Revista pássaros nro21/2000
A aclimataçăo é um fenômeno que atinge todos os pássarosrecentemente adquiridos ou capturados. Năo acontece unicamente com os pássarosindígenas ou alienígenas, mas também com todos os canários e nos mais diversosgraus.
Poderíamos defini-la como o período te o qual o pássaro sehabituará, gradativamente, ŕs suas novas condiçőes de vida: essencialmentealimentaçăo e habitat.
É evidente que é um período particularmente difícil para oorganismo do pássaro que está submetido ŕ:
- -um stress nervoso pelo fato de desapariçăo bruta! Dassuas condiçőes habituais de vida: tanto faz que seja de meio natural ouartificial.
- -um stress alimentar: especialmente quando se trata depássaros capturados; passagem ao regime de grăos secos para os granívoros ou aoregime de raçăo para os insetívoros, etc.
- -Um stress climático: sobretudo para as espéciestropicais com relaçăo ŕ temperatura e também ŕ intensidade e a duraçăo dailuminaçăo, ŕ umidade do ar, etc.
Constatamos desde já, que o problema da aclimataçăo écomplexo, uma vez que baseia-se em tręs componentes: meio ambiente, microfilmee alimentaçăo. É óbvio que a aclimataçăo será resolvida de acordo com cadacaso, dependendo da origem e condiçőes de cada pássaro adquirido.
Com relaçăo ŕ origem, podemos distinguir:
1.
1.
Pássaros de criaçăo, comprados diretamente no criador.
2.
Pássaros indígenas, capturados recentemente ou năo, porém que năo săo de criaçăo em gaiola.
3.
Pássaros exóticos importados, comprados diretamente do importador, sejam eles de criaçăo ou năo.
Qualquer que seja a providęncia do pássaro, impőe-se sempreuma quarentena, pois a nova aquisiçăo pode, talvez, ser portadora de germes semque a própria afetada demonstre e, portanto, sem marcas exteriores, ou porque amesma já foi tratada anteriormente ou mesmo porque seu organismo reagiuespontaneamente e venceu a infecçăo, transmitir estes germes a outros pássarosque estejam em contato.
De fato, todos os pássaros, como todos os seres vivos, săoportadores de germes microbianos ou viróticos, algumas vezes parasitários.Trata-se, geralmente, de germes banais tais como: colibacilos, salmonelas, etc.
Quando um pássaro goza de boa saúde, o número destes germespermanece numa taxa que năo acarreta preocupaçăo, entretanto se o organismo,por qualquer motivo se debilita, resfriamento ou deficięncia alimentar,esgotamento ou por numerosas posturas ou por viagens prolongadas, stress deaclimataçăo, etc., os mecanismos de defesa interna ficam enfraquecidos e nesseinstante os germes podem multiplicar-se de maneira desordenada infestando todoo organismo, ocasionando assim a doença que traduzir-se-á por sintomasespecíficos se for um só tipo de germe, ou por múltiplos sintomas se forocasionado pela multiplicaçăo de várias espécies de germes, dando lugar a umadoença polimicrobiana de diagnóstico muito difícil. Geralmente é esta últimahipótese que ocorre.
Repetindo, se o pássaro está com boa saúde, e entendemos porboa saúde, que năo lhe falta nada para assegurar o bom funcionamento de todosos seus aparelhos, os germes banais permanecem a uma taxa aceitável e oorganismo năo é em nada afetado, portanto năo é a presença de um microorganismoou de um parasita qualquer que é o responsável pelas doenças numa criaçăo. É oque acontece na natureza, os pássaros văo constantemente beber em poças deágua, que sabemos săo verdadeiras culturas de microorganismos e parecem năoserem afetados, uma vez que possuem já as defesas naturais e o equilíbrio dosparasitas.
Ŕ guisa de conclusăo, é preciso percebermos que qualquerpássaro que for introduzido em nosso criadouro, seja ele vindo do melhorambiente e condiçăo possíveis, sempre vai trazer consigo algo de diversos,parasitas e microorganismos diferentes dos existentes em nossos pássaros.Também é importante percebermos que nossa forma de alimentaçăo, tipo de alimentaçăo, local, etc., sendo outros que năo os já acostumados pelo exemplaradquirido poderá afetar suas condiçőes físicas e propiciar o aparecimento dealguma doença. Portanto, uma quarentena e fortificantes sempre se impőe a todae qualquer nova aquisiçăo.
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domingo, 16 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Amas Secas Quando, como e porque usar?
Sensibilidade e tecnologia. Estes são sem duvida os dois grandes ingredientes que levam um criador ao sucesso.
Considerando que a nossa atividade é uma arte, resulta extremamente importante aplicarmos todo o nosso conhecimento junto com uma sensibilidade, para na hora de escolhermos os nossos reprodutores e formarmos os casais, conseguirmos o maior proveito possível do material genético disponível, de tal forma que o produto final seja filhotes de excelente qualidade, a tal ponto de se destacarem na hora dos concursos.
Devemos aliar a nossa sensibilidade, um máximo de tecnologia, no manejo, instalações, alimentação, etc. de forma a que possamos obter também sucesso na produção e cuidado dos filhotes.
