Uma nova temporada se inicia, essa é a tão esperada época de reprodução, escolha dos casais muito observação e alguns cuidados que devemos tomar:
-vermifugar as aves 1 mes antes do acasalamento
-acrescentar vitamina E na dieta das aves
-a incidência de Luz deve ser de mais ou menos 14 horas\dia
essas são algumas dicas,e ao longo da semana vou postando mais.
um abraço a todos criadores e boas crias!!!!!!!!
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
SOS Teresópolis
A Prefeitura de Teresópolis abriu uma conta exclusiva para receber as doações. Com o nome de “SOS Teresópolis – Donativos”, a conta corrente está disponível na Agência 0741-2 do Banco do Brasil, com o número 110000-9. Segundo a prefeitura, são aceitas ajudas de qualquer valor.
Outras formas de ajuda:
Postos rodoviários, supermercados e abrigos estão recebendo donativos para ajudar as vítimas da chuva na Região Serrana do Rio. Os desabrigados e desalojados precisam de doações de água potável, alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal, como sabonete, pasta de dente e fralda descartável.
Outras formas de ajuda:
Postos rodoviários, supermercados e abrigos estão recebendo donativos para ajudar as vítimas da chuva na Região Serrana do Rio. Os desabrigados e desalojados precisam de doações de água potável, alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal, como sabonete, pasta de dente e fralda descartável.
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
MUDA
TROCA DE PENAS(MUDA)
Ivo Leite
A muda está caracterizada por ser um processo que causa grande stress fisiológico nas
aves pois estas têm que repor uma percentagem significativa do seu peso corporal.
A luz e o calor influenciam directamente o início da renovação da plumagem. As penas
são compostas de derivados da papila dérmica e são estruturas biologicamente mortas,
e, portanto não exigem fornecimento de sangue. Por esta razão, a pena não se pode
auto-regenerar e torna-se necessário muda-las todas pelo menos uma vez por ano.
Dependendo das espécies, a muda pode acontecer duas vezes, uma pré-nupcial
(parcial) e outra pós-nupcial (completo) ou haver uma muda durante o ano todo.
O processo começa com a sinergia dos factores da luz e do calor que afectam a hipófise
e a glândula tiroideia aumentando os níveis de tiroxina (hormona) no sangue. Este
período coincide com o aumento de horas de maior calor e de luz, o verão.
Se duvidamos que é uma adaptação evolutiva ao meio ambiente podemos verificar que
durante este período há menor necessidade de isolamento ao frio (pois temos
temperaturas elevadas), e há uma abundância de alimentos que reduz a necessidade de
voar tanto para encontrar comida.
Devido ao fotoperíodo há raças de aves que iniciam o processo de muda desde Maio. No
caso dos canários esta começa a 21 de Junho, o dia mais longo do ano, e quando os
dias começam a diminuir. Neste caso e ao contrário do que acontece na reprodução,
muito calor acelera a muda, daí os canários não cantarem.
É evidente que a alimentação neste momento é crucial para se conseguir uma bela
plumagem. As necessidades proteicas são muito importante pois é necessário sintetizar
uma grande quantidade de colagénio. Deve-se enriquecer a dieta com 35% de sementes
ricas em proteínas. As papas são um alimento excepcional ao longo do ano, e
naturalmente durante a muda. As melhores são aqueles que incorporam ovo pois
aumenta o valor proteico da papa e há bastantes papas feitas especialmente para este
período. Os aminoácidos são os constituintes das proteínas, nas aves são cerca de 20.
Os aminoácidos podem ser encontrados em produtos naturais (frutas, legumes, ovos,
etc.), nos suplementos alimentares (complexos vitamínicos com aminoácidos) e até
mesmo incorporados nas papas. Os aminoácidos formam parte da estrutura molecular
das penas. Normalmente complexos vitamínicos são formulados com sais minerais. A
grit fornece também minerais e melhora a digestão das aves, por isso deve estar
sempre à disposição das mesmas.
Há muitos produtos no mercado para ajudar as aves nesta delicada fase da sua vida em
especial se estas têm uma alimentação pobre e que não satisfaça as necessidades de
aminoácidos.
Ivo Leite
A muda está caracterizada por ser um processo que causa grande stress fisiológico nas
aves pois estas têm que repor uma percentagem significativa do seu peso corporal.
A luz e o calor influenciam directamente o início da renovação da plumagem. As penas
são compostas de derivados da papila dérmica e são estruturas biologicamente mortas,
e, portanto não exigem fornecimento de sangue. Por esta razão, a pena não se pode
auto-regenerar e torna-se necessário muda-las todas pelo menos uma vez por ano.
Dependendo das espécies, a muda pode acontecer duas vezes, uma pré-nupcial
(parcial) e outra pós-nupcial (completo) ou haver uma muda durante o ano todo.
O processo começa com a sinergia dos factores da luz e do calor que afectam a hipófise
e a glândula tiroideia aumentando os níveis de tiroxina (hormona) no sangue. Este
período coincide com o aumento de horas de maior calor e de luz, o verão.
Se duvidamos que é uma adaptação evolutiva ao meio ambiente podemos verificar que
durante este período há menor necessidade de isolamento ao frio (pois temos
temperaturas elevadas), e há uma abundância de alimentos que reduz a necessidade de
voar tanto para encontrar comida.
Devido ao fotoperíodo há raças de aves que iniciam o processo de muda desde Maio. No
caso dos canários esta começa a 21 de Junho, o dia mais longo do ano, e quando os
dias começam a diminuir. Neste caso e ao contrário do que acontece na reprodução,
muito calor acelera a muda, daí os canários não cantarem.
É evidente que a alimentação neste momento é crucial para se conseguir uma bela
plumagem. As necessidades proteicas são muito importante pois é necessário sintetizar
uma grande quantidade de colagénio. Deve-se enriquecer a dieta com 35% de sementes
ricas em proteínas. As papas são um alimento excepcional ao longo do ano, e
naturalmente durante a muda. As melhores são aqueles que incorporam ovo pois
aumenta o valor proteico da papa e há bastantes papas feitas especialmente para este
período. Os aminoácidos são os constituintes das proteínas, nas aves são cerca de 20.
Os aminoácidos podem ser encontrados em produtos naturais (frutas, legumes, ovos,
etc.), nos suplementos alimentares (complexos vitamínicos com aminoácidos) e até
mesmo incorporados nas papas. Os aminoácidos formam parte da estrutura molecular
das penas. Normalmente complexos vitamínicos são formulados com sais minerais. A
grit fornece também minerais e melhora a digestão das aves, por isso deve estar
sempre à disposição das mesmas.
Há muitos produtos no mercado para ajudar as aves nesta delicada fase da sua vida em
especial se estas têm uma alimentação pobre e que não satisfaça as necessidades de
aminoácidos.
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Avaliação do Lipocromo
Leonardo Monteiro Juiz OBJO
Revista SOBC
Lipocromo, palavra de difícil pronúncia pouco ouvida entre os criadores, mas de
fundamental importância no que se refere à pontuação obtida por um canário, pois é
responsável pela cor de fundo do canário.
O que vem a ser lipocromo?
É um pigmento vegetal que os pássaros retiram dos alimentos e depois de absorvidos
pelo organismo é depositado nas penas, dando assim a coloração das penas.
Os pigmentos se manifestam na plumagem dos canários através das cores: amarelo e
vermelho, podendo sofrer alterações na sua cor. Caso ocorra a mutação marfim, essa
mutação tem por característica diluir o amarelo e o vermelho.
É importante sabermos que a cor de branca tem ausência de depósito de lipocromo,
enquanto o Canário Branco dominante manifesta lipocromo amarelo em algumas penas
longas das asas.
A avaliação do lipocromo será feita através do item variedade, que consiste na análise
de três elementos: grau de pureza, teor quantitativo e uniformidade.
-Grau de Pureza: O canário deve ter a cor na tonalidade mais pura possível, de acordo
com o exigido pela cor de referência.
-Teor Quantitativo: O canáriodeve expressar ao máximo seu lipocromo.
-Uniformidade: O canário deve ter seu lipocromo distribuído de forma homogênea por
todo o corpo.
Os elementos de análise são usados tanta para a avaliação dos canários lipocromos
(linha clara) quanto para os canários melânicos (linha escura). A única diferença de
avaliação será nos valores atribuídos na tabela de pontuação, já que para os canários
lipocrômicos o item variedade é mais exigido e varolizado.
Veja tabela:
VARIEDADE
(lipocromo)
MÁXIMO
TEÓRICO
MUITO
BOM
BOM REGULAR FRACO
Lipocrômico
(Linha Clara)
30 28 26 a
27
24 a 25 22 ou 23
Melânicos
(Linha Escura)
15 14 12 a
13
10 a 11 08 ou 09
Os conceitos de muito bom, bom, regular e fraco é conseguido pelo canário, conforme
sua proximidade de padrão ideal, que é o seguinte:
Fundo Amarelo
-Grau de Pureza: Lipocromo limão com menor influência possível do dourado.
-Teor Quantitativo: Expressão máxima do lipocromo.
-Uniformidade: Ausência de zonas de concentração de lipocromo.
Fundo Amarelo Marfim
-Grau dePureza: Lipocromo limão
-Teor Quantitativo: Expressão máxima do lipocromo, não deixando dúvida que o canário
é marfim.
-Uniformidade: Distribuição homogênea do lipocromo.
Fundo Vermelho
-Grau de Pureza: Lipocromo vermelho vivo.
-Teor Quantitativo: Expressão máxima do lipocromo vermelho
-Uniformidade: Sem área de concentração.
Fundo Vermelho Marfim
-Grau de Pureza: Lipocromo rosa vivo.
-Teor Quantitativo: Expressão máxima do lipocromo, não deixando dúvida que o canário
é marfim.
-Uniformidade: Distribuição homogênea do lipocromo.
A análise do grau de pureza, teor quantitativo e uniformidade deve ser feita de forma
independente, pois são possíveis todos tipos de combinações entre eles, mesmo que
sejam avaliadas em conjunto para se obter as pontuações.
Revista SOBC
Lipocromo, palavra de difícil pronúncia pouco ouvida entre os criadores, mas de
fundamental importância no que se refere à pontuação obtida por um canário, pois é
responsável pela cor de fundo do canário.
O que vem a ser lipocromo?
É um pigmento vegetal que os pássaros retiram dos alimentos e depois de absorvidos
pelo organismo é depositado nas penas, dando assim a coloração das penas.
Os pigmentos se manifestam na plumagem dos canários através das cores: amarelo e
vermelho, podendo sofrer alterações na sua cor. Caso ocorra a mutação marfim, essa
mutação tem por característica diluir o amarelo e o vermelho.
É importante sabermos que a cor de branca tem ausência de depósito de lipocromo,
enquanto o Canário Branco dominante manifesta lipocromo amarelo em algumas penas
longas das asas.
A avaliação do lipocromo será feita através do item variedade, que consiste na análise
de três elementos: grau de pureza, teor quantitativo e uniformidade.
-Grau de Pureza: O canário deve ter a cor na tonalidade mais pura possível, de acordo
com o exigido pela cor de referência.
-Teor Quantitativo: O canáriodeve expressar ao máximo seu lipocromo.
-Uniformidade: O canário deve ter seu lipocromo distribuído de forma homogênea por
todo o corpo.
Os elementos de análise são usados tanta para a avaliação dos canários lipocromos
(linha clara) quanto para os canários melânicos (linha escura). A única diferença de
avaliação será nos valores atribuídos na tabela de pontuação, já que para os canários
lipocrômicos o item variedade é mais exigido e varolizado.
Veja tabela:
VARIEDADE
(lipocromo)
MÁXIMO
TEÓRICO
MUITO
BOM
BOM REGULAR FRACO
Lipocrômico
(Linha Clara)
30 28 26 a
27
24 a 25 22 ou 23
Melânicos
(Linha Escura)
15 14 12 a
13
10 a 11 08 ou 09
Os conceitos de muito bom, bom, regular e fraco é conseguido pelo canário, conforme
sua proximidade de padrão ideal, que é o seguinte:
Fundo Amarelo
-Grau de Pureza: Lipocromo limão com menor influência possível do dourado.
-Teor Quantitativo: Expressão máxima do lipocromo.
-Uniformidade: Ausência de zonas de concentração de lipocromo.
Fundo Amarelo Marfim
-Grau dePureza: Lipocromo limão
-Teor Quantitativo: Expressão máxima do lipocromo, não deixando dúvida que o canário
é marfim.
-Uniformidade: Distribuição homogênea do lipocromo.
Fundo Vermelho
-Grau de Pureza: Lipocromo vermelho vivo.
-Teor Quantitativo: Expressão máxima do lipocromo vermelho
-Uniformidade: Sem área de concentração.
Fundo Vermelho Marfim
-Grau de Pureza: Lipocromo rosa vivo.
-Teor Quantitativo: Expressão máxima do lipocromo, não deixando dúvida que o canário
é marfim.
-Uniformidade: Distribuição homogênea do lipocromo.
A análise do grau de pureza, teor quantitativo e uniformidade deve ser feita de forma
independente, pois são possíveis todos tipos de combinações entre eles, mesmo que
sejam avaliadas em conjunto para se obter as pontuações.
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A AVALIAÇÃO DAS MELANINAS
João Francisco Basile da Silva
Revista ARCC 2004
A definição das manifestações melânicas nos canários de cor é regida atualmente pela
teoria das três melaninas. Tal teoria passou a ser adotada pela OBJO a partir da reunião
técnica realizada em 25 de janeiro de 1986 e dividiu as manifestações melânicas dos
canários de cor em três tipos, a saber:
Melanina negra: chamada de eumelanina negra.
Melanina canela: chamada de eumelanina canela (que é a melanina marrom no centro
das penas).
Melanina canela: chamada de feomelanina canela (que é a melanina marrom na borda
das penas).
Com relação às duas melaninas marrons o manual OBJO resume da seguinte maneira:
"Concluir de maneira definitiva pela existência de um ou dois tipos de melaninas
marrons é nos praticamente impossível atualmente. O fato é que na estrutura das penas
dos canários existem duas formas de manifestação destas melaninas, uma no centro e
outra nas bordas das penas, e que mesmo podendo bioquimicamente ser as mesmas,
genética e estruturalmente se comportam de maneira diferente". Independentemente
de qualquer tipo de controvérsia, essa teoria é a que melhor explica as manifestações
melânicas dos canários.
O presente artigo tem como finalidade tentar colaborar para que possamos definir mais
claramente os critérios de avaliação das melaninas dos canários de cor, com o apoio
evidentemente da teoria atualmente aceita.
Quando nos referimos às melaninas de um canário de cor, devemos sempre dizer à qual
ou qual das melaninas está nos referindo, mencionando os termos "eumelanina ou
feomelanina" de maneira a que não pairem dúvidas sobre qual delas se fala.
Existe uma certa confusão quando nos referimos às melaninas marrons, pois como
sabemos são duas e é absolutamente necessário quando se avalia, definir se falamos da
eumelanina ou da feomelanina. Nos referirmos a uma delas apenas como "melanina
marrom ou canela" é uma simplificação que deixa uma grande lacuna para
interpretações e margem para que a indesejada subjetividade possa vira acontecer. Isso
porque dependendo da cor em questão o padrão de excelência ou qualidade pode exigir,
por exemplo, a presença de uma e ausência (ou presença reduzida) de outra e viceversa.
Com relação aos melânicos clássicos os padrões deixam poucas dúvidas com relação a
essas manifestações. Nos melânicos mutados, principalmente os opalinos e pastéis as
definições dos padrões de qualidade ainda permitem algumas interpretações abrindo
espaço para que o indesejável componente pessoal possa vir a se manifestar.
Na avaliação dos canários melânicos é necessário definirmos num primeiro instante
quais as melaninas que se deseja estarem presentes e quais as que são indesejáveis,
uma vez que os padrões de qualidade nas diversas cores podem exigir manifestações
melânicas diametralmente opostas (p. ex. feos e acetinados).
