Utilize o pulverizador de mão com desinfetante do tipo pinho-sol a 3% coloque também um pouco de vinagre na mistura para evitar os piolhos dirigindo o j ato para o chão do canaril todas as fezes que você for varre-lo evitando poeira e ao mesmo tempo desinfetando o chão; use também SBP aerosol líquidos em jato rasteiros parai evitar a proliferação de ácaros que tanto nos atormenta é um ótimo acaricida e não prejudica o canários de dez em dez dias.

Vacine os canários antes do acasalamento e após o desmamei com IVOMEC uma gota na cocha arrancando mais ou menos umas trás peninhas friccione com a lateral do conta-gotas após a colocação da gota, agindo como vermífugo e acaricida.

Tudo isto parece difícil mas não é quando se tem amor pela canaricultura e gostamos de transmitir aquilo que na luta do dia a dia nos ensina e nos traz satisfação e resultados, faça o mesmo você também.

Catalogo XIV – Campeonato Estadual de Ornitologia Amadora - Porto Alegre - RJ

LIPOCROMO E MELANINA

LIÇŐES DE UM GRANDE MESTRE

Victor Moreira

Revista CORA 2006

Retirado di site Criadouro Kakapo



As regras da hereditariedade descobertas por Mendel, constituem-se num instrumento decisivo na reproduçăo de canários.

Entretanto o criador năo precisa Necessariamente entende-las em sua plenitude. Com o tempo, de maneira geral irá adquirindo conhecimentos genéticos, técnicos e teóricos, necessários a todo bom criador.

É importante porém, que alguns conhecimentos, indispensáveis para o bom andamento da criaçăo.

Os canários dividem-se em dois grandes grupos Linha Clara ou Lipocromica e Linha escura ou Melânica.

A designaçăo Lipocromica, provém de lipocromos, nome genérico de um grupo de pigmentos hidrocarbonatos solúveis em gordura, tais como o caroteno, luteina e xantofila.

O caroteno é um pigmento de cor laranja ou vermelha, encontrado na cenoura, batata doce etc, sendo que, as variedades beta, alfa e gama săo provitaminas que após sintetizadas no organismo, se transforma em vitamina A.

A xantofila está presente nas folhas verdes e vegetais e a luteina se encontra na gema de ovo, no milho, etc.

Ao ingerir estas substâncias o organismo do canário assimila-as dando origem as cores lipocromicas características.

Os carotenóides săo transportados pela corrente sanguínea até o canudo (canhăo) das penas, nelas se depositando continuamente, até se completarem. Este processo se inicia antes mesmo que as penas atravesse a pele.

Por esta razăo é imprescindível no que diz respeito aos canários com fator vermelho, que a cataxantina seja administrada antes que os envólucros irrigados das penas rompam a pele.

Os canários melânicos (linha escura) tem um pigmento chamado melanina, fabricado pelo seu metabolismo orgânico. O processo biológico de síntese de melanina, se desenrola através de fermentos (tiresinase-dopa) até a formaçăo da eumelanina e feumelanina.

As mutaçőes que incidiram sobre a estrutura, densidade e tipo de melanina, influenciaram na variedade de cores melânicas existentes.

Resultante da modificaçăo estrutural das células exteriores das penas, existem o fator limăo ou ótico para o azul.

A luminosidade produzida pelo espectro solar, decomposta em radiaçőes, nos dá as varias nuances de cor, que observamos no mesmo nuances de cor, que observamos no mesmo canário em diferentes períodos do dia, ou seja, cores mais amenas de manhă e mais fortes ao entardecer. A plenitude da pureza da cor se observa ao meio dia.

Este fator transmite o efeito óptico que dá a cor amarela, um tom esverdeado, daí a denominaçăo Amarelo Limăo. Nos canários brancos, aumenta o brilho da plumagem, dando a ilusăo óptica de uma tonalidade mais branca. Nos pássaros vermelhos por influęncia do fator, a cor vermelha é mais intensa e brilhante.

O fator ótico para o azul, quando inserido nos gens dos canários da linha escura, elimina os resíduos feomelanicos dispersos (manto marrom) proporcionando maior nitidez e contraste entre as melaninas e o lipocromo.

Tomando por exemplo, ao introduzirmos o fator ótico nos canários Ágata, eliminamos a feomelanina presente no dorso (manto) dos canários, obtendo dessa forma exemplares com as melaninas mais nítidas, em perfeito contraste com o lipocromo.

Essa regra se aplica a todos os canários de linha escura e pelas consideraçőes apresentadas, entendo que os novos canários de linha escura, com ausęncia quase total de feomelanina marrom no manto, estăo ligados ao fator ótico para o azul.

Esse fator é de caráter recessivo e como tal, precisa estar presente em dose dupla nos dois gametas, ou seja, no macho e fęmea, para que possa manifestar-se e aparecer na plumagem.

Tarefas dos Canaricultores ao longo dos meses de um ano.

Dezembro/Janeiro.
Efetuam-se as últimas crias. O que não se conseguiu até este mês, não adianta continuar a tentar, pois as fêmeas estão praticamente esgotadas pelo calor, pelo cansaço e pelo esforço da criação. Convém ir se preparando para a próxima muda, administrando para as fêmeas alimentação rica em vitaminas, aveia, etc. Terá que cuidar que a água seja abundante e fresca e que os alimentos brandos não cheguem a fermentar pelo calor. Cuidado com as mudanças bruscas do clima de verão.

Janeiro/Fevereiro.
Todos os utensílios que foram usados durante a época de cria, serão desinfetados corretamente e guardados para a próxima cria. Os exemplares deverão estar nas voadeiras ou gaiolões de emenda. Devemos observar o seu vigor e estado geral de saúde. A alimentação deve ser variada e rica em cálcio para que possam enfrentar o desgaste originado pela muda.