No campo tecnológico em todas as áreas da zootécnica ocorre avanços verdadeiramente expressivos no que a reprodução se refere. Uma descoberta por todos conhecida de extremo valor, é a inseminação artificial, que permite multiplicar incrivelmente a prole de certos exemplares machos de alto valor genético. Desta forma consegue-se multiplicar muito velozmente as qualidades de um exemplar excepcional. Nós criadores de pássaros ainda não dispomos de técnicas que permitam essa pratica, mas em várias espécies podemos utilizar a poligamia com os melhores machos, de forma a obtermos maior quantidade de filhotes dos melhores machos dos nossos planteis.
Uma descoberta mais recente mas não menos interessante, é a transferência embrionária, que consiste resumidamente em estimular a ovulação de fêmeas de alto padrão, fecundar esses ovos e transferir os embriões para "amas-secas" de inferior qualidade que terão como única tarefa de criar esses filhotes de alto padrão. Desta forma, multiplica-se de maneira significativa o número descendentes de fêmeas excepcionais.
Esta tecnologia representa uma ovulação impressionante na qualidade de planteis, chegando a resultados surpreendentes num período de tempo muito reduzido.
Existe na ornitologia um exemplo típico desta prática, que é a cria do Diamante de Gold, utilizando Manons como "amas-secas".
Em canaricultura, o uso de amas secas permite, da mesma forma, que a possamos obter maior número de ninhadas daquelas fêmeas que mais nos interessam, desde que se utilizem uma manejo adequado e cuidadoso.
COMO FAZER UM PLANTEL DE "AMAS-SECAS"
As "amas-secas" devem ser fêmeas de excelente desempenho como criadeiras, independentemente da sua beleza. Como isto é recomendável que formemos um verdadeiro plantel com as mesmas, no qual o único critério será o comportamento reprodutivo. Quando avaliamos o comportamento reprodutivo das amas-secas, não nos referimos unicamente ao fato de alimentarem bem os filhotes, mas também a ausência de qualquer desvio comportamental.
Desta forma serão eliminadas as fêmeas que rejeitem o anel, ou arranquem as penas dos filhotes, etc.
Em nosso canaril, iniciamos a experiência a três anos atrás, com cinco fêmeas sem raças definidas, filhas de um casal de excepcional qualidade reprodutora, que nos foram presenteados por um criador amigo. Logo no primeiro ano eles tiveram um desempenho formidável como criadeiras e das duas melhores, obtivemos filhotes para aumentar o número de amas-secas para o ano seguinte. Desta forma, temos sucessivamente aumentado o número de fêmeas sempre tirando filhotes das melhores "tratadeiras". Resulta extremamente importante quando tiramos filhotes de amas-secas, que utilizemos machos filhos de fêmeas excepcionais criadeiras, para passar para os filhos essas qualidades.
O MANEJO
Diferentes de outras espécies ( Diamante de Gold, por exemplo ), no caso específico da cria de canários, temos observado que certos cuidados devem ser tomados, principalmente no que se refere a evitar o desgaste das fêmeas cujos ovos são retirados para provocar uma nova postura.
Quando esta prática é aplicada com freqüência com a mesma fêmea, ela muitas vezes se mostra desgastada, diminuindo o número de ovos das posturas ou demorando muito para iniciar uma nova postura. Desta forma, quando retiramos os ovos de uma ninhada, deixamos que ela mesmo crie os filhotes da próxima, para retirar os ovos da seguinte e assim sucessivamente.
Desta forma, consideramos que um número excessivo de amas secas, seja contraproducente, diminuindo a produção em termos quantitativos.
Considerando um número razoável de amas secas pode oscilar o 10% do total das fêmeas utilizadas.
O manejo propriamente dito é muito simples. Controlamos a fertilidade das aves com 10 dias de choco, e transferimos os ovos cheios das fêmeas de maior interesse nesse mesmo dia, retirando o ninho para que ela "perca o choco", e recolhendo o mesmo, em dois dias, para reiniciar a postura.
OUTRAS VANTAGENS
Além da possibilidade de obtermos maior prole mais numerosa de melhores fêmeas do nosso plantel, consideramos que as amas secas, por serem relacionadas pela sua qualidade para tratar os filhotes, nos oferecem garantia de sucesso no desenvolvimento dos filhos das nossas melhores reprodutoras.
Por outro lado, também utilizando as "amas-secas" para testar a fertilidade dos machos do plantel que oferecem dúvidas. Assim, quando, um macho de qualidade não "enche ovos" numa ninhada, colocamos o mesmo com uma ama-seca para testar novamente a sua fertilidade, sem riscos. Quando o mesmo começa a fecundar ovos, ele é reintroduzido no plantel.
O tema é interessante, alguns aprovam esta pratica e outros não. Nós tentamos, aprovamos e esperamos ter contribuindo para que você tire suas próprias conclusões. Boa Sorte !!!
Álvaro Blasina
Juiz da OBJO/COM
Considerando que a nossa atividade é uma arte, resulta extremamente importante aplicarmos todo o nosso conhecimento junto com uma sensibilidade, para na hora de escolhermos os nossos reprodutores e formarmos os casais, conseguirmos o maior proveito possível do material genético disponível, de tal forma que o produto final seja filhotes de excelente qualidade, a tal ponto de se destacarem na hora dos concursos.
Devemos aliar a nossa sensibilidade, um máximo de tecnologia, no manejo, instalações, alimentação, etc. de forma a que possamos obter também sucesso na produção e cuidado dos filhotes.