Uma vez definidas quais as melaninas desejáveis nas diversas cores, devemos
estabelecer critérios para a avaliação das mesmas.
Com a finalidade de sistematizar essa avaliação devemos proceder de maneira análoga
à que é utilizada no manual OBJO para avaliação do lipocromo. A importância e
complexidade das melaninas exigem que sua qualidade seja avaliada de maneira menos
simplificada do que é feita atualmente.
As melaninas devem ser avaliadas levando-se em conta três fatores que definem sua
qualidade e que são interdependentes, a saber: pureza, expressão e distribuição.
A pureza diz respeito à ausência de fatores secundários de diluição e dispersão
permitindo que as melaninas desejáveis (que devem ser previamente definidas) se
aproximem o máximo possível da cor referência.
A expressão por sua vez diz respeito ao teor quantitativo das melaninas desejáveis. É
bom lembrar que os padrões podem exigir teores quantitativos diversos para as várias
cores ( p. ex. um cobre deve apresentar máxima expressão de eumelanina negra,
enquanto que um isabelino opalino deve apresentar mínima expressão da eumelanina
marrom diluída e mutada - afetada pelo fator opalino -).
A distribuição diz respeito à área de ação das melaninas desejáveis, definindo o "padrão
geográfico" da manifestação melânica, bem como definido o padrão de "envoltura" do
exemplar.
Isso posto, podemos nos deparar com exemplares que possuam esses três fatores nas
mais variadas gradações. Quando os avaliamos devemos nos perguntar em primeiro
lugar quais as melaninas desejáveis (definidas pelo padrão de julgamento) e quais são
as indesejáveis. O passo seguinte é avaliá-las levando em conta os três aspectos
mencionados acima que são pureza, expressão e distribuição.
Um bom exemplo de como essa sistemática pode ajudar na avaliação das melaninas é o
caso dos ágatas vermelho mosaico (conhecidos como "paulistinhas"). Ouve-se que tais
canários, a despeito de sua indiscutível beleza, não seriam bons ágatas conforme define
o Manual de Julgamento, pois teriam o desenho constituído por estrias muito largas
quando comparados com o tipo tradicional.
À luz dos conceitos acima emitidos, podemos tentar entender melhor o que se passa
com esses exemplares. Definimos primeiro que a melanina desejável é a eumelanina
negra reduzida pelo fator conhecido como diluição, enquanto que a indesejável é a
feomelanina. Com relação aos fatores que definem a qualidade
melânica temos que, em relação à pureza, tais exemplares via de regra possui sua
eumelanina negra livre de agentes secundários de diluição ou dispersão, fazendo com
que o efeito visual resultante seja um negro vivo e brilhante sem qualquer tendência
para tonalidades foscas ou acinzentadas. Em relação à expressão, como tais exemplares
apresentam ausência quase total de feomelanina indesejável, o negro vivo e brilhante
pode se manifestar em toda sua plenitude. No tocante à distribuição, temos ainda uma
envoltura excelente de ágata (auxiliada pela já referida ausência de feomelanina), onde
a eumelanina envolvente se mantém praticamente restrita à sub-plumagem permitindo
grande manifestação lipocrômica no seu estado quase puro. Ó desenho dorsal,
geograficamente falando se apresenta com estrias mais largas do que seria desejável, e
isso acontece principalmente por dois motivos: ausência de competição com a
feomelanina que "espreme" o desenho dorsal, e o fato de se tratar de um canário
mosaico. Sabemos que a estrutura e o formato das penas dos mosaicos dificulta muito o
aparecimento de estrias finas no desenho dorsal (quando o padrão exige desenho dorsal
com estrias largas, os canários mosaicos atingem essa exigência com muito mais
facilidade pelo mesmo motivo - ver os cobres e canelas vermelho mosaico).
Esse tipo de avaliação pode e deve ser feita em todos os canários da linha escura e as
considerações acima devem ser feitas. Os três fatores acima devem ser considerados e
assim poderemos ver com mais clareza que a qualidade melânica de um exemplar
depende da interação desses fatores e do peso relativo de cada um. Os isabelinos que
se foram objeto de controvérsias devem ser avaliados à luz desses conceitos.
Concluindo, na avaliação dos canários da linha escura devemos proceder da seguinte
maneira com relação às melaninas:
Definir, de acordo com os padrões de julgamento em vigor, quais são as melaninas
desejáveis e quais são as indesejáveis.
Avaliar as melaninas desejáveis de acordo com seu grau de pureza, expressão e
distribuição.
Revista ARCC 2004
A definição das manifestações melânicas nos canários de cor é regida atualmente pela
teoria das três melaninas. Tal teoria passou a ser adotada pela OBJO a partir da reunião
técnica realizada em 25 de janeiro de 1986 e dividiu as manifestações melânicas dos
canários de cor em três tipos, a saber:
Melanina negra: chamada de eumelanina negra.
Melanina canela: chamada de eumelanina canela (que é a melanina marrom no centro
das penas).
Melanina canela: chamada de feomelanina canela (que é a melanina marrom na borda
das penas).
Com relação às duas melaninas marrons o manual OBJO resume da seguinte maneira:
"Concluir de maneira definitiva pela existência de um ou dois tipos de melaninas
marrons é nos praticamente impossível atualmente. O fato é que na estrutura das penas
dos canários existem duas formas de manifestação destas melaninas, uma no centro e
outra nas bordas das penas, e que mesmo podendo bioquimicamente ser as mesmas,
genética e estruturalmente se comportam de maneira diferente". Independentemente
de qualquer tipo de controvérsia, essa teoria é a que melhor explica as manifestações
melânicas dos canários.
O presente artigo tem como finalidade tentar colaborar para que possamos definir mais
claramente os critérios de avaliação das melaninas dos canários de cor, com o apoio
evidentemente da teoria atualmente aceita.
Quando nos referimos às melaninas de um canário de cor, devemos sempre dizer à qual
ou qual das melaninas está nos referindo, mencionando os termos "eumelanina ou
feomelanina" de maneira a que não pairem dúvidas sobre qual delas se fala.
Existe uma certa confusão quando nos referimos às melaninas marrons, pois como
sabemos são duas e é absolutamente necessário quando se avalia, definir se falamos da
eumelanina ou da feomelanina. Nos referirmos a uma delas apenas como "melanina
marrom ou canela" é uma simplificação que deixa uma grande lacuna para
interpretações e margem para que a indesejada subjetividade possa vira acontecer. Isso
porque dependendo da cor em questão o padrão de excelência ou qualidade pode exigir,
por exemplo, a presença de uma e ausência (ou presença reduzida) de outra e viceversa.
Com relação aos melânicos clássicos os padrões deixam poucas dúvidas com relação a
essas manifestações. Nos melânicos mutados, principalmente os opalinos e pastéis as
definições dos padrões de qualidade ainda permitem algumas interpretações abrindo
espaço para que o indesejável componente pessoal possa vir a se manifestar.
Na avaliação dos canários melânicos é necessário definirmos num primeiro instante
quais as melaninas que se deseja estarem presentes e quais as que são indesejáveis,
uma vez que os padrões de qualidade nas diversas cores podem exigir manifestações
melânicas diametralmente opostas (p. ex. feos e acetinados).
Uma vez definidas quais as melaninas desejáveis nas diversas cores, devemos
estabelecer critérios para a avaliação das mesmas.
Com a finalidade de sistematizar essa avaliação devemos proceder de maneira análoga
à que é utilizada no manual OBJO para avaliação do lipocromo. A importância e
complexidade das melaninas exigem que sua qualidade seja avaliada de maneira menos
simplificada do que é feita atualmente.
As melaninas devem ser avaliadas levando-se em conta três fatores que definem sua
qualidade e que são interdependentes, a saber: pureza, expressão e distribuição.
A pureza diz respeito à ausência de fatores secundários de diluição e dispersão
permitindo que as melaninas desejáveis (que devem ser previamente definidas) se
aproximem o máximo possível da cor referência.
A expressão por sua vez diz respeito ao teor quantitativo das melaninas desejáveis. É
bom lembrar que os padrões podem exigir teores quantitativos diversos para as várias
cores ( p. ex. um cobre deve apresentar máxima expressão de eumelanina negra,
enquanto que um isabelino opalino deve apresentar mínima expressão da eumelanina
marrom diluída e mutada - afetada pelo fator opalino -).
A distribuição diz respeito à área de ação das melaninas desejáveis, definindo o "padrão
geográfico" da manifestação melânica, bem como definido o padrão de "envoltura" do
exemplar.
Isso posto, podemos nos deparar com exemplares que possuam esses três fatores nas
mais variadas gradações. Quando os avaliamos devemos nos perguntar em primeiro
lugar quais as melaninas desejáveis (definidas pelo padrão de julgamento) e quais são
as indesejáveis. O passo seguinte é avaliá-las levando em conta os três aspectos
mencionados acima que são pureza, expressão e distribuição.
Um bom exemplo de como essa sistemática pode ajudar na avaliação das melaninas é o
caso dos ágatas vermelho mosaico (conhecidos como "paulistinhas"). Ouve-se que tais
canários, a despeito de sua indiscutível beleza, não seriam bons ágatas conforme define
o Manual de Julgamento, pois teriam o desenho constituído por estrias muito largas
quando comparados com o tipo tradicional.
À luz dos conceitos acima emitidos, podemos tentar entender melhor o que se passa
com esses exemplares. Definimos primeiro que a melanina desejável é a eumelanina
negra reduzida pelo fator conhecido como diluição, enquanto que a indesejável é a
feomelanina. Com relação aos fatores que definem a qualidade
melânica temos que, em relação à pureza, tais exemplares via de regra possui sua
eumelanina negra livre de agentes secundários de diluição ou dispersão, fazendo com
que o efeito visual resultante seja um negro vivo e brilhante sem qualquer tendência
para tonalidades foscas ou acinzentadas. Em relação à expressão, como tais exemplares
apresentam ausência quase total de feomelanina indesejável, o negro vivo e brilhante
pode se manifestar em toda sua plenitude. No tocante à distribuição, temos ainda uma
envoltura excelente de ágata (auxiliada pela já referida ausência de feomelanina), onde
a eumelanina envolvente se mantém praticamente restrita à sub-plumagem permitindo
grande manifestação lipocrômica no seu estado quase puro. Ó desenho dorsal,
geograficamente falando se apresenta com estrias mais largas do que seria desejável, e
isso acontece principalmente por dois motivos: ausência de competição com a
feomelanina que "espreme" o desenho dorsal, e o fato de se tratar de um canário
mosaico. Sabemos que a estrutura e o formato das penas dos mosaicos dificulta muito o
aparecimento de estrias finas no desenho dorsal (quando o padrão exige desenho dorsal
com estrias largas, os canários mosaicos atingem essa exigência com muito mais
facilidade pelo mesmo motivo - ver os cobres e canelas vermelho mosaico).
Esse tipo de avaliação pode e deve ser feita em todos os canários da linha escura e as
considerações acima devem ser feitas. Os três fatores acima devem ser considerados e
assim poderemos ver com mais clareza que a qualidade melânica de um exemplar
depende da interação desses fatores e do peso relativo de cada um. Os isabelinos que
se foram objeto de controvérsias devem ser avaliados à luz desses conceitos.
Concluindo, na avaliação dos canários da linha escura devemos proceder da seguinte
maneira com relação às melaninas:
Definir, de acordo com os padrões de julgamento em vigor, quais são as melaninas
desejáveis e quais são as indesejáveis.
Avaliar as melaninas desejáveis de acordo com seu grau de pureza, expressão e
distribuição.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
CALENDÁRIO DE CRIAÇÃO
Dezembro/Janeiro
Efetuam-se as últimas crias. O que não se conseguiu até este mês, não adianta continuar a tentar, pois as fêmeas estão praticamente esgotadas pelo calor, pelo cansaço e pelo esforço da criação. Convém ir se preparando para a próxima muda, administrando para as fêmeas alimentação rica em vitaminas, aveia, etc. Terá que cuidar que a água seja abundante e fresca e que os alimentos brandos não cheguem a fermentar pelo calor. Cuidado com as mudanças bruscas do clima de verão.
Janeiro/Fevereiro
Todos os utensílios que foram usados durante a época de cria, serão desinfetados corretamente e guardados para a próxima cria. Os exemplares deverão estar nas voadeiras ou gaiolões de emenda. Devemos observar o seu vigor e estado geral de saúde. A alimentação deve ser variada e rica em cálcio para que possam enfrentar o desgaste originado pela muda.
Fevereiro/Março
Os canários estão em plena muda, não deveremos perder de vista, sobretudo, os últimos filhotes que são os mais débeis, assim como também os exemplares adultos, tratando de ajudá-los no transtorno da troca de penas, preservando-os das correntes de ar e mantendo uma abundante e variada alimentação.
Março/Abril
Mês de pouca atividade. Os exemplares continuam nas voadeiras. Estarão em sua maioria com suas novas plumas, e com a muda terminando. Devemos começar a escolher os melhores filhotes.
Abril/Maio
Maio/Junho
Chega o rigoroso inverno. A alimentação será mais forte, pois o organismo consome grande quantidade de calorias. Observaremos com mais detalhes os pássaros que selecionamos para exposição, mantendo-os em perfeita higiene.
Junho/Julho
Mês de exposição. O canaricultor obterá o fruto de tudo o que sonhou, não devendo deixar-se levar por algum desengano, pois, em canaricultura sempre haverá o que aprender, e a melhor forma de fazê-lo é corrigindo os fracassos ocorridos. E quanto ao cuidado com os exemplares, seguiremos com a indicação dos meses anteriores, boa alimentação e preservação contra os rigores do inverno
Julho/Agosto
Começaremos as tarefas da reprodução, serão selecionados, minuciosamente, os casais, observando que ambos os componentes se completem, de acordo com o que desejamos criar.
Agosto/Setembro
Se o tempo ajudar, teremos fêmeas chocando e para meados do mês, os primeiros filhotes, a quem dispensaremos cuidados especiais, alimentação fresca e variada, abundante e nutritiva. Se tratará no possível, de não molestá-los, apesar de vigiar se constantemente, em momentos oportunos, se os pais tratam dos filhotes.
Setembro/Outubro
A criação estará em pleno apogeu, e teremos filhotes emplumados e outros a sair dos ninhos, deveremos estar atentos ao comportamento dos pais, pois alguns machos mais fogosos molestam as fêmeas. Se isso ocorrer, deveremos então separá-los Por outro lado, pode ocorrer que fêmeas arranquem penas dos filhotes, no seu afã de fazer novo ninho. Deveremos então separar os filhotes com uma grade, possibilitando a fêmea a continuar tratando dos filhotes, até que possam comer sozinhos.
Outubro/Novembro
Neste mês, tendo em conta as indicações feitas para outubro, e quando a criação segue em pleno apogeu, se cuidará que as águas sejam frescas e que os alimentos não cheguem a fermentar, principalmente os brancos (pão com leite, etc.). Não devemos nos descuidar do fator higiene que é de suma importância a esta altura do ano, pois poderão aparecer piolhos e outros parasitos. Teremos que nos assegurar, também, que à noite os mosquitos não molestem os canários, pois estes visitantes noturnos trazem grandes transtornos.
Novembro/Dezembro
Estaremos na terceira postura ou ninhada, alguns na quarta. Observaremos, como nos meses anteriores o estado dos alimentos e dos bebedouros. Todos os pássaros cevem estar protegidos do rigor do calor. Estaremos com os filhotes da primeira e segunda ninhadas nas voadeiras. Poremos atenção especial na prevenção contra piolhos para que não ataquem as fêmeas, que deverão estar extenuadas pelo esforço realizado.
De um modo sintetizado, analisamos as tarefas mais elementares de acordo com o mês calendário, os pormenores sobre acasalamentos, alimentação, preparação para exposições etc. etc. Boa sorte!