Fevereiro/Março.
Os canários estão em plena muda, não deveremos perder de vista, sobretudo, os últimos filhotes que são os mais débeis, assim como também os exemplares adultos, tratando de ajudá-los no transtorno da troca de penas, preservando-os das correntes de ar e mantendo uma abundante e variada alimentação.

Março/Abril.
Mês de pouca atividade. Os exemplares continuam nas voadeiras. Estarão em sua maioria com suas novas plumas, e com a muda terminando. Devemos começar a escolher os melhores filhotes.

Abril/Maio.
Começa o frio e deveremos aumentar na comida a porcentagem de alguns grãos oleaginosos (níger, cânhamo, etc.). Se iniciará a seleção dos pássaros que poderão ser candidatos a Concursos, colocando-os em gaiolas individuais.

Maio/Junho.
Chega o rigoroso inverno. A alimentação será mais forte, pois o organismo consome grande quantidade de calorias. Observaremos com mais detalhes os pássaros que selecionamos para exposição, mantendo-os em perfeita higiene.

Junho/Julho.
Mês de exposição. O canaricultor obterá o fruto de tudo o que sonhou, não devendo deixar-se levar por algum desengano, pois, em canaricultura sempre haverá o que aprender, e a melhor forma de fazê-lo é corrigindo os fracassos ocorridos. E quanto ao cuidado com os exemplares, seguiremos com a indicação dos meses anteriores, boa alimentação e preservação contra os rigores do inverno

Julho/Agosto.
Começaremos as tarefas da reprodução, serão selecionados, minuciosamente, os casais, observando que ambos os componentes se completem, de acordo com o que desejamos criar.

Agosto/Setembro.
Se o tempo ajudar, teremos fêmeas chocando e para meados do mês, os primeiros filhotes, a quem dispensaremos cuidados especiais, alimentação fresca e variada, abundante e nutritiva. Se tratará no possível, de não molestá-los, apesar de vigiar se constantemente, em momentos oportunos, se os pais tratam dos filhotes.

Setembro/Outubro.
A criação estará em pleno apogeu, e teremos filhotes emplumados e outros a sair dos ninhos, deveremos estar atentos ao comportamento dos pais, pois alguns machos mais fogosos molestam as fêmeas. Se isso ocorrer, deveremos então separá-los . Por outro lado, pode ocorrer que fêmeas arranquem penas dos filhotes, no seu afã de fazer novo ninho. Deveremos então separar os filhotes com uma grade, possibilitando a fêmea a continuar tratando dos filhotes, até que possam comer sozinhos.

Outubro/Novembro.
Neste mês, tendo em conta as indicações feitas para outubro, e quando a criação segue em pleno apogeu, se cuidará que as águas sejam frescas e que os alimentos não cheguem a fermentar, principalmente os brancos (pão com leite, etc.). Não devemos nos descuidar do fator higiene que é de suma importância a esta altura do ano, pois poderão aparecer piolhos e outros parasitos. Teremos que nos assegurar, também, que a noite os mosquitos não molestem os canários, pois estes visitantes noturnos trazem grandes transtornos.

Novembro/Dezembro.
Estaremos na terceira postura ou ninhada, alguns na quarta. Observaremos, como nos meses anteriores o estado dos alimentos e dos bebedouros. Todos os pássaros cevem estar protegidos do rigor do calor. Estaremos com os filhotes da primeira e segunda ninhadas nas voadeiras. Poremos atenção especial na prevenção contra piolhos para que não ataquem as fêmeas, que deverão estar extenuadas pelo esforço realizado.
De um modo sintetizado, analisamos as tarefas mais elementares de acordo com o mês calendário, os pormenores sobre acasalamentos, alimentação, preparação para exposições etc. etc. Boa sorte!!!

Pequenos Problemas na Reprodução

Maurice Pomarède
Revista Pássaros-Ano 4 nro 13


A estação de criação é para os criadores uma fonte de questões e também de problemas. Eis aqui alguns deles referentes aos ovos e aos filhotes no ninho.

O que fazer com os ovos claros?

É normalmente por volta do sexto dia que o criador observa se os ovos estão fecundados. Quando não estão, são chamados de "claros".
Deve-se então retirá-los? Sim, se todos estiverem claros. A fêmea fará então uma outra postura: postura de substituição.

Certos casais, contudo, são capazes de identificar ovos claros. Podem até expulsá-los do ninho. Porém a maior parte dos casais não fazem isso. Assim, retirando-se esses ovos evita-se que a fêmea se desgaste por uma incubação inútil. Também ganha-se tempo. É interessante que o criador conserve cuidadosamente um ou dois ovos claros. Podem servir para um outro ninho. Deve-se juntar um ovo claro a uma ninhada pouco abundante de pequenos pássaros. O ovo claro evita que os filhotes novos sejam esmagados acidentalmente. Num ninho, vazio, o ovo claro pode estimular a postura ou, como se verá, constatando-se se um casal não come os ovos.

Se numa postura ocorreu apenas um ovo claro, estando os outros fecundados, deve-se então deixá-lo.

Ovo rachado e ovo furado.

Se um ovo acidentalmente rachado, é possível conservá-lo usando-se cola ou gesso com um pincel. Geralmente, porém, este ovo gora pela contaminação com micróbios. Quando um ovo está furado, isto geralmente acontece devido às unhas muito pontiagudas dos pais. Esse ovo não se desenvolverá. É muito raro que o ovo seja furado por uma bicada; o furo seria muito maior e, freqüentemente, quando isso ocorre, o ovo é comido pelos pais. É necessário observar para que as unhas não fiquem afiadas e, se necessário, deve-se cortar suas pontas com tesoura.

É preciso retirar-se os ovos e depois retorna-los ao ninho?