No campo tecnológico em todas as áreas da zootécnica ocorre avanços verdadeiramente expressivos no que a reprodução se refere. Uma descoberta por todos conhecida de extremo valor, é a inseminação artificial, que permite multiplicar incrivelmente a prole de certos exemplares machos de alto valor genético. Desta forma consegue-se multiplicar muito velozmente as qualidades de um exemplar excepcional. Nós criadores de pássaros ainda não dispomos de técnicas que permitam essa pratica, mas em várias espécies podemos utilizar a poligamia com os melhores machos, de forma a obtermos maior quantidade de filhotes dos melhores machos dos nossos planteis.
Uma descoberta mais recente mas não menos interessante, é a transferência embrionária, que consiste resumidamente em estimular a ovulação de fêmeas de alto padrão, fecundar esses ovos e transferir os embriões para "amas-secas" de inferior qualidade que terão como única tarefa de criar esses filhotes de alto padrão. Desta forma, multiplica-se de maneira significativa o número descendentes de fêmeas excepcionais.
Esta tecnologia representa uma ovulação impressionante na qualidade de planteis, chegando a resultados surpreendentes num período de tempo muito reduzido.
Existe na ornitologia um exemplo típico desta prática, que é a cria do Diamante de Gold, utilizando Manons como "amas-secas".
Em canaricultura, o uso de amas secas permite, da mesma forma, que a possamos obter maior número de ninhadas daquelas fêmeas que mais nos interessam, desde que se utilizem uma manejo adequado e cuidadoso.
COMO FAZER UM PLANTEL DE "AMAS-SECAS"
As "amas-secas" devem ser fêmeas de excelente desempenho como criadeiras, independentemente da sua beleza. Como isto é recomendável que formemos um verdadeiro plantel com as mesmas, no qual o único critério será o comportamento reprodutivo. Quando avaliamos o comportamento reprodutivo das amas-secas, não nos referimos unicamente ao fato de alimentarem bem os filhotes, mas também a ausência de qualquer desvio comportamental.
Desta forma serão eliminadas as fêmeas que rejeitem o anel, ou arranquem as penas dos filhotes, etc.
Em nosso canaril, iniciamos a experiência a três anos atrás, com cinco fêmeas sem raças definidas, filhas de um casal de excepcional qualidade reprodutora, que nos foram presenteados por um criador amigo. Logo no primeiro ano eles tiveram um desempenho formidável como criadeiras e das duas melhores, obtivemos filhotes para aumentar o número de amas-secas para o ano seguinte. Desta forma, temos sucessivamente aumentado o número de fêmeas sempre tirando filhotes das melhores "tratadeiras". Resulta extremamente importante quando tiramos filhotes de amas-secas, que utilizemos machos filhos de fêmeas excepcionais criadeiras, para passar para os filhos essas qualidades.
O MANEJO
Diferentes de outras espécies ( Diamante de Gold, por exemplo ), no caso específico da cria de canários, temos observado que certos cuidados devem ser tomados, principalmente no que se refere a evitar o desgaste das fêmeas cujos ovos são retirados para provocar uma nova postura.
Quando esta prática é aplicada com freqüência com a mesma fêmea, ela muitas vezes se mostra desgastada, diminuindo o número de ovos das posturas ou demorando muito para iniciar uma nova postura. Desta forma, quando retiramos os ovos de uma ninhada, deixamos que ela mesmo crie os filhotes da próxima, para retirar os ovos da seguinte e assim sucessivamente.
Desta forma, consideramos que um número excessivo de amas secas, seja contraproducente, diminuindo a produção em termos quantitativos.
Considerando um número razoável de amas secas pode oscilar o 10% do total das fêmeas utilizadas.
O manejo propriamente dito é muito simples. Controlamos a fertilidade das aves com 10 dias de choco, e transferimos os ovos cheios das fêmeas de maior interesse nesse mesmo dia, retirando o ninho para que ela "perca o choco", e recolhendo o mesmo, em dois dias, para reiniciar a postura.
OUTRAS VANTAGENS
Além da possibilidade de obtermos maior prole mais numerosa de melhores fêmeas do nosso plantel, consideramos que as amas secas, por serem relacionadas pela sua qualidade para tratar os filhotes, nos oferecem garantia de sucesso no desenvolvimento dos filhos das nossas melhores reprodutoras.
Por outro lado, também utilizando as "amas-secas" para testar a fertilidade dos machos do plantel que oferecem dúvidas. Assim, quando, um macho de qualidade não "enche ovos" numa ninhada, colocamos o mesmo com uma ama-seca para testar novamente a sua fertilidade, sem riscos. Quando o mesmo começa a fecundar ovos, ele é reintroduzido no plantel.
O tema é interessante, alguns aprovam esta pratica e outros não. Nós tentamos, aprovamos e esperamos ter contribuindo para que você tire suas próprias conclusões. Boa Sorte !!!
Álvaro Blasina
Juiz da OBJO/COM
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Artigos - Reprodução
CONCEITOS TÉCNICOS E ACASALAMENTOS
Revista CCCJ 2004
Inicialmente convém fazermos um estudo profundo a respeito dos acasalamentos, bem como os conceitos técnicos que muito ajudarão os iniciantes. Comecemos pêlos canários de cor clássica.