Efetuam-se as últimas crias. O que não se conseguiu até este mês, não adianta continuar a tentar, pois as fêmeas estão praticamente esgotadas pelo calor, pelo cansaço e pelo esforço da criação. Convém ir se preparando para a próxima muda, administrando para as fêmeas alimentação rica em vitaminas, aveia, etc. Terá que cuidar que a água seja abundante e fresca e que os alimentos brandos não cheguem a fermentar pelo calor. Cuidado com as mudanças bruscas do clima de verão.
Janeiro/Fevereiro
Todos os utensílios que foram usados durante a época de cria, serão desinfetados corretamente e guardados para a próxima cria. Os exemplares deverão estar nas voadeiras ou gaiolões de emenda. Devemos observar o seu vigor e estado geral de saúde. A alimentação deve ser variada e rica em cálcio para que possam enfrentar o desgaste originado pela muda.
Fevereiro/Março
Os canários estão em plena muda, não deveremos perder de vista, sobretudo, os últimos filhotes que são os mais débeis, assim como também os exemplares adultos, tratando de ajudá-los no transtorno da troca de penas, preservando-os das correntes de ar e mantendo uma abundante e variada alimentação.
Março/Abril
Mês de pouca atividade. Os exemplares continuam nas voadeiras. Estarão em sua maioria com suas novas plumas, e com a muda terminando. Devemos começar a escolher os melhores filhotes.
Abril/Maio
Maio/Junho
Chega o rigoroso inverno. A alimentação será mais forte, pois o organismo consome grande quantidade de calorias. Observaremos com mais detalhes os pássaros que selecionamos para exposição, mantendo-os em perfeita higiene.
Junho/Julho
Mês de exposição. O canaricultor obterá o fruto de tudo o que sonhou, não devendo deixar-se levar por algum desengano, pois, em canaricultura sempre haverá o que aprender, e a melhor forma de fazê-lo é corrigindo os fracassos ocorridos. E quanto ao cuidado com os exemplares, seguiremos com a indicação dos meses anteriores, boa alimentação e preservação contra os rigores do inverno
Julho/Agosto
Começaremos as tarefas da reprodução, serão selecionados, minuciosamente, os casais, observando que ambos os componentes se completem, de acordo com o que desejamos criar.
Agosto/Setembro
Se o tempo ajudar, teremos fêmeas chocando e para meados do mês, os primeiros filhotes, a quem dispensaremos cuidados especiais, alimentação fresca e variada, abundante e nutritiva. Se tratará no possível, de não molestá-los, apesar de vigiar se constantemente, em momentos oportunos, se os pais tratam dos filhotes.
Setembro/Outubro
A criação estará em pleno apogeu, e teremos filhotes emplumados e outros a sair dos ninhos, deveremos estar atentos ao comportamento dos pais, pois alguns machos mais fogosos molestam as fêmeas. Se isso ocorrer, deveremos então separá-los Por outro lado, pode ocorrer que fêmeas arranquem penas dos filhotes, no seu afã de fazer novo ninho. Deveremos então separar os filhotes com uma grade, possibilitando a fêmea a continuar tratando dos filhotes, até que possam comer sozinhos.
Outubro/Novembro
Neste mês, tendo em conta as indicações feitas para outubro, e quando a criação segue em pleno apogeu, se cuidará que as águas sejam frescas e que os alimentos não cheguem a fermentar, principalmente os brancos (pão com leite, etc.). Não devemos nos descuidar do fator higiene que é de suma importância a esta altura do ano, pois poderão aparecer piolhos e outros parasitos. Teremos que nos assegurar, também, que à noite os mosquitos não molestem os canários, pois estes visitantes noturnos trazem grandes transtornos.
Novembro/Dezembro
Estaremos na terceira postura ou ninhada, alguns na quarta. Observaremos, como nos meses anteriores o estado dos alimentos e dos bebedouros. Todos os pássaros cevem estar protegidos do rigor do calor. Estaremos com os filhotes da primeira e segunda ninhadas nas voadeiras. Poremos atenção especial na prevenção contra piolhos para que não ataquem as fêmeas, que deverão estar extenuadas pelo esforço realizado.
De um modo sintetizado, analisamos as tarefas mais elementares de acordo com o mês calendário, os pormenores sobre acasalamentos, alimentação, preparação para exposições etc. etc. Boa sorte!
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
MUDA UMA DOENÇA?
Rodrigo Machado
Comprei há dias um livro, sobre doenças de canários e năo tinha lógica nenhuma em falar dele aqui năo fosse o facto de a primeira doença tratada ser a muda da pena.
Năo concordo que a muda da pena seja considerada uma doença, mas concordo que e uma fase vital, na vida das nossas aves, e que se năo forem tomadas as devidas precauçőes, os nossos canários podem morrer.
A muda faz parte do ciclo anual das aves, sensivelmente ao 40ş dia de vida como todos os animais granívoros os canários começam a fase da muda, palavra com que normalmente se define a troca de penas que caem progressivamente sendo substituídas por outras novas que duram ate a temporada seguinte.
No primeiro ano de vida, as penas das assas e da cauda (remiges e rectrices) năo săo substituídas, só o sendo no ano seguinte.
A muda e um fenómeno fisiológico, regulado por hormonas normalmente reguladas pelo fotoperiodo mais propriamente o factor horas de luz e calor que ponhem em marcha uma série de reacçőes hormonais que inibem os pássaros do processo reprodutivo e das actividades relacionadas, como por exemplo o canto.
A substituiçăo das penas deve ser gradual, sendo umas substituídas por outras sem apresentar nenhuma parte do corpo completamente desprovida de penas.
Como a ave nesta fase se encontra debilitada, devemos redobrar os cuidados com correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura, assim como com a alimentaçăo, que deve ser equilibrada e rica em vitaminas, minerais e aminoácidos, muito mais averá mas deixo aqui alguns que julgo serem os mais fundamentais.
Vitaminas do tipo ( A, B, D e C).
Minerais e aminoácidos do tipo (Cristina, Metionina; Tirocina e Leucina).
E também durante este período que os criadores devem administrar papas com corantes para melhorar a cor, mas cuidado pois estas papas normalmente săo papas gordas á que ter em atençăo as quantidades administradas assim como a sua qualidade.
As cores depositadas nas penas das aves durante a fase da muda e que manterăo ate a próxima muda no ano seguinte.
Banho na muda um tema que certamente dará muito que falar pois muitos criadores julgam ser prejudicial afirmam mesmo atrasar a muda e que pode trazer problemas, quanto aos meus canários adoram tomar banho mesmo na muda da pena e nunca notei que isso lhes fosse prejudicial.
Também nesta fase as aves devem ter um espaço maior para poderem voar e assim fortificar os músculos.
Terminada a muda os nossos pássaros passam a ser o orgulho de qualquer criador quę se digne ter este nome, os machos retomam o canto é nesta altura a meu ver a melhor altura para escolher o plantel de canários que irăo ser os reprodutores da próxima temporada de criaçăo bem como para a compra de novas aves, nunca esquecendo de fazer uma quarentena nas aves adquiridas.
Por vezes a muda aparece fora de época, tal pode deverce ao calor em excesso ou a uma alteraçăo de luminosidade, ou ate a um ataque de ácaros e aqui sim podemos falar de doença.
Comprei há dias um livro, sobre doenças de canários e năo tinha lógica nenhuma em falar dele aqui năo fosse o facto de a primeira doença tratada ser a muda da pena.
Năo concordo que a muda da pena seja considerada uma doença, mas concordo que e uma fase vital, na vida das nossas aves, e que se năo forem tomadas as devidas precauçőes, os nossos canários podem morrer.
A muda faz parte do ciclo anual das aves, sensivelmente ao 40ş dia de vida como todos os animais granívoros os canários começam a fase da muda, palavra com que normalmente se define a troca de penas que caem progressivamente sendo substituídas por outras novas que duram ate a temporada seguinte.
No primeiro ano de vida, as penas das assas e da cauda (remiges e rectrices) năo săo substituídas, só o sendo no ano seguinte.
A muda e um fenómeno fisiológico, regulado por hormonas normalmente reguladas pelo fotoperiodo mais propriamente o factor horas de luz e calor que ponhem em marcha uma série de reacçőes hormonais que inibem os pássaros do processo reprodutivo e das actividades relacionadas, como por exemplo o canto.
A substituiçăo das penas deve ser gradual, sendo umas substituídas por outras sem apresentar nenhuma parte do corpo completamente desprovida de penas.
Como a ave nesta fase se encontra debilitada, devemos redobrar os cuidados com correntes de ar e mudanças bruscas de temperatura, assim como com a alimentaçăo, que deve ser equilibrada e rica em vitaminas, minerais e aminoácidos, muito mais averá mas deixo aqui alguns que julgo serem os mais fundamentais.
Vitaminas do tipo ( A, B, D e C).
Minerais e aminoácidos do tipo (Cristina, Metionina; Tirocina e Leucina).
E também durante este período que os criadores devem administrar papas com corantes para melhorar a cor, mas cuidado pois estas papas normalmente săo papas gordas á que ter em atençăo as quantidades administradas assim como a sua qualidade.
As cores depositadas nas penas das aves durante a fase da muda e que manterăo ate a próxima muda no ano seguinte.
Banho na muda um tema que certamente dará muito que falar pois muitos criadores julgam ser prejudicial afirmam mesmo atrasar a muda e que pode trazer problemas, quanto aos meus canários adoram tomar banho mesmo na muda da pena e nunca notei que isso lhes fosse prejudicial.
Também nesta fase as aves devem ter um espaço maior para poderem voar e assim fortificar os músculos.
Terminada a muda os nossos pássaros passam a ser o orgulho de qualquer criador quę se digne ter este nome, os machos retomam o canto é nesta altura a meu ver a melhor altura para escolher o plantel de canários que irăo ser os reprodutores da próxima temporada de criaçăo bem como para a compra de novas aves, nunca esquecendo de fazer uma quarentena nas aves adquiridas.
Por vezes a muda aparece fora de época, tal pode deverce ao calor em excesso ou a uma alteraçăo de luminosidade, ou ate a um ataque de ácaros e aqui sim podemos falar de doença.
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domingo, 16 de agosto de 2009
Aclimataçăo de Pássaros
Revista pássaros nro21/2000
A aclimataçăo é um fenômeno que atinge todos os pássarosrecentemente adquiridos ou capturados. Năo acontece unicamente com os pássarosindígenas ou alienígenas, mas também com todos os canários e nos mais diversosgraus.
Poderíamos defini-la como o período te o qual o pássaro sehabituará, gradativamente, ŕs suas novas condiçőes de vida: essencialmentealimentaçăo e habitat.
É evidente que é um período particularmente difícil para oorganismo do pássaro que está submetido ŕ:
- -um stress nervoso pelo fato de desapariçăo bruta! Dassuas condiçőes habituais de vida: tanto faz que seja de meio natural ouartificial.
- -um stress alimentar: especialmente quando se trata depássaros capturados; passagem ao regime de grăos secos para os granívoros ou aoregime de raçăo para os insetívoros, etc.
- -Um stress climático: sobretudo para as espéciestropicais com relaçăo ŕ temperatura e também ŕ intensidade e a duraçăo dailuminaçăo, ŕ umidade do ar, etc.
Constatamos desde já, que o problema da aclimataçăo écomplexo, uma vez que baseia-se em tręs componentes: meio ambiente, microfilmee alimentaçăo. É óbvio que a aclimataçăo será resolvida de acordo com cadacaso, dependendo da origem e condiçőes de cada pássaro adquirido.
Com relaçăo ŕ origem, podemos distinguir:
1.
1.
Pássaros de criaçăo, comprados diretamente no criador.
2.
Pássaros indígenas, capturados recentemente ou năo, porém que năo săo de criaçăo em gaiola.
3.
Pássaros exóticos importados, comprados diretamente do importador, sejam eles de criaçăo ou năo.
Qualquer que seja a providęncia do pássaro, impőe-se sempreuma quarentena, pois a nova aquisiçăo pode, talvez, ser portadora de germes semque a própria afetada demonstre e, portanto, sem marcas exteriores, ou porque amesma já foi tratada anteriormente ou mesmo porque seu organismo reagiuespontaneamente e venceu a infecçăo, transmitir estes germes a outros pássarosque estejam em contato.
De fato, todos os pássaros, como todos os seres vivos, săoportadores de germes microbianos ou viróticos, algumas vezes parasitários.Trata-se, geralmente, de germes banais tais como: colibacilos, salmonelas, etc.
Quando um pássaro goza de boa saúde, o número destes germespermanece numa taxa que năo acarreta preocupaçăo, entretanto se o organismo,por qualquer motivo se debilita, resfriamento ou deficięncia alimentar,esgotamento ou por numerosas posturas ou por viagens prolongadas, stress deaclimataçăo, etc., os mecanismos de defesa interna ficam enfraquecidos e nesseinstante os germes podem multiplicar-se de maneira desordenada infestando todoo organismo, ocasionando assim a doença que traduzir-se-á por sintomasespecíficos se for um só tipo de germe, ou por múltiplos sintomas se forocasionado pela multiplicaçăo de várias espécies de germes, dando lugar a umadoença polimicrobiana de diagnóstico muito difícil. Geralmente é esta últimahipótese que ocorre.
Repetindo, se o pássaro está com boa saúde, e entendemos porboa saúde, que năo lhe falta nada para assegurar o bom funcionamento de todosos seus aparelhos, os germes banais permanecem a uma taxa aceitável e oorganismo năo é em nada afetado, portanto năo é a presença de um microorganismoou de um parasita qualquer que é o responsável pelas doenças numa criaçăo. É oque acontece na natureza, os pássaros văo constantemente beber em poças deágua, que sabemos săo verdadeiras culturas de microorganismos e parecem năoserem afetados, uma vez que possuem já as defesas naturais e o equilíbrio dosparasitas.
Ŕ guisa de conclusăo, é preciso percebermos que qualquerpássaro que for introduzido em nosso criadouro, seja ele vindo do melhorambiente e condiçăo possíveis, sempre vai trazer consigo algo de diversos,parasitas e microorganismos diferentes dos existentes em nossos pássaros.Também é importante percebermos que nossa forma de alimentaçăo, tipo de alimentaçăo, local, etc., sendo outros que năo os já acostumados pelo exemplaradquirido poderá afetar suas condiçőes físicas e propiciar o aparecimento dealguma doença. Portanto, uma quarentena e fortificantes sempre se impőe a todae qualquer nova aquisiçăo.
A aclimataçăo é um fenômeno que atinge todos os pássarosrecentemente adquiridos ou capturados. Năo acontece unicamente com os pássarosindígenas ou alienígenas, mas também com todos os canários e nos mais diversosgraus.
Poderíamos defini-la como o período te o qual o pássaro sehabituará, gradativamente, ŕs suas novas condiçőes de vida: essencialmentealimentaçăo e habitat.
É evidente que é um período particularmente difícil para oorganismo do pássaro que está submetido ŕ:
- -um stress nervoso pelo fato de desapariçăo bruta! Dassuas condiçőes habituais de vida: tanto faz que seja de meio natural ouartificial.
- -um stress alimentar: especialmente quando se trata depássaros capturados; passagem ao regime de grăos secos para os granívoros ou aoregime de raçăo para os insetívoros, etc.
- -Um stress climático: sobretudo para as espéciestropicais com relaçăo ŕ temperatura e também ŕ intensidade e a duraçăo dailuminaçăo, ŕ umidade do ar, etc.
Constatamos desde já, que o problema da aclimataçăo écomplexo, uma vez que baseia-se em tręs componentes: meio ambiente, microfilmee alimentaçăo. É óbvio que a aclimataçăo será resolvida de acordo com cadacaso, dependendo da origem e condiçőes de cada pássaro adquirido.
Com relaçăo ŕ origem, podemos distinguir:
1.
1.
Pássaros de criaçăo, comprados diretamente no criador.
2.
Pássaros indígenas, capturados recentemente ou năo, porém que năo săo de criaçăo em gaiola.
3.
Pássaros exóticos importados, comprados diretamente do importador, sejam eles de criaçăo ou năo.