Muitos criadores retiram os ovos que vão sendo postos até o terceiro para então, devolvê-los juntos ao ninho. Os ovos retirados são colocados sobre algodão ou painço e diariamente revirados para se evitar que o embrião cole na casca. Eles fazem isso para conseguir uma eclosão agrupada. É que, freqüentemente, o filhote nascido por último fica menor e, assim, essa demora de crescimento pode levar ao abandono pelos pais e à morte. A morte de um filhote pode prejudicar a totalidade deles se o cadáver não for removido.

Os ovos são postos isoladamente: um ovo por dia, e dois dias podem separar o primeiro do segundo ovo. Portanto, as eclosões são agrupadas. Ela pode ocorrer num mesmo dia ou dois dias somente. Na galinha, vinte pintinhos podem eclodir ao mesmo tempo.

Experiência têm mostrado que a fêmea move os ovos regularmente. Isso pode ser verificado pela marcação suave com um lápis. Deslocando-se os ovos ela permite uma incubação regular: os ovos situados na periferia recebem menos calor que aqueles do centro do ninho o que poderia acarretar uma demora no seu desenvolvimento. A fêmea muda então os ovos do centro para a periferia e vice-versa. Alguns casais de aves parecem poder avaliar o grau de desenvolvimento do embrião, seja pelo equilíbrio do ovo, seja pelos primeiros gritos dos filhotes prestes a nascerem.

A movimentação dos ovos pode ser necessária quando a ninhada chega de 4 a 6 ovos ou mais. Ela tem a finalidade de assegurar a eclosão agrupada. No ovo, o futuro embrião fica admiravelmente suspenso, de tal modo que esteja no alto, sobre a gema. Em seguida as ligações embrionárias protegem o embrião e o sustentam. O embrião pode correr o risco de colar na casca. Num ovo gorado pode-se observar um embrião imperfeito, colado na casca; isto ocorre após a morte do embrião. Ela pode ser acidental (resfriamento), genética (tara) ou microbiana.

Os recém-nascidos jogados para fora do ninho.

A eclosão geralmente ocorre pela manhã e é quando o criador encontra 1 ou 2 filhotes fora do ninho, já frios. Se eles ainda se movem, pode-se aquecê-los com um bafejo antes de retorná-los ao ninho. Porém deve-se ter mais atenção e revê-los sempre, pois correm o risco de serem novamente jogados para fora. Aí surge uma dúvida; foi acidente ou foi ato voluntário? A confirmação do ato voluntário é dada por pequenas feridas produzidas pelo bico do pai que expulsou os filhotes, geralmente causadas numa pata ou asa do filhote. Quando isso acontece, pode-se colocar os filhotes no ninho de um outro casal, onde geralmente são bem acolhidos quando nesse novo ninho existem filhotes de idade semelhante. Se os filhotes são recolocados com a mãe, é conveniente retirar-se o macho. Geralmente o macho é o culpado. Para ele, os filhotes no meio dos ovos não eclodidos são tomados como intrusos ou corpos estranhos que precisam ser retirados. Durante a incubação e na semana subseqüente os pais vigiam atentamente a limpeza do ninho. É raro que todos os filhotes sejam expulsos; eles não o são quando fica ainda um ou dois ovos no ninho, após sua eclosão.

O número ótimo de filhotes.

Quando existem muitos filhotes num ninho raramente eles se desenvolvem convenientemente. Freqüentemente um fica mais atrasado, seja o último a nascer, seja uma mutante. Toda a ninhada pode ter seu desenvolvimento retardado porque os pais não conseguem satisfazer a todos os filhotes. Ao contrário, se a ninhada é de apenas um filhote, ela arrisca ser abandonada pelos pais quando desejam recomeçar uma nova ninhada.

Existe um número ótimo de filhotes. Ele depende das aves. Para os canários e pequenos exóticos é de três filhotes, raramente quatro. Dessa forma tem-se maiores chances de obter-se pássaros grandes. A procura dos filhotes pelo alimento é muito importante para estimular os pais, mas não deve ser excessiva e, por conseguinte, para que todos os filhotes sejam bem nutridos.

É interessante que o criador equilibre as ninhadas, às vezes removendo um ou dois filhotes. Se eles não estiverem anilhados, pode-se marcá-los com um hidrocor. Quando começarem a emplumar fica fácil de identifica-los. Salvo quando houver necessidade, não se deve provocar a saída dos filhotes do ninho. É preciso que saiam por si só. Se forçarmos a saída deles, ficarão mais selvagens, mais tímidos. Ficando mais tempo no ninho, sentem-se mais seguros. É possível que anomalias de comportamento sejam provenientes de uma "má saída" do ninho.

COMO PREPARAR VERMIFUGO PARA SEUS CANÁRIOS

Por WILSON TADEU MUNNO

01 COMPRIMIDO DE FLAGIL 250
10 GOTAS DE COMPLEXO B
01 AMPOLA GLICOSE 50 %

PREPARO:

DILUIR EM UM LITRO DE ÁGUA FILTRADA
MINISTRAR DURANTE 05 DIAS

COMO PREPARAR AREIA PARA SEU PÁSSARO

Por WILSON TADEU MUNNO


Utilizar areia grossa coada (coar com peneira com granulação média). Lavar a areia até a água sair límpida.
Secar ao sol, colocar no forno na temperatura acima de 100 ºC durante 1 (uma) hora.

PREPARO:

2 LITROS DE AREIA
4 COLHERES (SOPA) SAL MINERAL
1/4 LITRO DE FARINHA DE OSTRA (FINA)

Dez recomendações gerais para os canaricultores

1°) Não alimente seus canários com sementes, misturas e outras substâncias que não estejam garantidas por uma firma especializada em nutrição ornitológica.


2°) Use unicamente os medicamentos e antibióticos quando a enfermidade o requeira, e sempre nas doses mínimas indicadas.


3°) Não esqueça que a melhor medicação é a higiene e profilaxia já que é sempre bom prevenir do que remediar.


4°) Evite as trocas bruscas de temperatura, as correntes de ar e os excessos de calor (de calefação nos lugares frios) e a mudança de locais.