Denominaremos esta classificação de "cores bases" para os fatores mutantes, ou seja cores novas porque estes gens surgiram superpostos àquelas cores chamadas de clássicas. Daí a importância de conhecê-las em profundidade.
É conhecido que existem duas linhas de canários roller de cor: a) linha clara; b) linha escura. A linha clara se subdivide em linha clara com fator (vermelho) e linha clara sem fator. Compõem a primeira linha: 1)Vermelhos (intensos e nevados); 2) Mosaicos. A estes superpõem-se as denominadas cores novas, os albinos, acetinados e o marfim.
Compõem a linha clara sem fator:
1 -Brancos dominantes
2 - Brancos recessivos
3 - Amarelos (intensos e nevados)
4 - Amarelos mosaicos
Superpondo-se a estes fatores, teremos segundo a localização oficial:
1 - Albinos dominantes (branco dominante de olho vermelho).
2 - Albinos recessivos (branco recessivo de olho vermelho)
3 - Lutinos intenso e nevados e, ainda, mosaicos (são os amarelos ditos acima também portadores de olho vermelho nítido). Todos os gens mencionados acima poderão estar geneticamente ligados ou não ao sexo e assim serão INOS ou ACETINADOS, mas sempre sob a nomenclatura exposta.
A subespécie linha escura de cor clássica também vai subdividir-se em duas linhas:
a) com fator;
b) sem fator.
Alinha escura com fator vermelho, pela ordem de dominância, tem-se:
1 -Cobres
2-Ágatas
3-Canelas
4 - Isabelinos (Intensos ou nevados)
Sem fator:
1 - Verdes, intensos e nevados
2 - Azuis
3 - Ágatas amarelos, intensos, nevados e prateados
4 - Canelas amarelos, intensos, nevados e prateados
5 - Isabelinos amarelos, intensos, nevados e prateados.
A estas cores é acrescida a nomenclatura de cores novas que irá modificar-lhes os fenótipos, tais como: os inos, lutinos, acetinados, etc...
Para a caracterização e o acasalamento é necessário e imprescindível conhecer os seus caracteres básicos e conceitos técnicos e genéticos, para o perfeito entendimento no manejo dos
acasalamentos correios e, por outro lado sabe-se como atuam as cores novas sobre clássicas.
Assim, é preciso saber o que é um caráter dominante, recessivo, livre, ligado ao sexo, lipocromo, pigmento, melânico, eumelanina, feomelanina, melânicos oxidados, melânicos diluídos, fenótipo, genótipo, etc.
O caráter dominante como a própria expressão informa é aquele pelo qual domina a qualquer outro e não deixa influenciar, isto é, o caráter dominante não permite que apareça prole de carater diverso. Este prole diverso é chamado de dominado e que fica latente, podendo vir a se exteorizar. Exemplificando, o verde homozigoto é denominado sobre as demais cores, isto é, se for acasalado um verde macho com uma fêmea canela, ágata, isabel: toda prole será de verdes. Como se vê, não permite que nesta prole apareça outra cor senão o verde; por isso é dominante. E o fator dominado onde está? Estará latente nos filhotes machos desse acasalamento que recasados farão surgir a cor diversa.
Este conceito é importantíssimo para os acasalamentos.
HOMOZIGOTO é o canário que porta em seus dois gametas os mesmos fatores pigmentários. Em outras palavras, que seus ascendentes sejam iguais.
Assim usando estes conceitos, sabe-se que o verde domina o ágata, o canela e o Isabel; e o canela é dominante sobre o isabel. Substituindo-se o verde pelo cobre, tem-se a mesma linha de dominância nos canários com fator vermelho.
RECESSIVO é um gen que para se exteriorizarem sua descendência é preciso que exista em dupla dose e com relação à carga genética, não é ligada ao sexo. Em outras palavras, para surgir na plumagem dos descendentes é necessário que este gen esteja presente tanto no macho como na fêmea, ainda que, pelo menos, sejam ambos portadores. Como exemplo, os canários recessivos em geral, os opais, etc...
LIVRE é o gen que surge quando existir outro da natureza diversa, como o fator limão, asagris e até mesmo o mosaico, no entender de muitos.
LIGADO AO SEXO entende-se que a carga genética contida no cromossomo sexual capaz de determinar o sexo, a pigmentação como ocorre com os fatores marfim, pastel, acetinado e alguns canários (cores) de linha escura, com relação aos seus pigmentos melânicos.
Assim, um macho ligado ao sexo dará obrigatoriamente qualquer que seja a cor da fêmea todas as fêmeas de sua descendência iguais ao gen do pai.
Lipocromo é o pigmento amarelo ou vermelho existente na plumagem do canário. É um processo biológico de transformação dos elementos que se opera no organismo desses seres provocando a coloração da plumagem.
Pigmento melânico é a coloração negro-marrom existente no dorso, nas asas e em outras partes do corpo dos canários.
Eumelanina é o pigmento negro.
Feomelanina é o pigmento marrom.
Melânicos oxidados são os pigmentos verde-marrom e marrom, cobre no primeiro caso, e canelados, no segundo.
Melânicos deluidos são os que possuem a eumelanina e a feomelanina diluídas, os ágatas e isabelinos.
Fenótipos são os caracteres externos visíveis e que caracterizam o espécime.