Qualquer que seja a providęncia do pássaro, impőe-se sempreuma quarentena, pois a nova aquisiçăo pode, talvez, ser portadora de germes semque a própria afetada demonstre e, portanto, sem marcas exteriores, ou porque amesma já foi tratada anteriormente ou mesmo porque seu organismo reagiuespontaneamente e venceu a infecçăo, transmitir estes germes a outros pássarosque estejam em contato.
De fato, todos os pássaros, como todos os seres vivos, săoportadores de germes microbianos ou viróticos, algumas vezes parasitários.Trata-se, geralmente, de germes banais tais como: colibacilos, salmonelas, etc.
Quando um pássaro goza de boa saúde, o número destes germespermanece numa taxa que năo acarreta preocupaçăo, entretanto se o organismo,por qualquer motivo se debilita, resfriamento ou deficięncia alimentar,esgotamento ou por numerosas posturas ou por viagens prolongadas, stress deaclimataçăo, etc., os mecanismos de defesa interna ficam enfraquecidos e nesseinstante os germes podem multiplicar-se de maneira desordenada infestando todoo organismo, ocasionando assim a doença que traduzir-se-á por sintomasespecíficos se for um só tipo de germe, ou por múltiplos sintomas se forocasionado pela multiplicaçăo de várias espécies de germes, dando lugar a umadoença polimicrobiana de diagnóstico muito difícil. Geralmente é esta últimahipótese que ocorre.
Repetindo, se o pássaro está com boa saúde, e entendemos porboa saúde, que năo lhe falta nada para assegurar o bom funcionamento de todosos seus aparelhos, os germes banais permanecem a uma taxa aceitável e oorganismo năo é em nada afetado, portanto năo é a presença de um microorganismoou de um parasita qualquer que é o responsável pelas doenças numa criaçăo. É oque acontece na natureza, os pássaros văo constantemente beber em poças deágua, que sabemos săo verdadeiras culturas de microorganismos e parecem năoserem afetados, uma vez que possuem já as defesas naturais e o equilíbrio dosparasitas.
Ŕ guisa de conclusăo, é preciso percebermos que qualquerpássaro que for introduzido em nosso criadouro, seja ele vindo do melhorambiente e condiçăo possíveis, sempre vai trazer consigo algo de diversos,parasitas e microorganismos diferentes dos existentes em nossos pássaros.Também é importante percebermos que nossa forma de alimentaçăo, tipo de alimentaçăo, local, etc., sendo outros que năo os já acostumados pelo exemplaradquirido poderá afetar suas condiçőes físicas e propiciar o aparecimento dealguma doença. Portanto, uma quarentena e fortificantes sempre se impőe a todae qualquer nova aquisiçăo.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Palestra sobre manejo da criação
João Francisco Basile da Silva
DESINFECÇÃO GERAL DO CRIADOURO: Utilizar SAIS QUARTENÁRIO DE AMONIA em solução, obedecendo às instruções do fabricante; SOLUÇÃO DE CLORO ou BIOCID.
DESINFECÇÃO PARA AS PARTES EXTERNAS DO CRIADOURO: Misturar: 50 ml de creolina, 2,0 Kg de cal ou cloro, 10 ml de BIOCID para 10 litros de água.
PARA O PISO DO CRIADOURO, GAIOLAS. ÁGUA DE BEBER E VERDURAS: Utilizar solução de BIOCID, seguindo instruções da embalagem. Na higienização do piso e paredes do criadouro, lavar com água e sabão. Após o enxágüe e secagem, aplicar solução de BIOCID e, quando estiver completamente seco, aplicar K-OBIOL ou K-OTHRINE em pó.
PARA OS EQUIPAMENTOS: Tudo o que é usado na criação, como bebedouro, bacias, poleiros, peneiras, etc... deve ser desinfetado periodicamente. Por exemplo, uma peneira usada no preparo da farinhada, por mais limpa que aparentemente esteja, contém resíduos ricos em nutrientes que darão origem ao desenvolvimento das mais diversas bactérias e fungos, devendo, portanto, assim como os demais utensílios e acessórios, ser desinfetada uma vez por semana.
BEBEDOUROS: Além da troca diária da água, devem ser desinfetados uma vez por semana, permanecendo de molho numa solução de água com cloro por 8 horas, na seguinte proporção: cloro líquido 10 ml / 5 lt de água - cloro em pó (granulado) 1 g / 10 l de água. Para tal procedimento, é aconselhável 2 jogos de bebedouros.
POLEIROS: Deverão ser raspados pelo menos uma vez por mês e colocados numa solução, conforme indicação para os bebedouros. Depois da desinfecção, os poleiros deverão ser secados no forno (normal ou microondas) para eliminação da umidade concentrada no centro da madeira, que passará para os pés dos pássaros quando estes permanecerem estáticos durante a noite, podendo ocasionar o aparecimento de fungos. No microondas o tempo poderá ser de 5 minutos aproximadamente (citado apenas como referência). Tal como os bebedouros, é necessário poleiros de reserva.
GRADES: Após lavagem com água e sabão, devem ser imersas em solução de cloro ou BIOCID durante 7/8 horas. O segundo produto é mais eficiente.
NINHOS: A parte plástica é de fácil desinfecção, procedendo-se como o indicado para os bebedouros e poleiros. O forro (de corda, crochê, etc.), entretanto, é a parte que requer maior atenção, devendo, após a lavagem normal e secagem ao sol, ser desinfetado e levado ao forno. Usa-se o BIOCID para a desinfecção. O ideal seria que fossem usados forros descartáveis. A estopa cortada em círculo e presa no fundo da parte plástica por um percevejo de centro para fora é aconselhável.
O saco de estopa, fornecido aos pássaros para a feitura dos ninhos, também deve ser desinfetado. O melhor método é o da fervura. Após a secagem, passar a ferro para facilitar no momento do corte. Lembramos que os forros de corda não são aconselháveis devido à difícil limpeza e desinfecção total. Toda vez que o forro for colocado, deverá ser polvilhado com K-OBIOL ou K-OTHRINE para evitar o aparecimento de piolho. A fêmea ao se acomodar no ninho espalhará o pó. Quando esta coçar o ouvido seguidamente estará tentando expulsar os piolhos, que em desespero se esconderam do veneno.
HIGIÊNE PESSOAL: Para a lavagem das mãos recomenda-se o sabonete de limpeza PROTEX, que é bactericida. A limpeza das mãos, membros, sola do sapato, etc... são fundamentais, principalmente após a manipulação de pássaros doentes ou mortos, visitas a outros criadouros e exposições de animais, etc... Separar ou eliminar imediatamente os pássaros doentes ou irrecuperáveis é inevitável. Embora isto pareça cruel, deve-se ponderar que a saúde do plantel é o mais importante.
Outro inconveniente, notado em alguns criadouros, é a colocação de embalagens de ovos de galinha nas proximidades dos pássaros. Essas embalagens poderão, na maioria das vezes ser veículos de bactérias, pois provém de condições pouco recomendáveis.
OVOS: Deverão ser cozidos por 20 minutos para que se livrem totalmente de possíveis bactérias. As cascas serão de grande valia para o fornecimento de cálcio para os pássaros. Devem ser administrados após trituração e mistura com areia esterilizada.
VAZIO SANITÁRIO: Consiste na desinfecção do criadouro uma vez por ano, retirando tudo do local (inclusive os pássaros) durante um mês, para quebrar o ciclo bacteriológico. Este é um procedimento de difícil execução, uma vez que a maioria dos criadores não dispõe de 2 compartimentos para separar os pássaros.
PREPARAÇÃO PARA A CRIAÇÃO: Tratamento válido para adultos e filhotes.
Vermifugação: 30 dias antes do acasalamento e depois a cada 60 dias, pois os pássaros ficam em contato com as fezes da gaiola e microorganismos das verduras. Recomenda-se o seguinte:
-Proverme - na água durante 3 dias; parar por uma semana e repetir a dose. Verificar dosagem na bula do produto.
-Mebendazole - na farinhada durante 5 dias (1 g por kg).
MICOPLASMA: Organismo intermediário entre a bactéria e o fungo, é um dos maiores problemas na criação, porque vai minando o pássaro, enfraquecendo-0. O tratamento indicado é com TYLAN pó, na proporção de 2 g por kg de farinhada durante 3 dias seguidos. Este medicamento não erradica o micoplasma, mas baixa o nível de concentração. Pode ser usado também o LINCO SPECTRIN 100, na base de 1 g por kg de farinhada.
CLAVULIN 250: Antibiótico de largo espectro que gera um aumento de postura e sobrevivência dos filhotes, ministrado na proporção de 3 g por kg de farinhada, durante 5 dias antes do acasalamento. Deve ser usado com parcimônia.
IVOMEC:
Arrancar algumas penas da coxa do pássaro, para absorção através do folículo, e aplicar 1 gota antes do início do acasalamento. para combater os efeitos colaterais dos antibióticos, é necessária a utilização de um recuperador da flora intestinal específico para aves. Indica-se o uso constante de LACTO PLUS, no mercado existe atualmente o ENTRODEX (laboratório RAVASI) para a mesma finalidade, na proporção de três g por kg de ração. Um protetor hepático, à base de complexo B, também é recomendável.
DECIS 250 ou K-OTHRINE LIQUIDO:
Contra piolhos, aplicação 15 dias antes do início do acasalamento na proporção de 20 gotas por litro d’água.
Esta aplicação é para ser feita sob "jato aberto". Retiram-se os recipientes com água e alimentação e pulveriza-se tudo (inclusive os pássaros). No dia seguinte fornecer banho normal. Seria importante repetir esta aplicação uma vez por mês nas paredes do criadouro antre as gaiolas.
OCERAL POMADA:
Pomada utilizada na cura de fungos das patas dos pássaros, os quais devem ser mantidos isolados dos demais.
VITAMINAS:
Melhor aquelas que são adicionadas na farinhada. As misturadas à água podem servir como meio de cultura de fungos.
Antes do início da temporada de criação, durante o vazio sanitário, todos os equipamentos a serem utilizados e o quarto do criadouro deverão ser desinfetados com FORMOL - colocado em alguns recipientes, em diversos pontos do criadouro, devendo o mesmo ficar totalmente vedado e fechado por pelo menos 15 dias, após o qual ficará aberto sem qualquer pássaro dentro, pelo mesmo período. Usar também clinafarm, contra fungos.
SUPERPOPULAÇÃO: É um dos maiores problemas dos nossos criadouros, pois acarreta a proliferação de doenças. O número ideal de casais é de, no máximo 40 por 30 metros cúbicos construído (sem contar os filhotes).
Fonte: Canaril Valença
DESINFECÇÃO GERAL DO CRIADOURO: Utilizar SAIS QUARTENÁRIO DE AMONIA em solução, obedecendo às instruções do fabricante; SOLUÇÃO DE CLORO ou BIOCID.
DESINFECÇÃO PARA AS PARTES EXTERNAS DO CRIADOURO: Misturar: 50 ml de creolina, 2,0 Kg de cal ou cloro, 10 ml de BIOCID para 10 litros de água.
PARA O PISO DO CRIADOURO, GAIOLAS. ÁGUA DE BEBER E VERDURAS: Utilizar solução de BIOCID, seguindo instruções da embalagem. Na higienização do piso e paredes do criadouro, lavar com água e sabão. Após o enxágüe e secagem, aplicar solução de BIOCID e, quando estiver completamente seco, aplicar K-OBIOL ou K-OTHRINE em pó.
PARA OS EQUIPAMENTOS: Tudo o que é usado na criação, como bebedouro, bacias, poleiros, peneiras, etc... deve ser desinfetado periodicamente. Por exemplo, uma peneira usada no preparo da farinhada, por mais limpa que aparentemente esteja, contém resíduos ricos em nutrientes que darão origem ao desenvolvimento das mais diversas bactérias e fungos, devendo, portanto, assim como os demais utensílios e acessórios, ser desinfetada uma vez por semana.
BEBEDOUROS: Além da troca diária da água, devem ser desinfetados uma vez por semana, permanecendo de molho numa solução de água com cloro por 8 horas, na seguinte proporção: cloro líquido 10 ml / 5 lt de água - cloro em pó (granulado) 1 g / 10 l de água. Para tal procedimento, é aconselhável 2 jogos de bebedouros.
POLEIROS: Deverão ser raspados pelo menos uma vez por mês e colocados numa solução, conforme indicação para os bebedouros. Depois da desinfecção, os poleiros deverão ser secados no forno (normal ou microondas) para eliminação da umidade concentrada no centro da madeira, que passará para os pés dos pássaros quando estes permanecerem estáticos durante a noite, podendo ocasionar o aparecimento de fungos. No microondas o tempo poderá ser de 5 minutos aproximadamente (citado apenas como referência). Tal como os bebedouros, é necessário poleiros de reserva.
GRADES: Após lavagem com água e sabão, devem ser imersas em solução de cloro ou BIOCID durante 7/8 horas. O segundo produto é mais eficiente.
NINHOS: A parte plástica é de fácil desinfecção, procedendo-se como o indicado para os bebedouros e poleiros. O forro (de corda, crochê, etc.), entretanto, é a parte que requer maior atenção, devendo, após a lavagem normal e secagem ao sol, ser desinfetado e levado ao forno. Usa-se o BIOCID para a desinfecção. O ideal seria que fossem usados forros descartáveis. A estopa cortada em círculo e presa no fundo da parte plástica por um percevejo de centro para fora é aconselhável.
O saco de estopa, fornecido aos pássaros para a feitura dos ninhos, também deve ser desinfetado. O melhor método é o da fervura. Após a secagem, passar a ferro para facilitar no momento do corte. Lembramos que os forros de corda não são aconselháveis devido à difícil limpeza e desinfecção total. Toda vez que o forro for colocado, deverá ser polvilhado com K-OBIOL ou K-OTHRINE para evitar o aparecimento de piolho. A fêmea ao se acomodar no ninho espalhará o pó. Quando esta coçar o ouvido seguidamente estará tentando expulsar os piolhos, que em desespero se esconderam do veneno.
HIGIÊNE PESSOAL: Para a lavagem das mãos recomenda-se o sabonete de limpeza PROTEX, que é bactericida. A limpeza das mãos, membros, sola do sapato, etc... são fundamentais, principalmente após a manipulação de pássaros doentes ou mortos, visitas a outros criadouros e exposições de animais, etc... Separar ou eliminar imediatamente os pássaros doentes ou irrecuperáveis é inevitável. Embora isto pareça cruel, deve-se ponderar que a saúde do plantel é o mais importante.
Outro inconveniente, notado em alguns criadouros, é a colocação de embalagens de ovos de galinha nas proximidades dos pássaros. Essas embalagens poderão, na maioria das vezes ser veículos de bactérias, pois provém de condições pouco recomendáveis.
OVOS: Deverão ser cozidos por 20 minutos para que se livrem totalmente de possíveis bactérias. As cascas serão de grande valia para o fornecimento de cálcio para os pássaros. Devem ser administrados após trituração e mistura com areia esterilizada.
VAZIO SANITÁRIO: Consiste na desinfecção do criadouro uma vez por ano, retirando tudo do local (inclusive os pássaros) durante um mês, para quebrar o ciclo bacteriológico. Este é um procedimento de difícil execução, uma vez que a maioria dos criadores não dispõe de 2 compartimentos para separar os pássaros.
PREPARAÇÃO PARA A CRIAÇÃO: Tratamento válido para adultos e filhotes.
Vermifugação: 30 dias antes do acasalamento e depois a cada 60 dias, pois os pássaros ficam em contato com as fezes da gaiola e microorganismos das verduras. Recomenda-se o seguinte:
-Proverme - na água durante 3 dias; parar por uma semana e repetir a dose. Verificar dosagem na bula do produto.
-Mebendazole - na farinhada durante 5 dias (1 g por kg).