5°) Quando adquirir um canário procure que seja robusto e são, e da melhor qualidade possível, já que custa igual cuidar e alimentar a um exemplar vulgar que outro de primeira classe.


6°) Faça-se sócio de alguma Entidade Ornitológica, onde lhe fornecerão as Anilhas, que consideramos imprescindíveis para um canário de boa qual idade, ao mesmo tempo que entrará em contato com círculo de pessoas que como você, gostam e amam os pássaros.


7°) Use os inseticidas fabricados exclusivamente para pássaros e com garantia de especialistas em pequenos animais de estimação.


8°) Periodicamente administre corretores vitamínicos.


9°) Limpe e desinfete os comedores e bebedouros das gaiolas.


10°) Quando adquirir um novo exemplar não o misture, sem que antes tenha tido um período de observação e quarentena.

sábado, 25 de julho de 2009

CB IN

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Propolis na canaricultura

A Propolis

Artigo extraído e adaptado da revista Itália Ornitologica, ano XXIX, nº 1, janeiro 2003.
Texto de Mário di Natale l Tradução: Rafael I. Estrada Mejia, Regeria Rocha Gonçalves
Revista ABC Ornitológico 2004
Arquivo retirado do site Criadouro kakapo


Antibiótico natural, isento de efeitos colaterais No número de março de 2002 de Itália Ornitologica no artigo "Os fármacos como preventivos", tínhamos feito alusão a algumas afirmações de médicos pesquisadores, nacionais e internacionais, sobre os efeitos colaterais dos fármacos. Enfatizava-se o conceito segundo o qual antes de se empregar um fármaco é necessário avaliar, caso por caso, se são maiores os riscos que se correm ou os benefícios desejados.
Todos os fármacos apresentam efeitos colaterais?
Da Fitoterapia (medicina natural) aprendemos que existe na natureza uma resina que reveste os frutos de algumas plantas como o pinheiro, o salgueiro, o olmo, a cerejeira e tantas outras que as abelhas recolhem e elaboram com as enzimas de suas secreções a assim chamada propelis, um antibiótico natural com múltiplas funções. As propriedades terapêuticas da propelis foram descobertas em tempos remotos e foram os egípcios quem utilizaram esta substancia para os cuidados do aparelho respiratório, para os estados gripais, para as infecções da pele, para a cicatrização das feridas, e para outras afecções de natureza variada. Num primeiro momento, os efeitos benéficos foram empiricamente demonstrados, até que, recentemente, alguns pesquisadores no campo da Fitoterapia, entre eles o francês Pierre Lavic (1960) descobriu neste antigo fármaco os seus numerosos componentes (veja o esquema) que detalhadamente confirmaram suas propriedades terapêuticas descobertas há cerca de 40.000 anos.
Composição química da propelis • 50% resinas e bálsamos: ácidos urânicos, ácidos aromáticos, etc.
• 30% gorduras e vitaminas: ácidos graxos, óleos essenciais, vitaminas do grupo B, vitamina C, vitamina E;
• 10 de Polifenóis: Flavonóides (Galangina);
• 5% Pólen;
• 5% Sais minerais: cálcio, cobre, ferro, bário, crômio, etc.
Parece que são os ácidos orgânicos e os polifenóis, contidos na propelis, que desenvolvem, principalmente, uma dupla ação antibacteriana — bacteriostática e bactericida - significando que, respectivamente, tanto impede a multiplicação das bactérias como as mata.
Outras propriedades da propelis A propelis, além da propriedade antibacteriana, tem uma outra propriedade que para nos criadores é de extrema importância. É um antimicotico. Agem sobretudo, contra a Cândida e Microsporo, graças à presença dos polifenóis que bloqueiam o crescimento dos fungos. E são as próprias abelhas que, segundo um instinto natural, reconhecem na propelis esta função e a utilizam para revestir as paredes onde a abelha-rainha põe os seus ovos, como defesa dos ataques de fungos e bactérias. Desenvolve uma ação imuno-estimulante. Esta ação faz crescer a resistência do organismo graças ao efeito dos flavonóides (galangina) e da vitamina C que estimulam a síntese dos anticorpos e potencializam o sistema imunológico contra os agentes patogênicos. Segundo as afirmações de renomados fitoterapeutas, a propelis não tem efeitos colaterais e pode ser utilizada também por longos períodos e em doses mais elevadas.
A propelis usadas nas nossas criações Devido às suas múltiplas ações e por ser um antibiótico natural de amplo espectro, a propelis pode ser usada na ornitologia, sobretudo, para a prevenção daquelas formas bacterianas intestinais que no período de incubação prejudicam os filhote até o nascimento. Pode ser usada, também, nas doenças das vias respiratórias, nas dermatites das patas que freqüentemente provocam inflamação e rubor devidos, principalmente, aos erros alimentares, picadas de insetos e falta de higiene.
Onde encontrar a propelis Para as nossas necessidades podemos utilizar a propelis que aparece no comércio na forma de solução (gotas), encontrada em farmácias (naquelas onde se encontram produtos fitoterápicos) ou em lojas que vendem ervas e produtos naturais.
Uma recomendação: procurar um produto confiável, entre os numerosos encontrados no comércio, preparados por empresas consolidadas e de comprovada experiência científica.
Modo de usar (posologia)

Posologia (experimental) para as doenças intestinais e respiratórias:

• 20 gotas em cada litro de água de beber no período de preparação às incubações por 15 dias consecutivos. A mesma dose durante 7 dias consecutivos após o nascimento dos filhotes;

• 30 goras por litro de água de beber durante um período de 20 dias, no momento em que uma infecção for manifestada. É prudente neste caso intervir aos primeiros sintomas. Suspender durante 10 dias e repetir a administração por mais 10 dias;

• para as demais doenças cutâneas, algumas gotas duas vezes ao dia sobre as áreas afetadas.