Genótipo é a constituição genética de quaisquer seres vivos não perceptível pelo exame visual.
Memorizados os conceitos acima, fácil será a aplicação técnica e correia nos acasalamentos.
Pode-se, assim, fixar algumas regras para acasalamentos técnicos e corretos:
1) Acasalar melânicos oxidados entre si, isto é, cobre com cobre, canela com canela e cobre com canela.
2) Acasalar melânicos diluídos também entre si: ágata com ágata, isabel com isabel e isabel com ágata.
3) NÃO ACASALAR melânicos oxidados com melânicos diluídos que tendem a reproduzir pássaros atípicos, tais como, ágatas que se confundem com cobre e isabelinos que se parecem canelas.
Estes dois casos não pertencem a nenhuma categoria. Daí as desclassificações certa nos concursos, com raríssimas exceções.
4) NÃO ACASALAR pássaros de linhas desiguais.
Com bases nesses conceitos, formulamos a seguir relação de acasalamentos certos e correios, bem como resultados dos mesmos:
LINHA CLARA:
Branco dominante X Branco dominante, alto índice de prole branca, independentemente do sexo.
Excepcionalmente, sobrevêm amarelos, os quais deverão ser mantidos pois reacasalados com branco darão maior índice de brancos, além de fortificarem a descendência, porque os amarelos
são pássaros mais fortes e resistentes que os brancos.
Branco dominante X Amarelo - teoricamente, à exceção do descrito acima, darão 50% de brancos e 50% de amarelos independentemente de sexo. Este acasalamento é preferível ao anterior porque se evita o enfraquecimento da prole bem como previne em possível fator letal (morte prematura do embrião ou logo após o nascimento).
Amarelo X Branco dominante - idem acima.
O fator amarelo em ambos os casos poderá ser intenso ou nevado;
usando-se o intenso aparecerá na prole amarelos intensos e brancos de empenação melhor (chamados pena dura).
Branco recessivo X Branco recessivo - 100% de Brancos recessivos com raras exceções.
Desaconselha-se este acasalamento porque pode ocorrer o fator letal.
Branco recessivo X Amarelo comum - predominância dos amarelos independente de sexo, mas todos serão portadores de branco recessivo.
Amarelo comum X Branco recessivo - idem acima.
Branco recessivo X Amarelo portador de branco recessivo - 50% de brancos recessivos e 50% de amarelos portadores de branco recessivo, todos independentes de sexo.
Se o amarelo for descendente de branco recessivo X Branco recessivo haverá predominância do branco recessivo.
Amarelo portador de branco recessivo X Branco recessivo - idem acima.
Vermelho intenso X Vermelho nevado, ou vice-versa - 50% de intensos e nevados independentes de sexo.
Mosaico X Mosaico - 100% de mosaicos.
LINHA ESCURA:
Cobre X Cobre - 100% de cobre.
Cobre X Canela ou Canela X Cobre - 50% de cobres e 50% de canelas independentes de sexo.
Canela X Canela - 100% de canelas.
Macho ágata X Fêmea Isabel - machos ágatas e fêmeas Isabel. Se o macho for homozigoto, isto é, de origem Ágata X Ágata; se for de origem isabel a prole será de ágatas e isabelinos, independente de sexo.
Macho isabel X Fêmea ágata - machos ágatas e fêmeas isabel.
Obs.: O macho isabel é sempre homozigoto, ainda que seja de origem ágata em face de sua constituição genética.
Macho ágata X Fêmea ágata - 100% de ágatas, caso o macho seja homozigoto, pois do contrário só poderá portar isabel o qual poderá surgir na descendência.
Isabel X Isabel - 100% de isabelinos.
LINHA ESCURA SEM FATOR:
Macho verde X Fêmea verde - 100% de verdes.
Macho verde X Fêmea azul - 50% de cada cor, independentes de sexo.
Com relação aos ágatas, isabelinos e canelas proceder-se-á conforme a descrição dos acasalamentos com fator, seguindo-se as mesmas regras.
Não deve ser esquecidos que, afora os prateados e brancos, só se deve acasalar intenso com nevado; nunca nevado com nevado. E, em excepcionais condições, intenso com intenso, mas um deles deverá ter pena macia ou mole e shimmel para se evitar uma série de problemas, especialmente de empenação.
Todos os acasalamentos descritos são técnicos e certos e poderão ser seguidos à risca sem quaisquer problemas.
Entretanto em última instância, poderá recorrer-se a acasalamentos atípicos e, por isso, vai-se descrever uma série de acasalamentos que são desaconselháveis. Também seus resultados com relação à linha escura, porque não se deve nem por experiência fugir da técnica descrita nos acasalamentos de linha clara.
Sabemos que, pelo conceito de dominância, os canários melânicos oxidados dominam os de melanina diluída, isto é, o fator de diluição. Aplicando-se esta regra, um verde (homozigoto) acasalado com fêmeas canela, ágata ou isabel, toda prole será de verdes, portanto os filhotes, os machos, serão portadores de canela, ágata ou isabel que, recasados, farão aqueles fatores
dominados.
Este mesmo verde acasalado com fêmeas isabelinas, canela e ágatas prateadas, fundo branco, a descendência será de verdes ou azuis, não havendo contrariedade à regra enunciada, porque o azul é um fator oxidado.