MICOPLASMA: Organismo intermediário entre a bactéria e o fungo, é um dos maiores problemas na criação, porque vai minando o pássaro, enfraquecendo-0. O tratamento indicado é com TYLAN pó, na proporção de 2 g por kg de farinhada durante 3 dias seguidos. Este medicamento não erradica o micoplasma, mas baixa o nível de concentração. Pode ser usado também o LINCO SPECTRIN 100, na base de 1 g por kg de farinhada.
CLAVULIN 250: Antibiótico de largo espectro que gera um aumento de postura e sobrevivência dos filhotes, ministrado na proporção de 3 g por kg de farinhada, durante 5 dias antes do acasalamento. Deve ser usado com parcimônia.
IVOMEC:
Arrancar algumas penas da coxa do pássaro, para absorção através do folículo, e aplicar 1 gota antes do início do acasalamento. para combater os efeitos colaterais dos antibióticos, é necessária a utilização de um recuperador da flora intestinal específico para aves. Indica-se o uso constante de LACTO PLUS, no mercado existe atualmente o ENTRODEX (laboratório RAVASI) para a mesma finalidade, na proporção de três g por kg de ração. Um protetor hepático, à base de complexo B, também é recomendável.
DECIS 250 ou K-OTHRINE LIQUIDO:
Contra piolhos, aplicação 15 dias antes do início do acasalamento na proporção de 20 gotas por litro d’água.
Esta aplicação é para ser feita sob "jato aberto". Retiram-se os recipientes com água e alimentação e pulveriza-se tudo (inclusive os pássaros). No dia seguinte fornecer banho normal. Seria importante repetir esta aplicação uma vez por mês nas paredes do criadouro antre as gaiolas.
OCERAL POMADA:
Pomada utilizada na cura de fungos das patas dos pássaros, os quais devem ser mantidos isolados dos demais.
VITAMINAS:
Melhor aquelas que são adicionadas na farinhada. As misturadas à água podem servir como meio de cultura de fungos.
Antes do início da temporada de criação, durante o vazio sanitário, todos os equipamentos a serem utilizados e o quarto do criadouro deverão ser desinfetados com FORMOL - colocado em alguns recipientes, em diversos pontos do criadouro, devendo o mesmo ficar totalmente vedado e fechado por pelo menos 15 dias, após o qual ficará aberto sem qualquer pássaro dentro, pelo mesmo período. Usar também clinafarm, contra fungos.
SUPERPOPULAÇÃO: É um dos maiores problemas dos nossos criadouros, pois acarreta a proliferação de doenças. O número ideal de casais é de, no máximo 40 por 30 metros cúbicos construído (sem contar os filhotes).
Fonte: Canaril Valença
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Como montar seu criadouro
Jack T. K.
Não amontoar as gaiolas;
Usar uma parede de criadeiras e outra na frente para os filhotes, mantendo o centro do criadouro livre ou dois alojamentos, um para a criação e outro para os filhotes;
Não dar calor artificial, manter corrente de ar natural e central. Nunca corrente de ar direta nos pássaros; Usar luz artificial das 7h até às 20h, pois a luz artificial, além de aprontar os canários, aquecerá o criadouro. No comércio temos os Multi-Timer – Programador de Horários, o que nos facilita em muito nossas tarefas. Particularmente, usamos em nosso criadouro, dois programadores de horários, um que manterá a luz no horário acima citado e outro, com luz penumbra azul, programado para manter iluminado o local no período das 20h ás 21h, com a finalidade de induzir as fêmeas a irem para os ninhos. Um ponto fundamental é evitar o máximo de ruído, não falar alto e evitar batidas dentro do canaril.
Fonte Canaril Valença
Não amontoar as gaiolas;
Usar uma parede de criadeiras e outra na frente para os filhotes, mantendo o centro do criadouro livre ou dois alojamentos, um para a criação e outro para os filhotes;
Não dar calor artificial, manter corrente de ar natural e central. Nunca corrente de ar direta nos pássaros; Usar luz artificial das 7h até às 20h, pois a luz artificial, além de aprontar os canários, aquecerá o criadouro. No comércio temos os Multi-Timer – Programador de Horários, o que nos facilita em muito nossas tarefas. Particularmente, usamos em nosso criadouro, dois programadores de horários, um que manterá a luz no horário acima citado e outro, com luz penumbra azul, programado para manter iluminado o local no período das 20h ás 21h, com a finalidade de induzir as fêmeas a irem para os ninhos. Um ponto fundamental é evitar o máximo de ruído, não falar alto e evitar batidas dentro do canaril.
Fonte Canaril Valença
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Diário de um pássaro
Suzerley Daniele
Diário de um pássaro
Que homem é esse,
que tem por mim, um cuidado, um amor que eu diria incondicional...
Que homem é esse,
que apesar de mãos grandes e pesadas, segura-me com tão doce segurança.
Que homem é esse,
que às vezes passa horas ao meu lado, quando estou doente, e zela por minha recuperação.
Já me disseram que sou prisioneiro dentro de uma bela gaiola.
Que deveria estar livre, voando...
Então por alguns minutos pensei...
Qual é o meu destino?
Devo seguir a minha espécie e voar?
Será que estou indo contra a natureza?
Então por alguns minutos meditei...
Quantas vezes esse homem cansado, após um dia difícil de trabalho, cedeu a mim suas horas de descanso.
E algumas vezes, ao cuidar de meus amigos esqueceu minha gaiola aberta... e eu tive a oportunidade de experimentar essa tal liberdade... mas,
ao voar, olhei para aquele homem e, o vi, ali... de pé, me olhando com os olhos tristes e lacrimejando.
Que homem é esse que chora por mim,
Que homem é esse que é capaz de amar, mesmo eu não sendo de sua espécie.
Que homem é esse que esquece de se alimentar, mas nunca se esquece de alimentar-me
mas nunca se esquece dos meus remédios.
Que liberdade é essa?
Mas me sinto prisioneiro deste homem.
Mas me sinto contrariando meu destino. Recebo e sinto que ele me ama e jamais irá maltratar-me,
Sei que gosta de mim.
Sim eu realmente tive a oportunidade de voar,
Mas... esse homem me faz sentir livre...
E por tal motivo eu voltei...
E canto .... canto... Porque sou feliz
Porque sei que sou amado e não prisioneiro.
Diário de um pássaro
Que homem é esse,
que tem por mim, um cuidado, um amor que eu diria incondicional...
Que homem é esse,
que apesar de mãos grandes e pesadas, segura-me com tão doce segurança.
Que homem é esse,
que às vezes passa horas ao meu lado, quando estou doente, e zela por minha recuperação.
Já me disseram que sou prisioneiro dentro de uma bela gaiola.
Que deveria estar livre, voando...
Então por alguns minutos pensei...
Qual é o meu destino?
Devo seguir a minha espécie e voar?
Será que estou indo contra a natureza?
Então por alguns minutos meditei...
Quantas vezes esse homem cansado, após um dia difícil de trabalho, cedeu a mim suas horas de descanso.
E algumas vezes, ao cuidar de meus amigos esqueceu minha gaiola aberta... e eu tive a oportunidade de experimentar essa tal liberdade... mas,
ao voar, olhei para aquele homem e, o vi, ali... de pé, me olhando com os olhos tristes e lacrimejando.
Que homem é esse que chora por mim,
Que homem é esse que é capaz de amar, mesmo eu não sendo de sua espécie.
Que homem é esse que esquece de se alimentar, mas nunca se esquece de alimentar-me
mas nunca se esquece dos meus remédios.
Que liberdade é essa?
Mas me sinto prisioneiro deste homem.
Mas me sinto contrariando meu destino. Recebo e sinto que ele me ama e jamais irá maltratar-me,
Sei que gosta de mim.
Sim eu realmente tive a oportunidade de voar,
Mas... esse homem me faz sentir livre...
E por tal motivo eu voltei...
E canto .... canto... Porque sou feliz
Porque sei que sou amado e não prisioneiro.
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
VOCĘ SABIA?
...que na época do acasalamento é conveniente aparar as penas da cloaca dos canários para favorecer a cópula, principalmente naqueles de penas longas...
...que para melhorar a intensidade do fator vermelho deve-se adicionar ŕ farinhada um pouco de cenoura ralada na proporçăo de 50 gramas para 200 gramas de farinhada...
...que os canários com fator vemelho năo devem ser expostos ao sol para năo perde a uniformidade da pigmentaçăo...
...que para evitar o canibalismo quando filhotes principalmente nos canários brancos e amarelos, o fornecimento de farinhada oleosa é recomendável, assim como adicionar ŕ areia um pouco de sal grosso peneirado na proporçăo de 100 gramas para cada quilo de areia...
...que quando pássaro tiver comendo a propia pena , deixe um pedaco de barbante (20cm), de molho na salmora, espere secar e em seguida amarre ao alcance dos canários...
...que os canários brancos ficam com plumagem mais alva quando se banham em água com Bicarbonato de Sódio duas vezes por semana. Para um litro de água, colocar 2 gramas do produto e servir para o banho. Os canários devem secar a sombre a no dia seguinte serem colocados ao sol...
...que o piolho (traçador) que comumente ataca as penas das asas e da cauda do canário, formando um rendado nas mesmas, é facilmente removido usando-se um algodăo embebido em álcool, friccionando-o nas partes afetadas até a completa remoçăo. Quando o pássaro está demasiadamente infestado, é conveniente repetir a operaçăo 3 dias após. Um banho de sol por 10 minutos depois da desinfestaçăo é aconselhável...
...que a luz artificial durante a noite sobre as gaiolas, mesmo de baixa intensidade mas freqüente, torna o sono das aves interrompido com sérios riscos de enfraquecimento físico e suas conseqüęncias.A muda de penas contínua é uma das causas mais comuns, provocadas pela interrupçăo do repouso noturno...
...que os filhotes de canários até o 80 dia de vida estăo sujeitos, freqüentemente, a desidrataçăo ocorrendo ŕ morte prematura. É aconselhável manter na criadeira água fresca trocada, preferencialmente, 2 vezes ao dia. Manter ainda, nesse período ŕ disposiçăo dos pais, alimentos hidratantes como: chicória, maçă, jiló, acelga...
...que o filhote de canário saudável pesa no 10 dia de vida 1,72 gr, no 40 dia 6,2 gr, no 80 dia 13,40 gr e aos 12 dias 18,65 gr....
...que na época do acasalamento é conveniente aparar as penas da cloaca dos canários para favorecer a cópula, principalmente naqueles de penas longas...
...que para melhorar a intensidade do fator vermelho deve-se adicionar ŕ farinhada um pouco de cenoura ralada na proporçăo de 50 gr para 200 gr de farinhada...
...que os canários com fator vermelho năo devem ser expostos ao sol para năo perder a uniformidade da pigmentaçăo...
... que para evitar o canibalismo quando filhotes, principalmente nos canários brancos e amarelos, o fornecimento de farinhada oleoso é recomendável, assim como adicionar ŕ farinhada um pouco de sal grosso peneirado na proporçăo de 100 gr para cada quilo de areia...
...que depois da muda de adultos e filhotes, entre março e abril, vermifugar os pássaros é providęncia necessária para livrá-los de indesejáveis vermes...
...que o Norwich de origem inglesa é a raça que mais se apresenta com quisto (lump) sem que até hoje se tenha uma causa definida para essa anomalia. Experientes criadores aconselham para diminuir a incidęncia de quistos 3 providęncias: năo acasalar nevado com nevado; fornecer na época de muda mistura de sementes oleaginosas e farinhada com boa carga de óleo e banhos 2 vezes por semana...
...que o processo seguro para testar se o ovo está fecundado e com embriăo vivo é colocá-lo no 110 dia de choco numa vasilha com água morna a 36 graus, e verificar se ele meche como um pęndulo. Caso positivo, retorne-o ao ninho que o filhote nascerá em 2 ou 3 dias...
...que para soltar ovo preso é suficiente passar de leve na cloaca da canária um pouco de "VIC VAPORUB"...
...que para evitar que o macho ou fęmea comam ovo, basta injetar com uma seringa um pouco de amônia no interior de um ovo e deixá-lo no ninho. O forte cheiro da amônia que irá exalar quando bicado, afastará os "bicudos" desse vício...
...que quando filhotes atingem 16 dias e já ficam fora do ninho devem ser separados do casal por uma grade na gaiola para năo serem depenados pela măe que, desejando fazer novo ninho, procura nas penas dos filhotes o material necessário...
...que é boa a prática separar o macho da fęmea quando esta começa o choco afim de que ela se habitue a procurar alimentos para si e, quando nascerem os filhotes, năo tenha "preguiça" de sair para alimentá-los...
...que macho muito pronto que procura galar a fęmea durante o choco provocando quebra de ovos, deve ser separado pela grade da gaiola e retornado após 3 dias de nascidos os filhotes...
...que para evitar que a canária jogue fora do ninho filhotes após anilhados, é conveniente colocar-se pendurado acima do ninho um fio de nylon com anéis emprestáveis para que ela se habitue a vę-los a năo procure arrancar os colocados nos filhotes...
...que em regiőes de escassa umidade do ar, geralmente muitos ovos năo eclodem, sendo recomendável 2 dias antes da data prevista para o nascimento, colocá-los por 5 minutos em água morna a 30 graus e molhar o ninho...
...que para evitar o canibalismo adicione óleo de girassol na farinhada dos filhotes após separá-los em voadeiras até o término da muda, na proporçăo de uma colher de sopra para um quilo de farinhada seca ou, se preferir, fornecer farinhada pronta existente no mercado especialmente preparada para esse fim...
...que os canários brancos ficam com a plumagem mais alva quando se banham em água com bicarbonato de sódio duas vezes por semana. Para um litro d'água colocar 2 gramas do produto e servir para o banho. Os canários devem secar na sombra e, no dia seguinte, ser colocados ao sol...
... que a vitamina E (anti-esterilidade) é essencial ŕ reproduçăo, que estimula a fertilidade no organismo do canário, seja macho ou fęmea ...
... que a mistura de semente deve ser a alimentaçăo básica do canário ...
... que é de suma importância que use apenas sementes frescas, porque as velhas, na realidade envenenarăo seu passarinho com as toxinas geradas pelo ranço e o mofo ...
... que o alpiste é pobre em proteínas, mas rico em carboidratos; e que estes carboidratos fornecem calorias para o corpo e săo a principal fonte de energia do canário ...
... que a colza é rica em proteínas e gorduras correlatos e contém carboidratos que săo ricos em vitamina A e mais facilmente digeríveis que os do alpiste ...
... que a gema de ovo é rica em vitamina A, bem como o óleo de fígado de bacalhau e o leite ...
... que o canário homozigoto é fácil de ser identificado se vocę observar a expressăo máxima de lipocromo que ele exibe no final das penas da cauda...
... que algumas pipocas que aparecem nos pés dos canários, ŕs vezes, săo causadas por picadas de mosquitos. É aconselhável colocar telas nas janelas e portas do seu criadouro...
... que os antigos criadores colocavam nas gaiolas de seus canários, pedaços de toucinho, na época da muda? Por alguma razăo os canários sentem necessidade um pouco maior de gordura nessa época. Hoje já existem no mercado farinhadas próprias para este período...
... que os canários de fator vermelho năo devem ser expostos ao sol até a data de concorrerem e se possível devem ser criados na parte menos iluminada do seu canaril e ainda que as penas das asas e cauda devem ser arrancadas para obterem uma melhor coloraçăo?...
... que segundo alguns veterinários, năo se deve colocar nas patas das aves, pomadas a base de vaselina, pois sendo originária do petróleo, a vaselina destrói a pele dos pássaros...
... que os canários brancos, sejam de qualquer raça, năo terăo chance de vencer, em qualquer concurso, se năo estiverem absolutamente limpos...
... que nos canários mosaicos năo é permitido o arrancar de penas que cobrem os encontros dos ombros, sob pena de desclassificaçăo...
... que se cruzarem dois canários muito oxidados (pés bem negros), os filhotes correm o risco de năo nascerem, o que ocasiona a morte dos filhotes, fator este conhecido como pele negra...