Conclusões
A propelis pode ser utilizada, também, junto com outros antibióticos sintéticos.
Para os amigos criadores que, segundo uma convicção própria, não pretendem renunciar aos antibióticos tradicionais, mencionamos, em resumo, tudo quanto tem sido relatado pêlos estudiosos qualificados no campo da fitoterapia, isto é; a ingestão da propelis pode ser feita também simultaneamente ao antibiótico alopático. Terminada a utilização deste, é conveniente prosseguir 10 dias com a propelis. Esta precaução tem o objetivo de minimizar a queda das defesas imunológicas provocadas pelo antibiótico sintético, redução esta que origina a reincidência da doença.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

GENÉTICA PARA INICIANTES

Eliane Seixas e Gilberto Seixas
Revista UGCC 2006


A variedade de cores e raças que multiplicam e embelezam nossos canários, atrai, a cada dia, novos adeptos à Canaricultura. Este efeito visual de forma é obtido pelo controle genético que os criadores possuem e empregam ao acasalarem suas matrizes. Aliás, é exatamente este controle genético que aprimora a qualidade técnica das cores e forma, que difere a criação de canários de cor de parte da criação dos chamados canários “belgas” ou “salsas”.
O conhecimento de genética é indispensável quando se pretende alcançar posição de destaque dentro da Canaricultura.
Os criadores de canários dominando esta ciência, poderão melhor entender o que acontece em seus criadouros e optarem, com maior êxito, na seleção de matrizes objetivando avanços na produtividade e principalmente, na elevação do padrão técnico dos pássaros.
Enfocaremos aqui ciência de uma forma prática, sem nos atermos à complexidade das fórmulas genéticas e às análises mitológicas, que se fariam necessárias para maior aprofundamento no assunto.

Definição
Genética é o ramo da Biologia que estuda a transmissão das características físicas e biológicas de uma geração para a seguinte, sendo considerada a ciência da hereditariedade.
Essas características são armazenadas em estruturas especiais denominadas genes.

A Transmissão Genética
A reprodução dos canários é sexuada, sendo o casal (pai e mãe) responsável pelas características do seu filho.
É no ato da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, que o zigoto se forma e recebe todas as informações dos pais que, em conjunto, definirão o Genótipo e a base do Fenótipo do pássaro a ser formado.
Conheça o significado de alguns termos utilizados em genética:

ZIGOTO: É a célula formada da união do gameta masculino (espermatozóide) e feminino (óvulo) que dará origem ao novo filhote.

GENÓTIPO: É o conjunto de genes que definem a formação de todas as características do indivíduo. É o seu patrimônio genético.

FENÓTIPO: É a aparência externa do pássaro. O Fenótipo depende dos genes que o pássaro possua em seu genótipo, mas também de uma série de outros elementos como: alimentação, ambiente, luz solar, etc.

As Mutações
O canário ancestral que ainda vive em seu “habitat” natural nas Ilhas Canárias é semelhante ao Verde Nevado existente hoje em nossos criadouros.
Foi a beleza de seu canto suave que despertou no Homem o desejo de tentar reproduzi-lo em cativeiro, onde ocorram, aleatoriamente, inúmeras Mutações, isto é, modificações genéticas, que foram percebidas e fixadas pelo homem, acentuando a máxima: criar é preservar.
Esta fixação no patrimônio genético da espécie, foi obtida através de cruzamentos entre pais e filhos, permitindo as variações belíssimas de cores e raças que hoje existem.
A mutação ocorre quando existe alteração em um os genes, modificando algumas características esperadas na prole.
Quando ocorre uma mutação o gene passa a existir de duas formas distintas:
-forma original (características já existentes)
-forma mutante (nova característica)

Exemplo 1:
De um casal de Verdes nasceram filhotes Verdes e Canelas.
Observa-se que alguns filhotes possuem a característica esperada, ou seja, a cor Verde.
Os filhotes Canelas nasceram com características modificada, ou seja, a cor Canela, que, portanto, é uma mutação.
Algumas informações para cores estão ligadas à informação do sexo que os pais transmitem ao filhote que neste caso, são chamadas de cores sexo-ligadas. Porém, outras estão livres da informação sexual, sendo denominadas não ligadas ao sexo ou autossomais.

As Mutações Sexo-ligadas
Existem várias mutações de cores que se encontram ligadas à informação sexual, a saber: ágata, canela, isabelino, pastel, acetinado, marfim, asas cinza e inos lipocrômicos (Albinos, Lutinos e Rubinos).
Atenção: a cor Verde não é mutação; é o fator original oriundo do silvestre, entretanto, também ligado ao sexo.
Nas mutações sexo-ligadas, quando os exemplares machos possuem certa mutação em seu patrimônio genético, podem se comportar de dois modos distintos:
1-mostrando a mutação em seu fenótipo: neste caso são mutantes.
2-não mostrando a mutação em seu fenótipo: neste caso são chamados de portadores.
No primeiro caso, eles são chamados Homozigotos, possuem uma única informação genética.
No segundo caso, eles são ditos Heterozigotos, pois possuem duas informações: uma original que prevalece no fenótipo e a outra mutante que fica escondida no genótipo.
Atenção: As fêmeas deste grupo só podem apresentar a mutação em seu fenótipo, não podendo ser portadoras de qualquer destas mutações. São chamadas, por isto, e Hemizigotas, pois só recebem informações para cores sexo-ligadas fornecidas pelo pai.
Estes termos utilizados acima podem ser melhor entendidos, lembrando o significado dos prefixos gregos usados para formulá-las:

-Homo = igual;
-Hétero = diferente;
-Hemi = metade.
No exemplo 1 anteriormente citado, o Macho Verde seria Homozigoto (não portanto nenhuma cor) se tivessem nascido somente filhotes Verdes. Porém, como nasceram filhotes Canelas, ele é dito Heterozigoto (portador de outra cor), ou seja, é um Verde portador de Canela.
Quando uma cor se manifesta no Fenótipo “escondendo” o efeito de outra cor, ela é dita Dominante. A cor que ficou escondida é dita Recessiva (ou seja, dominada).
Concluímos que, para uma cor recessiva aparecer no fenótipo do canário, existe a necessidade desta estar em dose dupla no genótipo (informação fornecida pelo Pai e pela Mãe), porque se assim não for, ela ficará escondida pela cor dominante que estiver presente.