Troquemos o macho verde pelo azul e usemos as fêmeas isabel, ágata ou canelas prateados, o resultado é o mesmo. Observando a mesma regra, toda descendência será de machos e fêmeas verdes ou azuis.
Está se percebendo que todo o segredo está na ciência que aponta o macho como responsável de quase todo o enigma, isto porque é nele que se concentra grande parte da carga genética.
Vejamos outros resultados de acasalamentos:
Macho ágata amarelo X Fêmea verde - machos verdes e fêmeas ágatas.
Todos amarelos.
Macho ágata amarelo X Fêmea azul - machos verdes ou azuis e fêmeas ágatas prateadas.
Macho ágata amarelo X Fêmea canela amarela - machos verdes e fêmeas ágatas amarelas.
Macho canela amarelo X Fêmea verde - machos verdes e fêmeas canelas.
Macho canela amarelo X Fêmea azul - machos azuis e verdes e fêmeas canelas amarelas prateadas.
Macho canela amarelo X Fêmea ágata amarela - machos verdes e fêmeas amarelas.
Macho canela amarelo X Fêmea isabel amarelo - machos e fêmeas canelas.
Macho isabel amarelo X Fêmea verde - machos verdes e fêmea isabel.
Obs.: Os machos deste acasalamento serão portadores não só do fator dominado (isabel), como também de ágata e canela.
Macho isabel amarelo X Fêmea azul - machos verdes ou azuis e fêmeas isabel prateada.
Macho isabel amarelo X Fêmea canela amarela - machos e fêmeas isabel todos amarelos.
Com relação aos canários de fundo branco os resultados serão os mesmos. Basta trocar o fator amarelo pelo prateado, serão todos prateados com raras exceções se acasalarmos prateado com prateado.
LINHA ESCURA COM FATOR
Macho cobre X Fêmea isabel - machos e fêmeas cobres.
Obs.: Os machos deste acasalamento serão portadores de isabel.
Macho cobre X Fêmea ágata - machos e fêmeas cobre.
Obs.: Os machos serão portadores de ágata.
Macho canela X Fêmea isabel - machos e fêmeas canela.
Obs.: Os machos serão portadores de isabel e toda descendência poderá ou melhor, deverá ser atípica.
Macho canela X Fêmea ágata - machos cobre e fêmeas canela ou ágata.
Obs.: Todos os machos serão portadores, além de ágata, de canela e isabel e deverão ser atípicos confundindo-se ente si os cobres e ágatas.
Macho isabel X Fêmea canela - machos canelas e fêmeas isabel, também serão atípicos.
Macho isabel X Fêmea cobre - machos cobres e fêmeas isabel. Do mesmo modo serão atípicos, entretanto os machos portarão ágata, canela e isabel.
Macho ágata X Fêmea canela - machos cobres e fêmeas ágatas. Os machos serão portadores de ágatas, canela e isabel e terão os mesmos problemas ja descritos.
Macho ágata X Fêmea cobre - machos cobres e fêmeas ágatas. Os machos serão portadores de ágata com os mesmos problemas já apontados.
Ai estão esgotados as combinações possíveis e seus resultados, lembrando novamente que esses machos enunciados são homozigotos (hereditários puros) e que não se deve recorrer a esses acasalamentos porque não são técnicos e representam uma regressão.
Convém, finalmente dizer que os produtos dos acasalamento acima realçados não darão o mesmo resultado descrito, pois a sua constituição genética virá modificada.
Entretanto se for usado um desses produtos, deve-se fazê-lo dentro das técnicas enunciadas inicialmente.
TABELA RESUMIDA DE ACASALAMENTO
Branco Dominante x Amarelo Nevado
Amarelo Intenso x Amarelo Nevado
Amarelo Mosaico x Amarelo Mosaico
Vermelho Intenso x Vermelho Nevado
Vermelho Mosaico x Vermelho Mosaico
Cobre Intenso x Cobre Nevado
Canela Prateado x Canela Amarelo
Canela Intenso x Canela Nevado
Ágata Prateado x Ágata Amarelo
Ágata Intenso x Ágata Nevado
Isabelino Prateado x Isabelino Amarelo
Isabelino Intenso x Isabelino Nevado
Azul Dominante x Verde
Verde Intenso x Verde Nevado
ACASALAMENTO DE CANÁRIOS LIGADOS
PASTEL - MARFIM - ACETINADO
MACHOS X FÊMEAS
Puro Pura = Machos e Fêmeas Puras
Portador Pura = 25% Fêmeas Puras
25% Fêmeas Normais
25% Machos Puros
25% Machos Portadores
Normal Pura = Machos Portadores
Portador Normal = Fêmeas Normais
25% Fêmeas Puras
25% Fêmeas Normais
25% Machos Normais
25% Machos Portadores
ACASALAMENTO DE CANÁRIOS RECESSIVOS
BRANCO RECESSIVO - OPAL - INOS
MACHOS X FÊMEAS
Puro Pura = Machos e Fêmeas Puras
Portador Pura = 50% Machos e Fêmeas
50% Portadores Machos e Fêmeas
Normal Pura = 100% Portadores Machos e Fêmeas
Puro Portadora = 50% Puros Machos e Fêmeas
50% Portadores Machos e Fêmeas
Portador Portadora = 25% Puros Machos e Fêmeas
50% Portadores Machos e Fêmeas
25% Normais Machos e Fêmeas
Normal Portadora = 50% Portadores Machos e Fêmeas
50% Normais Machos e Fêmeas
Puro Normal = 100% Portadores Machos e Fêmeas
Portador Normal = 50% Portadores Machos e Fêmeas
50% Normais Machos e Fêmeas
Inicialmente convém fazermos um estudo profundo a respeito dos acasalamentos, bem como os conceitos técnicos que muito ajudarão os iniciantes. Comecemos pêlos canários de cor clássica.