... que as unhas dos pássaros quando aparadas o deverăo ser com o máximo de cuidado para que năo se corte a veia e provoque uma hemorragia? Caso isso aconteça e vocę năo tenha a măo um coagulante, faça o seguinte: acenda um fósforo e o apague imediatamente. Encoste-o ainda quente no ferimento. Repita várias vezes até estancar o sangue...
... o uso de luz artificial na criaçăo já começa a ser questionado por alguns criadores. Eles acreditam que tal prática leva os canários a um estado de stress, tendendo para a criaçăo mais cedo, entrando em muda. O assunto é polęmico. Os meus dormem e amanhecem com luz natural. Aliás, tudo que contraria a natureza năo é bom...
... na sua rua, no seu bairro ou na sua cidade existem amendoeiras? Se existem observe-as. Quando as folhas avermelhadas caírem e começarem a surgir os brotos da nova folhagem, chegou a hora de acasalar seus canários...
... os canários que săo granívoros por excelęncia, transformam-se em ovívaros durante a reproduçăo e alimentam a prole com alimento regurgitado. Por isso, é essencial fornecer, principalmente nesse período, uma boa farinhada...
... os pássaros de cativeiro freqüentemente apresentam alguma caręncia alimentar. Por isso, é aconselhável dar-lhes compostos de vitaminas e minerais a fim de evitar graves descompensaçőes...
... lembrem-se que para concorrer com bons resultados, seus canários deverăo ter uma preparaçăo que vai do aparo das unhas até o banho, se possível, com sabăo de côco ou shampoo Jonhson infantil...
... vocę deseja saber se o seu pássaro é macho ou fęmea? Proceda da seguinte forma: Arranje uma agulha de aço, um pouco maiore mais grossa que a comum. Segure a ponta da linha e como um pęndulo deixe a agulha ficar a 2 cms das costas do pássaro que vocę deverá ter seguro na outra măo. Espere alguns segundos que a agulha começará a se movimentar. Caso ela se movimente no sentido perpendicular ao corpo do pássaro é macho se girar completando voltas é fęmea. Experimente. Dizem qua năo falha...
...vocę deseja formar um bom quarteto? Faça o seguinte: separa tręs fęmeas, do seu plantel, que possuam formas semelhantes e as acasale com um macho de boa qualidade. vocę irá conseguir ter filhotes muito semelhantes, o que lhe facilitará a tarefa...
... no período de repouso, que vai da pós muda até o acasalamento, năo exagere no uso da farinhada a fim de evitar que os pássaros engordem muito...
... se alguma fęmea do seu plantel, após a postura do ovo, pela manhă, fica no fundo da gaiola, mal podendo se movimentar, é porque, com certeza, vocę esqueceu de colocar na gaiola o pote com areia e farinha de ostra. O cálcio durante a criaçăo é fundamental. Evita o problema do ovo virado, que tanto ocorre durante esse período...
... se seus pássaros estăo frios, custando a aprontar ministre cinco gotas de uísque no bebedouro, durante tręs dias. É uma antiga prática dos criadores ingleses...
... misture querosene e álcool em partes iguais e pincele de quinze em quinze dias, as bandejas das gaiolas, as pontas dos poleiros e as molas dar portas. Isto lhe ajudará na prevençăo contra os piolhos, mas năo adquira querosene em vidros plásticos. O melhor é o da Petrobrás vendido em lata...
... para evitar que a fęmea arranque as penas do rabo e das asas do macho, na hora de fazer o ninho, amarre um barbante năo muito fino no teto da gaiola com as pontas caídas na altura do poleiro. Ela deixará o canário em paz e poupará mais saco de aninhagem...
... para saber como anda a “infestaçăo” de piolhos no seu canaril é só proceder da seguinte maneira: escolha 8 a 12 gaiolas em locais diferentes do criadouro e coloque a noite, uma banheira branca com água em baixo do canário dormindo. Pela manhă retirar o recipiente e examinar a água com uma lupa. Qualquer quantidade de piolhos encontrada será significativa e servirá como um alerta, para que medidas higięnicas sejam tomadas, e depressa...
... mensalmente administramos nos pés dos canários uma mistura em partes iguais de Glicerina Líquida, Benzoato de Benzila (Acarsan, Miticoçam, etc) e Tomicol (antimicótico humano), para prevenir ou tratar doenças dos pés e unhas dos canários. Um dia após este tratamento limpamos os pés dos canários com vinagre. Em caso de aparecerem escamas ou cracas, antes do tratamento acima utilizamos Pomada de Helmerich, ŕ base de solicilatos (funciona como esfoliativo).
Contribuiçăo de Júlio César Garcia, parcialmente retirada da Revista Pássaros n. 1 a 8 e Revista SOS 1995.
Fonte: Criadouro Kakapo
...que para melhorar a intensidade do fator vermelho deve-se adicionar ŕ farinhada um pouco de cenoura ralada na proporçăo de 50 gramas para 200 gramas de farinhada...
...que os canários com fator vemelho năo devem ser expostos ao sol para năo perde a uniformidade da pigmentaçăo...
...que para evitar o canibalismo quando filhotes principalmente nos canários brancos e amarelos, o fornecimento de farinhada oleosa é recomendável, assim como adicionar ŕ areia um pouco de sal grosso peneirado na proporçăo de 100 gramas para cada quilo de areia...
...que quando pássaro tiver comendo a propia pena , deixe um pedaco de barbante (20cm), de molho na salmora, espere secar e em seguida amarre ao alcance dos canários...
...que os canários brancos ficam com plumagem mais alva quando se banham em água com Bicarbonato de Sódio duas vezes por semana. Para um litro de água, colocar 2 gramas do produto e servir para o banho. Os canários devem secar a sombre a no dia seguinte serem colocados ao sol...
...que o piolho (traçador) que comumente ataca as penas das asas e da cauda do canário, formando um rendado nas mesmas, é facilmente removido usando-se um algodăo embebido em álcool, friccionando-o nas partes afetadas até a completa remoçăo. Quando o pássaro está demasiadamente infestado, é conveniente repetir a operaçăo 3 dias após. Um banho de sol por 10 minutos depois da desinfestaçăo é aconselhável...
...que a luz artificial durante a noite sobre as gaiolas, mesmo de baixa intensidade mas freqüente, torna o sono das aves interrompido com sérios riscos de enfraquecimento físico e suas conseqüęncias.A muda de penas contínua é uma das causas mais comuns, provocadas pela interrupçăo do repouso noturno...
...que os filhotes de canários até o 80 dia de vida estăo sujeitos, freqüentemente, a desidrataçăo ocorrendo ŕ morte prematura. É aconselhável manter na criadeira água fresca trocada, preferencialmente, 2 vezes ao dia. Manter ainda, nesse período ŕ disposiçăo dos pais, alimentos hidratantes como: chicória, maçă, jiló, acelga...
...que o filhote de canário saudável pesa no 10 dia de vida 1,72 gr, no 40 dia 6,2 gr, no 80 dia 13,40 gr e aos 12 dias 18,65 gr....
...que na época do acasalamento é conveniente aparar as penas da cloaca dos canários para favorecer a cópula, principalmente naqueles de penas longas...
...que para melhorar a intensidade do fator vermelho deve-se adicionar ŕ farinhada um pouco de cenoura ralada na proporçăo de 50 gr para 200 gr de farinhada...
...que os canários com fator vermelho năo devem ser expostos ao sol para năo perder a uniformidade da pigmentaçăo...
... que para evitar o canibalismo quando filhotes, principalmente nos canários brancos e amarelos, o fornecimento de farinhada oleoso é recomendável, assim como adicionar ŕ farinhada um pouco de sal grosso peneirado na proporçăo de 100 gr para cada quilo de areia...
...que depois da muda de adultos e filhotes, entre março e abril, vermifugar os pássaros é providęncia necessária para livrá-los de indesejáveis vermes...
...que o Norwich de origem inglesa é a raça que mais se apresenta com quisto (lump) sem que até hoje se tenha uma causa definida para essa anomalia. Experientes criadores aconselham para diminuir a incidęncia de quistos 3 providęncias: năo acasalar nevado com nevado; fornecer na época de muda mistura de sementes oleaginosas e farinhada com boa carga de óleo e banhos 2 vezes por semana...
...que o processo seguro para testar se o ovo está fecundado e com embriăo vivo é colocá-lo no 110 dia de choco numa vasilha com água morna a 36 graus, e verificar se ele meche como um pęndulo. Caso positivo, retorne-o ao ninho que o filhote nascerá em 2 ou 3 dias...
...que para soltar ovo preso é suficiente passar de leve na cloaca da canária um pouco de "VIC VAPORUB"...
...que para evitar que o macho ou fęmea comam ovo, basta injetar com uma seringa um pouco de amônia no interior de um ovo e deixá-lo no ninho. O forte cheiro da amônia que irá exalar quando bicado, afastará os "bicudos" desse vício...
...que quando filhotes atingem 16 dias e já ficam fora do ninho devem ser separados do casal por uma grade na gaiola para năo serem depenados pela măe que, desejando fazer novo ninho, procura nas penas dos filhotes o material necessário...
...que é boa a prática separar o macho da fęmea quando esta começa o choco afim de que ela se habitue a procurar alimentos para si e, quando nascerem os filhotes, năo tenha "preguiça" de sair para alimentá-los...
...que macho muito pronto que procura galar a fęmea durante o choco provocando quebra de ovos, deve ser separado pela grade da gaiola e retornado após 3 dias de nascidos os filhotes...
...que para evitar que a canária jogue fora do ninho filhotes após anilhados, é conveniente colocar-se pendurado acima do ninho um fio de nylon com anéis emprestáveis para que ela se habitue a vę-los a năo procure arrancar os colocados nos filhotes...
...que em regiőes de escassa umidade do ar, geralmente muitos ovos năo eclodem, sendo recomendável 2 dias antes da data prevista para o nascimento, colocá-los por 5 minutos em água morna a 30 graus e molhar o ninho...
...que para evitar o canibalismo adicione óleo de girassol na farinhada dos filhotes após separá-los em voadeiras até o término da muda, na proporçăo de uma colher de sopra para um quilo de farinhada seca ou, se preferir, fornecer farinhada pronta existente no mercado especialmente preparada para esse fim...
...que os canários brancos ficam com a plumagem mais alva quando se banham em água com bicarbonato de sódio duas vezes por semana. Para um litro d'água colocar 2 gramas do produto e servir para o banho. Os canários devem secar na sombra e, no dia seguinte, ser colocados ao sol...
... que a vitamina E (anti-esterilidade) é essencial ŕ reproduçăo, que estimula a fertilidade no organismo do canário, seja macho ou fęmea ...
... que a mistura de semente deve ser a alimentaçăo básica do canário ...
... que é de suma importância que use apenas sementes frescas, porque as velhas, na realidade envenenarăo seu passarinho com as toxinas geradas pelo ranço e o mofo ...
... que o alpiste é pobre em proteínas, mas rico em carboidratos; e que estes carboidratos fornecem calorias para o corpo e săo a principal fonte de energia do canário ...
... que a colza é rica em proteínas e gorduras correlatos e contém carboidratos que săo ricos em vitamina A e mais facilmente digeríveis que os do alpiste ...
... que a gema de ovo é rica em vitamina A, bem como o óleo de fígado de bacalhau e o leite ...
... que o canário homozigoto é fácil de ser identificado se vocę observar a expressăo máxima de lipocromo que ele exibe no final das penas da cauda...
... que algumas pipocas que aparecem nos pés dos canários, ŕs vezes, săo causadas por picadas de mosquitos. É aconselhável colocar telas nas janelas e portas do seu criadouro...
... que os antigos criadores colocavam nas gaiolas de seus canários, pedaços de toucinho, na época da muda? Por alguma razăo os canários sentem necessidade um pouco maior de gordura nessa época. Hoje já existem no mercado farinhadas próprias para este período...
... que os canários de fator vermelho năo devem ser expostos ao sol até a data de concorrerem e se possível devem ser criados na parte menos iluminada do seu canaril e ainda que as penas das asas e cauda devem ser arrancadas para obterem uma melhor coloraçăo?...
... que segundo alguns veterinários, năo se deve colocar nas patas das aves, pomadas a base de vaselina, pois sendo originária do petróleo, a vaselina destrói a pele dos pássaros...
... que os canários brancos, sejam de qualquer raça, năo terăo chance de vencer, em qualquer concurso, se năo estiverem absolutamente limpos...
... que nos canários mosaicos năo é permitido o arrancar de penas que cobrem os encontros dos ombros, sob pena de desclassificaçăo...
... que se cruzarem dois canários muito oxidados (pés bem negros), os filhotes correm o risco de năo nascerem, o que ocasiona a morte dos filhotes, fator este conhecido como pele negra...
... que as unhas dos pássaros quando aparadas o deverăo ser com o máximo de cuidado para que năo se corte a veia e provoque uma hemorragia? Caso isso aconteça e vocę năo tenha a măo um coagulante, faça o seguinte: acenda um fósforo e o apague imediatamente. Encoste-o ainda quente no ferimento. Repita várias vezes até estancar o sangue...
... o uso de luz artificial na criaçăo já começa a ser questionado por alguns criadores. Eles acreditam que tal prática leva os canários a um estado de stress, tendendo para a criaçăo mais cedo, entrando em muda. O assunto é polęmico. Os meus dormem e amanhecem com luz natural. Aliás, tudo que contraria a natureza năo é bom...
... na sua rua, no seu bairro ou na sua cidade existem amendoeiras? Se existem observe-as. Quando as folhas avermelhadas caírem e começarem a surgir os brotos da nova folhagem, chegou a hora de acasalar seus canários...
... os canários que săo granívoros por excelęncia, transformam-se em ovívaros durante a reproduçăo e alimentam a prole com alimento regurgitado. Por isso, é essencial fornecer, principalmente nesse período, uma boa farinhada...
... os pássaros de cativeiro freqüentemente apresentam alguma caręncia alimentar. Por isso, é aconselhável dar-lhes compostos de vitaminas e minerais a fim de evitar graves descompensaçőes...
... lembrem-se que para concorrer com bons resultados, seus canários deverăo ter uma preparaçăo que vai do aparo das unhas até o banho, se possível, com sabăo de côco ou shampoo Jonhson infantil...
... vocę deseja saber se o seu pássaro é macho ou fęmea? Proceda da seguinte forma: Arranje uma agulha de aço, um pouco maiore mais grossa que a comum. Segure a ponta da linha e como um pęndulo deixe a agulha ficar a 2 cms das costas do pássaro que vocę deverá ter seguro na outra măo. Espere alguns segundos que a agulha começará a se movimentar. Caso ela se movimente no sentido perpendicular ao corpo do pássaro é macho se girar completando voltas é fęmea. Experimente. Dizem qua năo falha...
...vocę deseja formar um bom quarteto? Faça o seguinte: separa tręs fęmeas, do seu plantel, que possuam formas semelhantes e as acasale com um macho de boa qualidade. vocę irá conseguir ter filhotes muito semelhantes, o que lhe facilitará a tarefa...
... no período de repouso, que vai da pós muda até o acasalamento, năo exagere no uso da farinhada a fim de evitar que os pássaros engordem muito...
... se alguma fęmea do seu plantel, após a postura do ovo, pela manhă, fica no fundo da gaiola, mal podendo se movimentar, é porque, com certeza, vocę esqueceu de colocar na gaiola o pote com areia e farinha de ostra. O cálcio durante a criaçăo é fundamental. Evita o problema do ovo virado, que tanto ocorre durante esse período...
... se seus pássaros estăo frios, custando a aprontar ministre cinco gotas de uísque no bebedouro, durante tręs dias. É uma antiga prática dos criadores ingleses...
... misture querosene e álcool em partes iguais e pincele de quinze em quinze dias, as bandejas das gaiolas, as pontas dos poleiros e as molas dar portas. Isto lhe ajudará na prevençăo contra os piolhos, mas năo adquira querosene em vidros plásticos. O melhor é o da Petrobrás vendido em lata...