Atenção: Todas as mutações sexo-ligadas são recessivas.
Ainda em relação ao exemplo 1, podemos afirmar que os filhotes Canelas que nasceram são fêmeas, pois para que nascessem Machos Canelas, seria obrigatório que a reprodutora fosse Canela.
Isto ocorre porque, quando a mutação é sexo-ligada, para que nasçam filhotes machos com fenótipo mutante, é obrigatório que esta informação genética seja transmitida pelo pai e pela mãe.
Obs: Qualquer mutação recessiva sempre se comporta do mesmo modo, descrito acima.
Relação de Dominância entre os canários melânicos sexo-ligados
Existe uma escala de Predominância entre as Cores dos Canários Melânicos, já que certa mutação pode ser dominante em relação a uma recessiva em relação a outra.
Por exemplo: o Ágata é recessivo em relação ao Verde, sendo dominante em relação ao Isabelino.
Veja o quadro abaixo e observe a escala de Dominância entre as mutações melânicas sexo-ligadas:


Atenção: qualquer destas cores pode portar a seguinte, obedecendo sempre o sentido das flechas. Porém, nenhuma delas poderá portar a outra, no sentido contrário das flechas.
Observando o quadro acima concluímos que:
-O Verde pode portar Ágata, Canela, Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Ágata pode portar Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Canela pode portar Isabelino, Acetinado e Pastel.
-O Isabelino pode portar Acetinado e Pastel.
-Não existe relação de dominância entre Ágata e Canela. Logo, Ágata não pode portar Canela e nem Canela Portar Ágata.
Obs: A mutação MARFIM, embora faça parte do grupo das mutações sexo-ligadas, não afeta as melaninas, e por isso, não aparece no quadro acima. Sua atuação se limita apenas ao lipocromo amarelo ou vermelho. Por outro lado, como qualquer canário melânico também pode possuir lipocromo, este pode estar afetado pelo fator Marfim, direto ou indiretamente, isto é, sendo Marfim ou portador de Marfim.
Acasalamento
Faremos um quadro abaixo, onde através dele, você conseguirá obter os resultados para os acasalamentos dos exemplos com mutações sexo0ligadas.
Para que você possa entende-lo melhor, precisará antes se familiarizar com os termos: Puro, Normal e Portador, para que consiga sucesso em seu uso.
Normal: exemplar dominante em relação ao outro elemento do casal (veja o quadro de dominância anterior).
Puro ou Mutante: exemplar que apresenta a mutação em seu fenótipo.
Portador: exemplar heterozigoto, ou seja, aquele que porta a cor mutante.
Exemplos:
1-Entre os exemplares: Canela, Canela Pastel e Canela portador de pastel, temos:
Normal: Canela
Puro: Canela Pastel
Portador: Canela portador de Pastel.
2-Entre os exemplares: Verde, Canela e Verde portador de Canela, temos:
Normal: Verde
Puro: Canela
Portador: Verde portados de Canela.
Atenção: veja pelos dois exemplos anteriores que o Canela é um Puro (mutante) quando em confronto com o Verde, porém é um Normal quando em confronto com o Pastel.
Lembre-se que a dominância dependerá das cores que estarão se confrontando.
Devemos acasalar as mutações sexo-ligadas segundo o esquema abaixo:
Reproduções Filhotes
Macho Puro x Fêmea Normal Macho Portador
Fêmea Pura

Macho Normal x Fêmea Pura Macho Portador
Fêmea Normal

Macho Portador x Fêmea Pura Macho Puro
Macho Portador
Fêmea Normal
Fêmea Pura

Macho Puro x Fêmea Pura Macho Puro
Fêmea Pura

As Mutações Autossomais
As mutações autossomais são aquelas que ocorrem em genes independentemente do sexo dos pais.
Tanto machos quanto fêmeas poderão ser portadores da mutação.
As mutações autossomais podem ser:
a)Dominantes: Intenso e Branco Dominante, onde o Intenso domina o Nevado e o Branco Dominante domina o Amarelo;
b)Recessivas: Branco, Opalino, e Feo, onde o Branco é recessivo em relação ao Amarelo assim como o Opalino e o Feo são recessivos em relação aos seus genes originais.
Nas mutações autossomais, para que os filhotes apresentem a mutação no Fenótipo, independendo do sexo destes, é obrigatório que os reprodutores (pai e mãe) sejam mutantes ou portem a mutação. Sendo os reprodutores ditos Homozigotos Recessivos ou Heterozigotos, respectivamente.
Exemplo:
De um casal de Verdes nasceram filhotes Verdes e Feos.
Podemos afirmar que o pai e a mãe são portadores da mutação Feo, porém nada podemos dizer a respeito do sexo dos filhotes, já que esta mutação não é sexo-ligada, ou seja, os filhotes obtidos podem ser machos ou fêmeas.
Se a mutação Feo fosse sexo-ligada, certamente todos os filhotes Feos seriam fêmeas. Concorda?
Acasalamento
Deve-se acasalar as mutações autossomais do seguinte modo:
Reprodutores Filhotes
Macho Puro X Fêmea Normal Macho Portador
ou Macho Normal e Fêmea Pura Fêmea Portadora

Macho Puro X Fêmea Portadora Macho Portador e Macho Puro
ou Macho Portador x Fêmea Pura Fêmea Portadora e Fêmea Pura

Macho Portador x Fêmea Portadora Macho Normal, Portador e Puro
Fêmea Normal, Portadora e Pura

Macho Puro x Fêmea Pura Macho Puro
Fêmea Pura

Observe que, pelos dois primeiros retângulos, o resultado será o mesmo se acasalarmos Macho “A” x Fêmea “B” ou Macho “B” x Fêmea “A”.
Exemplo 1:
Ao acasalarmos um macho Canela Opalino com uma fêmea Canela Portadora de Opalino, qual você consideraria?
a)Normal?
b)Puro?
c)Portador?
d)Qual o resultado esperado para os filhotes?