Denominaremos esta classificação de "cores bases" para os fatores mutantes, ou seja cores novas porque estes gens surgiram superpostos àquelas cores chamadas de clássicas. Daí a importância de conhecê-las em profundidade.
É conhecido que existem duas linhas de canários roller de cor: a) linha clara; b) linha escura. A linha clara se subdivide em linha clara com fator (vermelho) e linha clara sem fator. Compõem a primeira linha: 1)Vermelhos (intensos e nevados); 2) Mosaicos. A estes superpõem-se as denominadas cores novas, os albinos, acetinados e o marfim.
Compõem a linha clara sem fator:
1 -Brancos dominantes
2 - Brancos recessivos
3 - Amarelos (intensos e nevados)
4 - Amarelos mosaicos
Superpondo-se a estes fatores, teremos segundo a localização oficial:
1 - Albinos dominantes (branco dominante de olho vermelho).
2 - Albinos recessivos (branco recessivo de olho vermelho)
3 - Lutinos intenso e nevados e, ainda, mosaicos (são os amarelos ditos acima também portadores de olho vermelho nítido). Todos os gens mencionados acima poderão estar geneticamente ligados ou não ao sexo e assim serão INOS ou ACETINADOS, mas sempre sob a nomenclatura exposta.
A subespécie linha escura de cor clássica também vai subdividir-se em duas linhas:
a) com fator;
b) sem fator.
Alinha escura com fator vermelho, pela ordem de dominância, tem-se:
1 -Cobres
2-Ágatas
3-Canelas
4 - Isabelinos (Intensos ou nevados)
Sem fator:
1 - Verdes, intensos e nevados
2 - Azuis
3 - Ágatas amarelos, intensos, nevados e prateados
4 - Canelas amarelos, intensos, nevados e prateados
5 - Isabelinos amarelos, intensos, nevados e prateados.
A estas cores é acrescida a nomenclatura de cores novas que irá modificar-lhes os fenótipos, tais como: os inos, lutinos, acetinados, etc...
Para a caracterização e o acasalamento é necessário e imprescindível conhecer os seus caracteres básicos e conceitos técnicos e genéticos, para o perfeito entendimento no manejo dos
acasalamentos correios e, por outro lado sabe-se como atuam as cores novas sobre clássicas.
Assim, é preciso saber o que é um caráter dominante, recessivo, livre, ligado ao sexo, lipocromo, pigmento, melânico, eumelanina, feomelanina, melânicos oxidados, melânicos diluídos, fenótipo, genótipo, etc.
O caráter dominante como a própria expressão informa é aquele pelo qual domina a qualquer outro e não deixa influenciar, isto é, o caráter dominante não permite que apareça prole de carater diverso. Este prole diverso é chamado de dominado e que fica latente, podendo vir a se exteorizar. Exemplificando, o verde homozigoto é denominado sobre as demais cores, isto é, se for acasalado um verde macho com uma fêmea canela, ágata, isabel: toda prole será de verdes. Como se vê, não permite que nesta prole apareça outra cor senão o verde; por isso é dominante. E o fator dominado onde está? Estará latente nos filhotes machos desse acasalamento que recasados farão surgir a cor diversa.
Este conceito é importantíssimo para os acasalamentos.
HOMOZIGOTO é o canário que porta em seus dois gametas os mesmos fatores pigmentários. Em outras palavras, que seus ascendentes sejam iguais.
Assim usando estes conceitos, sabe-se que o verde domina o ágata, o canela e o Isabel; e o canela é dominante sobre o isabel. Substituindo-se o verde pelo cobre, tem-se a mesma linha de dominância nos canários com fator vermelho.
RECESSIVO é um gen que para se exteriorizarem sua descendência é preciso que exista em dupla dose e com relação à carga genética, não é ligada ao sexo. Em outras palavras, para surgir na plumagem dos descendentes é necessário que este gen esteja presente tanto no macho como na fêmea, ainda que, pelo menos, sejam ambos portadores. Como exemplo, os canários recessivos em geral, os opais, etc...
LIVRE é o gen que surge quando existir outro da natureza diversa, como o fator limão, asagris e até mesmo o mosaico, no entender de muitos.
LIGADO AO SEXO entende-se que a carga genética contida no cromossomo sexual capaz de determinar o sexo, a pigmentação como ocorre com os fatores marfim, pastel, acetinado e alguns canários (cores) de linha escura, com relação aos seus pigmentos melânicos.
Assim, um macho ligado ao sexo dará obrigatoriamente qualquer que seja a cor da fêmea todas as fêmeas de sua descendência iguais ao gen do pai.
Lipocromo é o pigmento amarelo ou vermelho existente na plumagem do canário. É um processo biológico de transformação dos elementos que se opera no organismo desses seres provocando a coloração da plumagem.
Pigmento melânico é a coloração negro-marrom existente no dorso, nas asas e em outras partes do corpo dos canários.