... para evitar que a fęmea arranque as penas do rabo e das asas do macho, na hora de fazer o ninho, amarre um barbante năo muito fino no teto da gaiola com as pontas caídas na altura do poleiro. Ela deixará o canário em paz e poupará mais saco de aninhagem...
... para saber como anda a “infestaçăo” de piolhos no seu canaril é só proceder da seguinte maneira: escolha 8 a 12 gaiolas em locais diferentes do criadouro e coloque a noite, uma banheira branca com água em baixo do canário dormindo. Pela manhă retirar o recipiente e examinar a água com uma lupa. Qualquer quantidade de piolhos encontrada será significativa e servirá como um alerta, para que medidas higięnicas sejam tomadas, e depressa...
... mensalmente administramos nos pés dos canários uma mistura em partes iguais de Glicerina Líquida, Benzoato de Benzila (Acarsan, Miticoçam, etc) e Tomicol (antimicótico humano), para prevenir ou tratar doenças dos pés e unhas dos canários. Um dia após este tratamento limpamos os pés dos canários com vinagre. Em caso de aparecerem escamas ou cracas, antes do tratamento acima utilizamos Pomada de Helmerich, ŕ base de solicilatos (funciona como esfoliativo).
Contribuiçăo de Júlio César Garcia, parcialmente retirada da Revista Pássaros n. 1 a 8 e Revista SOS 1995.
Fonte: Criadouro Kakapo
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domingo, 26 de julho de 2009
Tarefas dos Canaricultores ao longo dos meses de um ano.
Dezembro/Janeiro.
Efetuam-se as últimas crias. O que não se conseguiu até este mês, não adianta continuar a tentar, pois as fêmeas estão praticamente esgotadas pelo calor, pelo cansaço e pelo esforço da criação. Convém ir se preparando para a próxima muda, administrando para as fêmeas alimentação rica em vitaminas, aveia, etc. Terá que cuidar que a água seja abundante e fresca e que os alimentos brandos não cheguem a fermentar pelo calor. Cuidado com as mudanças bruscas do clima de verão.
Janeiro/Fevereiro.
Todos os utensílios que foram usados durante a época de cria, serão desinfetados corretamente e guardados para a próxima cria. Os exemplares deverão estar nas voadeiras ou gaiolões de emenda. Devemos observar o seu vigor e estado geral de saúde. A alimentação deve ser variada e rica em cálcio para que possam enfrentar o desgaste originado pela muda.
Fevereiro/Março.
Os canários estão em plena muda, não deveremos perder de vista, sobretudo, os últimos filhotes que são os mais débeis, assim como também os exemplares adultos, tratando de ajudá-los no transtorno da troca de penas, preservando-os das correntes de ar e mantendo uma abundante e variada alimentação.
Março/Abril.
Mês de pouca atividade. Os exemplares continuam nas voadeiras. Estarão em sua maioria com suas novas plumas, e com a muda terminando. Devemos começar a escolher os melhores filhotes.
Abril/Maio.
Começa o frio e deveremos aumentar na comida a porcentagem de alguns grãos oleaginosos (níger, cânhamo, etc.). Se iniciará a seleção dos pássaros que poderão ser candidatos a Concursos, colocando-os em gaiolas individuais.
Maio/Junho.
Chega o rigoroso inverno. A alimentação será mais forte, pois o organismo consome grande quantidade de calorias. Observaremos com mais detalhes os pássaros que selecionamos para exposição, mantendo-os em perfeita higiene.
Junho/Julho.
Mês de exposição. O canaricultor obterá o fruto de tudo o que sonhou, não devendo deixar-se levar por algum desengano, pois, em canaricultura sempre haverá o que aprender, e a melhor forma de fazê-lo é corrigindo os fracassos ocorridos. E quanto ao cuidado com os exemplares, seguiremos com a indicação dos meses anteriores, boa alimentação e preservação contra os rigores do inverno
Julho/Agosto.
Começaremos as tarefas da reprodução, serão selecionados, minuciosamente, os casais, observando que ambos os componentes se completem, de acordo com o que desejamos criar.
Agosto/Setembro.
Se o tempo ajudar, teremos fêmeas chocando e para meados do mês, os primeiros filhotes, a quem dispensaremos cuidados especiais, alimentação fresca e variada, abundante e nutritiva. Se tratará no possível, de não molestá-los, apesar de vigiar se constantemente, em momentos oportunos, se os pais tratam dos filhotes.
Setembro/Outubro.
A criação estará em pleno apogeu, e teremos filhotes emplumados e outros a sair dos ninhos, deveremos estar atentos ao comportamento dos pais, pois alguns machos mais fogosos molestam as fêmeas. Se isso ocorrer, deveremos então separá-los . Por outro lado, pode ocorrer que fêmeas arranquem penas dos filhotes, no seu afã de fazer novo ninho. Deveremos então separar os filhotes com uma grade, possibilitando a fêmea a continuar tratando dos filhotes, até que possam comer sozinhos.
Outubro/Novembro.
Neste mês, tendo em conta as indicações feitas para outubro, e quando a criação segue em pleno apogeu, se cuidará que as águas sejam frescas e que os alimentos não cheguem a fermentar, principalmente os brancos (pão com leite, etc.). Não devemos nos descuidar do fator higiene que é de suma importância a esta altura do ano, pois poderão aparecer piolhos e outros parasitos. Teremos que nos assegurar, também, que a noite os mosquitos não molestem os canários, pois estes visitantes noturnos trazem grandes transtornos.
Novembro/Dezembro.
Estaremos na terceira postura ou ninhada, alguns na quarta. Observaremos, como nos meses anteriores o estado dos alimentos e dos bebedouros. Todos os pássaros cevem estar protegidos do rigor do calor. Estaremos com os filhotes da primeira e segunda ninhadas nas voadeiras. Poremos atenção especial na prevenção contra piolhos para que não ataquem as fêmeas, que deverão estar extenuadas pelo esforço realizado.
De um modo sintetizado, analisamos as tarefas mais elementares de acordo com o mês calendário, os pormenores sobre acasalamentos, alimentação, preparação para exposições etc. etc. Boa sorte!!!
Efetuam-se as últimas crias. O que não se conseguiu até este mês, não adianta continuar a tentar, pois as fêmeas estão praticamente esgotadas pelo calor, pelo cansaço e pelo esforço da criação. Convém ir se preparando para a próxima muda, administrando para as fêmeas alimentação rica em vitaminas, aveia, etc. Terá que cuidar que a água seja abundante e fresca e que os alimentos brandos não cheguem a fermentar pelo calor. Cuidado com as mudanças bruscas do clima de verão.
Janeiro/Fevereiro.
Todos os utensílios que foram usados durante a época de cria, serão desinfetados corretamente e guardados para a próxima cria. Os exemplares deverão estar nas voadeiras ou gaiolões de emenda. Devemos observar o seu vigor e estado geral de saúde. A alimentação deve ser variada e rica em cálcio para que possam enfrentar o desgaste originado pela muda.
Fevereiro/Março.
Os canários estão em plena muda, não deveremos perder de vista, sobretudo, os últimos filhotes que são os mais débeis, assim como também os exemplares adultos, tratando de ajudá-los no transtorno da troca de penas, preservando-os das correntes de ar e mantendo uma abundante e variada alimentação.
Março/Abril.
Mês de pouca atividade. Os exemplares continuam nas voadeiras. Estarão em sua maioria com suas novas plumas, e com a muda terminando. Devemos começar a escolher os melhores filhotes.
Abril/Maio.
Começa o frio e deveremos aumentar na comida a porcentagem de alguns grãos oleaginosos (níger, cânhamo, etc.). Se iniciará a seleção dos pássaros que poderão ser candidatos a Concursos, colocando-os em gaiolas individuais.
Maio/Junho.
Chega o rigoroso inverno. A alimentação será mais forte, pois o organismo consome grande quantidade de calorias. Observaremos com mais detalhes os pássaros que selecionamos para exposição, mantendo-os em perfeita higiene.
Junho/Julho.
Mês de exposição. O canaricultor obterá o fruto de tudo o que sonhou, não devendo deixar-se levar por algum desengano, pois, em canaricultura sempre haverá o que aprender, e a melhor forma de fazê-lo é corrigindo os fracassos ocorridos. E quanto ao cuidado com os exemplares, seguiremos com a indicação dos meses anteriores, boa alimentação e preservação contra os rigores do inverno
Julho/Agosto.
Começaremos as tarefas da reprodução, serão selecionados, minuciosamente, os casais, observando que ambos os componentes se completem, de acordo com o que desejamos criar.
Agosto/Setembro.
Se o tempo ajudar, teremos fêmeas chocando e para meados do mês, os primeiros filhotes, a quem dispensaremos cuidados especiais, alimentação fresca e variada, abundante e nutritiva. Se tratará no possível, de não molestá-los, apesar de vigiar se constantemente, em momentos oportunos, se os pais tratam dos filhotes.
Setembro/Outubro.
A criação estará em pleno apogeu, e teremos filhotes emplumados e outros a sair dos ninhos, deveremos estar atentos ao comportamento dos pais, pois alguns machos mais fogosos molestam as fêmeas. Se isso ocorrer, deveremos então separá-los . Por outro lado, pode ocorrer que fêmeas arranquem penas dos filhotes, no seu afã de fazer novo ninho. Deveremos então separar os filhotes com uma grade, possibilitando a fêmea a continuar tratando dos filhotes, até que possam comer sozinhos.
Outubro/Novembro.
Neste mês, tendo em conta as indicações feitas para outubro, e quando a criação segue em pleno apogeu, se cuidará que as águas sejam frescas e que os alimentos não cheguem a fermentar, principalmente os brancos (pão com leite, etc.). Não devemos nos descuidar do fator higiene que é de suma importância a esta altura do ano, pois poderão aparecer piolhos e outros parasitos. Teremos que nos assegurar, também, que a noite os mosquitos não molestem os canários, pois estes visitantes noturnos trazem grandes transtornos.
Novembro/Dezembro.
Estaremos na terceira postura ou ninhada, alguns na quarta. Observaremos, como nos meses anteriores o estado dos alimentos e dos bebedouros. Todos os pássaros cevem estar protegidos do rigor do calor. Estaremos com os filhotes da primeira e segunda ninhadas nas voadeiras. Poremos atenção especial na prevenção contra piolhos para que não ataquem as fêmeas, que deverão estar extenuadas pelo esforço realizado.
De um modo sintetizado, analisamos as tarefas mais elementares de acordo com o mês calendário, os pormenores sobre acasalamentos, alimentação, preparação para exposições etc. etc. Boa sorte!!!
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Dez recomendações gerais para os canaricultores
1°) Não alimente seus canários com sementes, misturas e outras substâncias que não estejam garantidas por uma firma especializada em nutrição ornitológica.
2°) Use unicamente os medicamentos e antibióticos quando a enfermidade o requeira, e sempre nas doses mínimas indicadas.
3°) Não esqueça que a melhor medicação é a higiene e profilaxia já que é sempre bom prevenir do que remediar.
4°) Evite as trocas bruscas de temperatura, as correntes de ar e os excessos de calor (de calefação nos lugares frios) e a mudança de locais.
5°) Quando adquirir um canário procure que seja robusto e são, e da melhor qualidade possível, já que custa igual cuidar e alimentar a um exemplar vulgar que outro de primeira classe.
6°) Faça-se sócio de alguma Entidade Ornitológica, onde lhe fornecerão as Anilhas, que consideramos imprescindíveis para um canário de boa qual idade, ao mesmo tempo que entrará em contato com círculo de pessoas que como você, gostam e amam os pássaros.
7°) Use os inseticidas fabricados exclusivamente para pássaros e com garantia de especialistas em pequenos animais de estimação.
8°) Periodicamente administre corretores vitamínicos.
9°) Limpe e desinfete os comedores e bebedouros das gaiolas.
10°) Quando adquirir um novo exemplar não o misture, sem que antes tenha tido um período de observação e quarentena.
2°) Use unicamente os medicamentos e antibióticos quando a enfermidade o requeira, e sempre nas doses mínimas indicadas.
3°) Não esqueça que a melhor medicação é a higiene e profilaxia já que é sempre bom prevenir do que remediar.
4°) Evite as trocas bruscas de temperatura, as correntes de ar e os excessos de calor (de calefação nos lugares frios) e a mudança de locais.
5°) Quando adquirir um canário procure que seja robusto e são, e da melhor qualidade possível, já que custa igual cuidar e alimentar a um exemplar vulgar que outro de primeira classe.
6°) Faça-se sócio de alguma Entidade Ornitológica, onde lhe fornecerão as Anilhas, que consideramos imprescindíveis para um canário de boa qual idade, ao mesmo tempo que entrará em contato com círculo de pessoas que como você, gostam e amam os pássaros.
7°) Use os inseticidas fabricados exclusivamente para pássaros e com garantia de especialistas em pequenos animais de estimação.
8°) Periodicamente administre corretores vitamínicos.
9°) Limpe e desinfete os comedores e bebedouros das gaiolas.
10°) Quando adquirir um novo exemplar não o misture, sem que antes tenha tido um período de observação e quarentena.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
As Aves e a luz
É do conhecimento de todos os canaricultores que a luz desempenha um papel fundamental na saúde das aves. A luz e os seus ciclos (fotoperíodos) são usados por todos os animais para sincronizar os seus relógios biológicos. Os seus efeitos positivos não só ajudam a manter a saúde psicológica mas também permite a produção da Vitamina D-3. É conveniente dizer que os raios ultravioleta, responsáveis pela produção desta vitamina, não passam através dos cristais. O excesso de Vitamina D-3 (por exemplo: abuso no óleo de fígado de bacalhau) pode ser tóxico, pelo que as aves alojadas no exterior não necessitam de suplementos desta vitamina.
A fotoperiodicidade foi bastante estudada nas aves como meio para manipular o seu período de reprodução. O fotoperíodo é mais importante nos climas temperados onde a mudança nas horas é maior. Os animais que vivem nas zonas equatoriais têm uma variação de luz menor, aproximadamente de 20 minutos, no entanto os animais sentem esta mudança. Os fotoperíodos feitos nas épocas erradas ou quando se prolongam em demasia (aves na cozinha por exemplo) vão alterar os comportamento das aves.
Os avicultores vão manipular a duração das horas de sol por motivos claros:
- Aumentar a produção;
- Permitir que as crias façam a muda a tempo com o intuito de estarem prontos para as exposições.
Os canários necessitam no mínimo de 14 a 16 horas de luz para começar a criar. Com esta quantidade de luz é possível ter crias de forma correcta. Se o fotoperíodo sofrer uma grande alteração as aves podem parar de criar e começar uma muda prematura.
Há duas formas de manipular a duração do dia:
- Aumentar de forma gradual o número de horas a que os canários estão sujeitos: cada dia aumenta-se o número de minutos ao amanhecer e ao anoitecer. Normalmente só ao fim de meses é que se consegue ter aumentado 8 a 10 horas até às 15 horas desejadas. Aumentando 30 minutos por semana levará 10 semanas a atingir o número de horas pretendidas.
- Aumentando de imediato a duração do dia: de um dia passamos de 10 a 15 horas. Nesta situação as aves começam a criar ao fim de 3-4 semanas, no entanto existe a possibilidade de obter piores resultados: má fertilização na primeira postura. Observou-se que mais de 17 horas de luz os resultados são negativos.
O aumento gradual do número de horas é mais natural e oferece melhores resultados.
Para finalizar, é conveniente referir que são necessárias mais investigações para conhecer por completo todos os efeitos benéficos sobre a saúde das aves que o espectro solar têm.
Por Enrique Moreno Ortega, Veterinário especialista em aves
Tradução: Ivo Leite
A fotoperiodicidade foi bastante estudada nas aves como meio para manipular o seu período de reprodução. O fotoperíodo é mais importante nos climas temperados onde a mudança nas horas é maior. Os animais que vivem nas zonas equatoriais têm uma variação de luz menor, aproximadamente de 20 minutos, no entanto os animais sentem esta mudança. Os fotoperíodos feitos nas épocas erradas ou quando se prolongam em demasia (aves na cozinha por exemplo) vão alterar os comportamento das aves.