Respostas:
a)Canela
b)Canela Opalino
c)Canela portador de Opalino
d)Observando a tabela, podemos observar que nascerão, portanto:

Macho Portador Macho Canela Portador de Opalino
Macho Puro Macho Canela Opalino
Fêmea Portadora Fêmea Canela Portadora de Opalino
Fêmea Pura Fêmea Canela Opalino
Exemplo 2:
Ao acasalarmos um macho Feo (vindo de Canela) com uma fêmea Canela portadora de Feo, diga qual o exemplar considerado:
a)Normal?
b)Puro?
c)Portador?
d)Qual o resultado esperado para a prole?

Respostas:
a)Canela
b)Feo
c)Canela portador de Feo
d)Pelo visto, trata-se do acasalamento de Macho Puro x Fêmea Portadora
Logo, nascerão:

Macho Puro Macho Feo
Macho Portador Macho Canela Portador de Feo
Fêmea Pura Fêmea Feo
Fêmea Portadora Fêmea Canela Portadora de Feo

Exemplo 3:
Responda à questão anterior, caso o acasalamento fosse: Macho Canela portador de Feo x Fêmea Feo.

Resposta:
O resultado seria o mesmo, pois teríamos macho Portador x Fêmea Pura.

Comparações entre as transmissões sexo ligadas e autossomais
Sexo Ligada Autossomal
O fenótipo dos filhotes depende O fenótipo dos filhotes independe
do sexo dos pais. do sexo dos pais.

Para nascerem fêmeas mutantes Para nascerem fêmeas mutantes é
basta que o pai seja portador da mutação necessário que o pai e a mãe
portem a mutação.

As fêmeas homozigotas, ou seja, As fêmeas podem ser homozigotas
trazem informações de cores ou heterozigotas, ou seja, trazem
herdadas somente do pai informações herdadas do pai e da
mãe

O resultado do acasalamento dará O resultado do acasalamento dará
prole com diferentes características prole com as mesmas características
de cor, se acasalarmos Macho “A” x de cor, se acasalarmos um Macho
fêmea “B” ou um Macho “B” x Fêmea “A” “A” x Fêmea “B” ou um Macho “B” x
Fêmea “A”

Conclusão
Neste trabalho, abordamos a genética relacionada com as Cores dos Canários, porém, é importante ressaltarmos que as Leis de Genética são aplicadas a outros fatores como: Plumagem, Forma, Tamanho, Receptividade às Doenças, Capacidade Reprodutiva, etc.

Não se contente apenas com as informações expostas aqui. Após várias leituras, você vai observar que este nível de conhecimento já não responderá a algumas perguntas que estarão sendo necessárias. Esta será a hora de você passar à leitura de nível mais avançado.

O fascínio da Genética na Canaricultura

Dr. José António Cardinalli • Professor Universitário
Revista UCCC 2004
Arquivo editado em 22/05/2005


O canário, entre as aves, é uma que exerce verdadeiro fascínio sobre o homem, atraindo-o não só pelo seu belo canto, como mais precisamente pela beleza e riqueza de suas plumagens com miríades de detalhes que nos enchem os olhos. Em razão disso, o canaricultor, na esteira do tempo, procura a determinação do biótipo ideal, que apresente as características estéticas por ele almejadas. O mais comum é o acasalamento de espécimes que apresentam características harmônicas e compatíveis com os padrões estabelecidos pelo homem como estéticos, sinônimo de bonitos.
Porém, é necessário fazer-se uma indagação. Por que se cruzando um campeão (91 pontos) com uma campeã da mesma pontuação, muitas vezes o resultado se mostra uma frustração Os resultados, biotipologicamente, podem ser um desastre, não se parecendo os filhotes nem de longe com os pais campeões, já que estes possuem características invejáveis.
Outras vezes, cruzamos campeões com canários do plantei sem grandes atributos biotipológicos desejados, e, de igual modo, os resultados se apresentam frustrantes. Tais cruzamentos originaram filhotes com características decepcionantes.
Outras vezes, ainda, espécimes sem grandes qualidades foram cruzados, resultando em indivíduos com características excepcionais, verdadeiros campeões, a espelhar os padrões estéticos estabelecidos pela canaricultura.
E surgem a eterna dúvida e a devida e constante indagação: porquê?
Hoje se procura a resposta na ciência em evidência, com enormes avanços no estudo do aperfeiçoamento biotipológico e físio-metabólico dos seres vivos, a genética.

Com a devida licença, é necessário nos reportarmos a certos conceitos dessa ciência fascinante, absorvente e embriagadora.
De curial conhecimento, que as células germinativas portam uma dupla helix constituída de proteínas e bases nitrogenadas, que compõem o DNA (sigla inglesa para o Ácido Desoxi Ribonucléico).
São os denominados genes, biopartículas encontradas no núcleo das células germinativas e somáticas. Esses genes portam as características físio-metabólicas e biotipológicas do indivíduo. Em realidade eles são os responsáveis pela guarda das características ancestrais transmitidas pêlos pais ao portador. Reúnem-se em grupos, enrolando-se em novelos e dando origem á denominada cromatina. No momento da fecundação, esse novelo se desenrola, originando os cromossomos em forma de bastonetes, em pares, que na espécie do canário (Serinus canarius) são em número de 18 a quantidade de pares varia de acordo com a espécie animal. Cada espécie animal possui, assim, diferentes números de cromossomos, os quais transmitem caracteres diferenciais.
Esses cromossomos são de dois tipos: os autossômicos e os gonossômicos, também denominados sexuais. São eles responsáveis pelas cores e brilho das penas, pelo tamanho do bico, dos olhos e da cauda, volume da cabeça, forma e tortuosidade da coluna, bem como pelo porte do canário. Enfim, por todas as características do pássaro.

Os cromossomos andam sempre juntos, formando pares chamados alelos. É que na reprodução sexuada, no momento da fecundação do ovócito pelo espermatócito, na célula feminina (que se transforma em célula ovo), se apresentam dois núcleos que se fundem, resultando duas cromatinas. Estas, nesse momento, se desenrolam, formando 18 pares de cromossomos o paternos e 18 pares de cromossomos maternos, portando as características de cada pai, os quais se posicionam em paralelo e a seguir se entrecruzam no chamado crossing over após o que se dividem, formando os cromossomos portadores de todos os caracteres, agora já dos dois pais, transmitidos ao novo indivíduo.
Os cromossomos são constituídos de genes que apresentam uma peculiaridade intrigante, em uma relação de domínio e recessividade. Daí a característica de um gene dominante ativo e um correspondente recessivo inativo. Dessa forma, somente as características dominantes irão se exteriorizar, ficando inativo o gene recessivo. Porém, na proporção de 3:1, pode o gene recessivo se exteriorizar.
Portanto, o indivíduo é resultado das características dominantes e recessivas transmitidas pêlos pais, e dependendo da combinação destas características, o indivíduo pode ou não apresentar um biótipo dentro de padrões desejados e almejados, aceitos como estéticos.
Nos dias de hoje, com os avanços da genética, que reproduz indivíduos com as mesmas características do doador dos genes, já há muita gente sonhando com a reprodução e formação de um plantel de campeões, com os padrões de caracteres destes, através da denominada clonagem.
Esta se resume em remover da célula ovo o seu núcleo e nela introduzir o núcleo de uma célula somática, de qualquer parte do organismo de um doador, núcleo este que já porta as características que o doador possui. Desta forma, através de estímulos, induz-se a reprodução e a multiplicação celular, formando um indivíduo com as mesmas características do doador, que pode ser um canário campeão.
Porém, tal sonho ainda se encontra longe de ser concretizado. O que se vislumbra promissor, conquanto já sofra críticas, é a utilização de um instrumento genético denominado in-breeding, quer dizer, o cruzamento consangüíneo, para tentar o aprimoramento e a obtenção de características desejadas. De fato pesquisadores europeus têm desenvolvido técnicas que parecem promissoras à obtenção de espécimes dentro dos padrões de conformação e beleza.
Em nossa forma de ver, é somente através do estudo e da aplicação da genética que todo o canaricultor pode realizar o seu sonho de produzir cada vez mais campeões.
Entretanto, entendemos que para a concretização do in-breeding, o canaricultor necessita mais de genética prática e sobretudo de paciência para obter bons resultados e melhores exemplares de canários para o seu plantei.
Em linhas gerais, a técnica prática consiste inicialmente no cruzamento de dois exemplares, se possível com parentesco, escolhidos entre os que melhores características apresentam, dentre as desejadas, para o cruzamento inicial do in-breeding.
Desse cruzamento irá resultar filhotes que passam a portar 50% de genes paternos e 50% de genes maternos, denominados de indivíduos heterozigotos, porque resultantes de uma linha genética cruzada também denominada de mista, vez que portam genes dominantes e recessivos.
O passo seguinte é a observação das características mais desejadas impressas nos filhotes, se são do pai ou da mãe. Constatando-se que os filhotes se parecem mais com o pai, por evidência o pai possui uma carga maior de genes dominantes. Se houver maior semelhança com a mãe, os genes dominantes serão dela.

Assim poderemos escolher o exemplar que será o ápice da linhagem a ser utilizado no line-breeding. Entretanto muitas vezes pode ocorrer que os filhotes não portem características nem do pai, nem da mãe. Isso se deve a lei de Mendel, que estabelece o resultado na proporção de 3:1.
Em seqüência, no segundo ano, tornando-se por exemplo que o macho seja portador de genes dominantes, acasala-se o mesmo com a melhor de suas filhas, e caso contrário, se for à fêmea a portadora de genes dominantes, cruza-se essa com o melhor dos filhos do primeiro cruzamento.

Dessa forma, os filhotes originados desse segundo cruzamento passam a portar 75% das características dominantes, conforme o caso, do pai ou da mãe originais, ápice do line-breeding.
Em um terceiro ano, cruza-se o pai ou a mãe originais ápice do line-breeding com os melhores dos filhos e assim teremos bisnetos do macho ou da fêmea já portando 87,5% dos genes dominantes que determinam as características desejadas.
Subseqüentemente em um quarto ano, acasalando-se o ápice do line-bredding, ou seja, o macho ou a fêmea originais escolhido com os melhores filhotes do terceiro cruzamento, os exemplares resultantes desse cruzamento portarão 93,7% da carga genética dominante, de tal forma que pode se entender que se obteve line-breeding de exemplares dominantes puros, que são denominados tecnicamente de homozigotos.
Concluindo, é de se ter conseguido exemplares com características genéticas (93,7% de genes dominantes), constituindo-se em uma fixação genofenótipica portadores de características altamente desejáveis e em muitos casos excepcionais, podendo ser o início de uma linhagem de canários ideal e ambicionada em qualquer plantei, ao serem cruzados com exemplares de outra linhagem.
Em nossa forma de ver, a genética exerce de forma surpreendente um fascínio ao canaricultor, no aprimoramento e busca incessante de melhores e mais lindos exemplares.

Dr. José Antônio Cardinalli
Professor Universitário