Os avicultores vão manipular a duração das horas de sol por motivos claros:
- Aumentar a produção;
- Permitir que as crias façam a muda a tempo com o intuito de estarem prontos para as exposições.
Os canários necessitam no mínimo de 14 a 16 horas de luz para começar a criar. Com esta quantidade de luz é possível ter crias de forma correcta. Se o fotoperíodo sofrer uma grande alteração as aves podem parar de criar e começar uma muda prematura.
Há duas formas de manipular a duração do dia:
- Aumentar de forma gradual o número de horas a que os canários estão sujeitos: cada dia aumenta-se o número de minutos ao amanhecer e ao anoitecer. Normalmente só ao fim de meses é que se consegue ter aumentado 8 a 10 horas até às 15 horas desejadas. Aumentando 30 minutos por semana levará 10 semanas a atingir o número de horas pretendidas.
- Aumentando de imediato a duração do dia: de um dia passamos de 10 a 15 horas. Nesta situação as aves começam a criar ao fim de 3-4 semanas, no entanto existe a possibilidade de obter piores resultados: má fertilização na primeira postura. Observou-se que mais de 17 horas de luz os resultados são negativos.
O aumento gradual do número de horas é mais natural e oferece melhores resultados.
Para finalizar, é conveniente referir que são necessárias mais investigações para conhecer por completo todos os efeitos benéficos sobre a saúde das aves que o espectro solar têm.
Por Enrique Moreno Ortega, Veterinário especialista em aves
Tradução: Ivo Leite
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Calendário do Criador
Tarefas dos CANARICULTORES ao longo dos meses de um ano.
Dezembro/Janeiro.
Efetuam-se as últimas crias. O que não se conseguiu até este mês, não adianta continuar a tentar, pois as fêmeas estão praticamente esgotadas pelo calor, pelo cansaço e pelo esforço da criação. Convém ir se preparando para a próxima muda, administrando para as fêmeas alimentação rica em vitaminas, aveia, etc. Terá que cuidar que a água seja abundante e fresca e que os alimentos brandos não cheguem a fermentar pelo calor. Cuidado com as mudanças bruscas do clima de verão.
Janeiro/Fevereiro.
Todos os utensílios que foram usados durante a época de cria, serão desinfetados corretamente e guardados para a próxima cria. Os exemplares deverão estar nas voadeiras ou gaiolões de emenda. Devemos observar o seu vigor e estado geral de saúde. A alimentação deve ser variada e rica em cálcio para que possam enfrentar o desgaste originado pela muda.
Fevereiro/Março.
Os canários estão em plena muda, não deveremos perder de vista, sobretudo, os últimos filhotes que são os mais débeis, assim como também os exemplares adultos, tratando de ajudá-los no transtorno da troca de penas, preservando-os das correntes de ar e mantendo uma abundante e variada alimentação.
Março/Abril.
Mês de pouca atividade. Os exemplares continuam nas voadeiras. Estarão em sua maioria com suas novas plumas, e com a muda terminando. Devemos começar a escolher os melhores filhotes.
Abril/Maio.
Começa o frio e deveremos aumentar na comida a porcentagem de alguns grãos oleaginosos (níger, cânhamo, etc.). Se iniciará a seleção dos pássaros que poderão ser candidatos a Concursos, colocando-os em gaiolas individuais.
Maio/Junho.
Chega o rigoroso inverno. A alimentação será mais forte, pois o organismo consome grande quantidade de calorias. Observaremos com mais detalhes os pássaros que selecionamos para exposição, mantendo-os em perfeita higiene.
Junho/Julho.
Mês de exposição. O canaricultor obterá o fruto de tudo o que sonhou, não devendo deixar-se levar por algum desengano, pois, em canaricultura sempre haverá o que aprender, e a melhor forma de fazê-lo é corrigindo os fracassos ocorridos. E quanto ao cuidado com os exemplares, seguiremos com a indicação dos meses anteriores, boa alimentação e preservação contra os rigores do inverno
Julho/Agosto.
Começaremos as tarefas da reprodução, serão selecionados, minuciosamente, os casais, observando que ambos os componentes se completem, de acordo com o que desejamos criar.
Agosto/Setembro.
Se o tempo ajudar, teremos fêmeas chocando e para meados do mês, os primeiros filhotes, a quem dispensaremos cuidados especiais, alimentação fresca e variada, abundante e nutritiva. Se tratará no possível, de não molestá-los, apesar de vigiar se constantemente, em momentos oportunos, se os pais tratam dos filhotes.
Setembro/Outubro.
A criação estará em pleno apogeu, e teremos filhotes emplumados e outros a sair dos ninhos, deveremos estar atentos ao comportamento dos pais, pois alguns machos mais fogosos molestam as fêmeas. Se isso ocorrer, deveremos então separá-los . Por outro lado, pode ocorrer que fêmeas arranquem penas dos filhotes, no seu afã de fazer novo ninho. Deveremos então separar os filhotes com uma grade, possibilitando a fêmea a continuar tratando dos filhotes, até que possam comer sozinhos.
Outubro/Novembro.
Neste mês, tendo em conta as indicações feitas para outubro, e quando a criação segue em pleno apogeu, se cuidará que as águas sejam frescas e que os alimentos não cheguem a fermentar, principalmente os brancos (pão com leite, etc.). Não devemos nos descuidar do fator higiene que é de suma importância a esta altura do ano, pois poderão aparecer piolhos e outros parasitos. Teremos que nos assegurar, também, que a noite os mosquitos não molestem os canários, pois estes visitantes noturnos trazem grandes transtornos.
Novembro/Dezembro.
Estaremos na terceira postura ou ninhada, alguns na quarta. Observaremos, como nos meses anteriores o estado dos alimentos e dos bebedouros. Todos os pássaros cevem estar protegidos do rigor do calor. Estaremos com os filhotes da primeira e segunda ninhadas nas voadeiras. Poremos atenção especial na prevenção contra piolhos para que não ataquem as fêmeas, que deverão estar extenuadas pelo esforço realizado.
De um modo sintetizado, analisamos as tarefas mais elementares de acordo com o mês calendário, os pormenores sobre acasalamentos, alimentação, preparação para exposições etc.
Dezembro/Janeiro.
Efetuam-se as últimas crias. O que não se conseguiu até este mês, não adianta continuar a tentar, pois as fêmeas estão praticamente esgotadas pelo calor, pelo cansaço e pelo esforço da criação. Convém ir se preparando para a próxima muda, administrando para as fêmeas alimentação rica em vitaminas, aveia, etc. Terá que cuidar que a água seja abundante e fresca e que os alimentos brandos não cheguem a fermentar pelo calor. Cuidado com as mudanças bruscas do clima de verão.
Janeiro/Fevereiro.
Todos os utensílios que foram usados durante a época de cria, serão desinfetados corretamente e guardados para a próxima cria. Os exemplares deverão estar nas voadeiras ou gaiolões de emenda. Devemos observar o seu vigor e estado geral de saúde. A alimentação deve ser variada e rica em cálcio para que possam enfrentar o desgaste originado pela muda.
Fevereiro/Março.
Os canários estão em plena muda, não deveremos perder de vista, sobretudo, os últimos filhotes que são os mais débeis, assim como também os exemplares adultos, tratando de ajudá-los no transtorno da troca de penas, preservando-os das correntes de ar e mantendo uma abundante e variada alimentação.
Março/Abril.
Mês de pouca atividade. Os exemplares continuam nas voadeiras. Estarão em sua maioria com suas novas plumas, e com a muda terminando. Devemos começar a escolher os melhores filhotes.
Abril/Maio.
Começa o frio e deveremos aumentar na comida a porcentagem de alguns grãos oleaginosos (níger, cânhamo, etc.). Se iniciará a seleção dos pássaros que poderão ser candidatos a Concursos, colocando-os em gaiolas individuais.
Maio/Junho.
Chega o rigoroso inverno. A alimentação será mais forte, pois o organismo consome grande quantidade de calorias. Observaremos com mais detalhes os pássaros que selecionamos para exposição, mantendo-os em perfeita higiene.
Junho/Julho.
Mês de exposição. O canaricultor obterá o fruto de tudo o que sonhou, não devendo deixar-se levar por algum desengano, pois, em canaricultura sempre haverá o que aprender, e a melhor forma de fazê-lo é corrigindo os fracassos ocorridos. E quanto ao cuidado com os exemplares, seguiremos com a indicação dos meses anteriores, boa alimentação e preservação contra os rigores do inverno
Julho/Agosto.
Começaremos as tarefas da reprodução, serão selecionados, minuciosamente, os casais, observando que ambos os componentes se completem, de acordo com o que desejamos criar.
Agosto/Setembro.
Se o tempo ajudar, teremos fêmeas chocando e para meados do mês, os primeiros filhotes, a quem dispensaremos cuidados especiais, alimentação fresca e variada, abundante e nutritiva. Se tratará no possível, de não molestá-los, apesar de vigiar se constantemente, em momentos oportunos, se os pais tratam dos filhotes.
Setembro/Outubro.
A criação estará em pleno apogeu, e teremos filhotes emplumados e outros a sair dos ninhos, deveremos estar atentos ao comportamento dos pais, pois alguns machos mais fogosos molestam as fêmeas. Se isso ocorrer, deveremos então separá-los . Por outro lado, pode ocorrer que fêmeas arranquem penas dos filhotes, no seu afã de fazer novo ninho. Deveremos então separar os filhotes com uma grade, possibilitando a fêmea a continuar tratando dos filhotes, até que possam comer sozinhos.
Outubro/Novembro.
Neste mês, tendo em conta as indicações feitas para outubro, e quando a criação segue em pleno apogeu, se cuidará que as águas sejam frescas e que os alimentos não cheguem a fermentar, principalmente os brancos (pão com leite, etc.). Não devemos nos descuidar do fator higiene que é de suma importância a esta altura do ano, pois poderão aparecer piolhos e outros parasitos. Teremos que nos assegurar, também, que a noite os mosquitos não molestem os canários, pois estes visitantes noturnos trazem grandes transtornos.
Novembro/Dezembro.
Estaremos na terceira postura ou ninhada, alguns na quarta. Observaremos, como nos meses anteriores o estado dos alimentos e dos bebedouros. Todos os pássaros cevem estar protegidos do rigor do calor. Estaremos com os filhotes da primeira e segunda ninhadas nas voadeiras. Poremos atenção especial na prevenção contra piolhos para que não ataquem as fêmeas, que deverão estar extenuadas pelo esforço realizado.
De um modo sintetizado, analisamos as tarefas mais elementares de acordo com o mês calendário, os pormenores sobre acasalamentos, alimentação, preparação para exposições etc.
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quinta-feira, 2 de julho de 2009
A ESCOLHA DO PLANTEL
Como possui vários tipos e cores de canários é recomendado ao iniciante a visita a criadouros e até mesmo a visitas em exposições antes da escolha. Ao escolher os canários, deverá pedir conselhos e orientação para criadores sobre tal escolha, decidir-se sobre o que irá criar, canários de cor ou porte.
No início, é bom começar com um mínimo de 2 casais e o máximo de 10 casais e é bom lembrar que os mais experientes criadores têm fêmeas de reserva, para eventuais problemas que podem aparecer durante a criação.
E aqui vão algumas dicas para uma boa escolha do plantel:
-O Canário deve estar demosntrando saúde, mudando sempre de posição;
-Os olhos devem estar vivos, brilhantes, alegres e bicos limpos;
-As penas devem estar coladas no corpo bem acentadas uma sob a outra;
-As fezes deve ser um pouco únida (urina) e ao mesmo tempo consistente;
-Os pés e pernas devem estar limpos e sem escamas;
-Soprar a cloaca e abdômem é bom para verificar alguns problemas, a pele deve estar uniforme e numa cor rosa-avermelhada, fora destas condições o pássaro deve ser refugado;
-A asa deve ser bem definida não pode sobre por uma sobre a outra, a cauda deve ser uniforme e terminar em forma de "M";
-Levar o pássaro ao ouvido para verificar a ausência de guinchos e chiados, na presená destes esta ave deve ser refugada;
-Adquirir sempre aves do ano, pois há alguns criadores que recomenda iniciar a criação com aves com mais de um a dois anos, principalmente as fêmeas por formarem bem a parte do aparelho reprodutor.
-Pedir ao criador que se adquirir a ave todas as informações sobre a ave, se é portador de fatores, etc.
Após adquirir as aves, é preciso aclimatá-las ao novo local, antes do acasalamento.
No início, é bom começar com um mínimo de 2 casais e o máximo de 10 casais e é bom lembrar que os mais experientes criadores têm fêmeas de reserva, para eventuais problemas que podem aparecer durante a criação.
E aqui vão algumas dicas para uma boa escolha do plantel:
-O Canário deve estar demosntrando saúde, mudando sempre de posição;
-Os olhos devem estar vivos, brilhantes, alegres e bicos limpos;
-As penas devem estar coladas no corpo bem acentadas uma sob a outra;
-As fezes deve ser um pouco únida (urina) e ao mesmo tempo consistente;
-Os pés e pernas devem estar limpos e sem escamas;
-Soprar a cloaca e abdômem é bom para verificar alguns problemas, a pele deve estar uniforme e numa cor rosa-avermelhada, fora destas condições o pássaro deve ser refugado;
-A asa deve ser bem definida não pode sobre por uma sobre a outra, a cauda deve ser uniforme e terminar em forma de "M";
-Levar o pássaro ao ouvido para verificar a ausência de guinchos e chiados, na presená destes esta ave deve ser refugada;
-Adquirir sempre aves do ano, pois há alguns criadores que recomenda iniciar a criação com aves com mais de um a dois anos, principalmente as fêmeas por formarem bem a parte do aparelho reprodutor.
-Pedir ao criador que se adquirir a ave todas as informações sobre a ave, se é portador de fatores, etc.
Após adquirir as aves, é preciso aclimatá-las ao novo local, antes do acasalamento.
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
Criar canários é um bom negócio?
A criação de canários, não foge à regra geral de qualquer outra atividade . Você nunca deve entrar nela pensando no lucro e sim na paixão que por ela você sente. Já vimos muitos criadores inverter os valores nesse sentido e depois de investir bastante pensando no lucro certo, descobrir que a coisa não é bem assim . O nosso sincero conselho nesse sentido é o de que você comece a criar canários pelo prazer que esta atividade representa. Com o tempo você irá descobrir sozinho se o seu trabalho é ou não bem sucedido e então poderá arriscar a aumentar a sua criação visando resultados mais ambiciosos. Você não pode se dedicar ao futebol porque Ronaldinho ficou milionário nem a pintar quadros porque os de Picasso custam uma fortuna. Certamente, a primeira coisa que essas pessoas descobriram, não foi o dinheiro que poderiam ganhar e sim o prazer que essas atividades lhes dava.
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sábado, 25 de abril de 2009
Genética
GENÓTIPO- O CONJUNTO DE CARACTERÍSTICAS VISÍVEIS E NÃO VISÍVEIS QUE CONSTITUEM O PATRIMÓNIO GENÉTICO DE UM CANÁRIO
FENÓTIPO- O CONJUNTO DE CARACTERÍSTICAS VISÍVEIS DE UM CANÁRIO
O FENÓTIPO É DETERMINADO PELO GENÓTIPO E PODE SER INFUENCIADO POR CONDIÇÕES DO MEIO AMBIENTE, ALIMENTAÇÃO, IDADE, DOENÇAS, ETC.

FENÓTIPO- O CONJUNTO DE CARACTERÍSTICAS VISÍVEIS DE UM CANÁRIO
O FENÓTIPO É DETERMINADO PELO GENÓTIPO E PODE SER INFUENCIADO POR CONDIÇÕES DO MEIO AMBIENTE, ALIMENTAÇÃO, IDADE, DOENÇAS, ETC.

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