Eumelanina é o pigmento negro.
Feomelanina é o pigmento marrom.
Melânicos oxidados são os pigmentos verde-marrom e marrom, cobre no primeiro caso, e canelados, no segundo.
Melânicos deluidos são os que possuem a eumelanina e a feomelanina diluídas, os ágatas e isabelinos.
Fenótipos são os caracteres externos visíveis e que caracterizam o espécime.
Genótipo é a constituição genética de quaisquer seres vivos não perceptível pelo exame visual.
Memorizados os conceitos acima, fácil será a aplicação técnica e correia nos acasalamentos.
Pode-se, assim, fixar algumas regras para acasalamentos técnicos e corretos:
1) Acasalar melânicos oxidados entre si, isto é, cobre com cobre, canela com canela e cobre com canela.
2) Acasalar melânicos diluídos também entre si: ágata com ágata, isabel com isabel e isabel com ágata.
3) NÃO ACASALAR melânicos oxidados com melânicos diluídos que tendem a reproduzir pássaros atípicos, tais como, ágatas que se confundem com cobre e isabelinos que se parecem canelas.
Estes dois casos não pertencem a nenhuma categoria. Daí as desclassificações certa nos concursos, com raríssimas exceções.
4) NÃO ACASALAR pássaros de linhas desiguais.
Com bases nesses conceitos, formulamos a seguir relação de acasalamentos certos e correios, bem como resultados dos mesmos:
LINHA CLARA:
Branco dominante X Branco dominante, alto índice de prole branca, independentemente do sexo.
Excepcionalmente, sobrevêm amarelos, os quais deverão ser mantidos pois reacasalados com branco darão maior índice de brancos, além de fortificarem a descendência, porque os amarelos
são pássaros mais fortes e resistentes que os brancos.
Branco dominante X Amarelo - teoricamente, à exceção do descrito acima, darão 50% de brancos e 50% de amarelos independentemente de sexo. Este acasalamento é preferível ao anterior porque se evita o enfraquecimento da prole bem como previne em possível fator letal (morte prematura do embrião ou logo após o nascimento).
Amarelo X Branco dominante - idem acima.
O fator amarelo em ambos os casos poderá ser intenso ou nevado;
usando-se o intenso aparecerá na prole amarelos intensos e brancos de empenação melhor (chamados pena dura).
Branco recessivo X Branco recessivo - 100% de Brancos recessivos com raras exceções.
Desaconselha-se este acasalamento porque pode ocorrer o fator letal.
Branco recessivo X Amarelo comum - predominância dos amarelos independente de sexo, mas todos serão portadores de branco recessivo.
Amarelo comum X Branco recessivo - idem acima.
Branco recessivo X Amarelo portador de branco recessivo - 50% de brancos recessivos e 50% de amarelos portadores de branco recessivo, todos independentes de sexo.
Se o amarelo for descendente de branco recessivo X Branco recessivo haverá predominância do branco recessivo.
Amarelo portador de branco recessivo X Branco recessivo - idem acima.
Vermelho intenso X Vermelho nevado, ou vice-versa - 50% de intensos e nevados independentes de sexo.
Mosaico X Mosaico - 100% de mosaicos.
LINHA ESCURA:
Cobre X Cobre - 100% de cobre.
Cobre X Canela ou Canela X Cobre - 50% de cobres e 50% de canelas independentes de sexo.
Canela X Canela - 100% de canelas.
Macho ágata X Fêmea Isabel - machos ágatas e fêmeas Isabel. Se o macho for homozigoto, isto é, de origem Ágata X Ágata; se for de origem isabel a prole será de ágatas e isabelinos, independente de sexo.
Macho isabel X Fêmea ágata - machos ágatas e fêmeas isabel.
Obs.: O macho isabel é sempre homozigoto, ainda que seja de origem ágata em face de sua constituição genética.
Macho ágata X Fêmea ágata - 100% de ágatas, caso o macho seja homozigoto, pois do contrário só poderá portar isabel o qual poderá surgir na descendência.
Isabel X Isabel - 100% de isabelinos.
LINHA ESCURA SEM FATOR:
Macho verde X Fêmea verde - 100% de verdes.
Macho verde X Fêmea azul - 50% de cada cor, independentes de sexo.
Com relação aos ágatas, isabelinos e canelas proceder-se-á conforme a descrição dos acasalamentos com fator, seguindo-se as mesmas regras.
Não deve ser esquecidos que, afora os prateados e brancos, só se deve acasalar intenso com nevado; nunca nevado com nevado. E, em excepcionais condições, intenso com intenso, mas um deles deverá ter pena macia ou mole e shimmel para se evitar uma série de problemas, especialmente de empenação.
Todos os acasalamentos descritos são técnicos e certos e poderão ser seguidos à risca sem quaisquer problemas.
Entretanto em última instância, poderá recorrer-se a acasalamentos atípicos e, por isso, vai-se descrever uma série de acasalamentos que são desaconselháveis. Também seus resultados com relação à linha escura, porque não se deve nem por experiência fugir da técnica descrita nos acasalamentos de linha clara.
Sabemos que, pelo conceito de dominância, os canários melânicos oxidados dominam os de melanina diluída, isto é, o fator de diluição. Aplicando-se esta regra, um verde (homozigoto) acasalado com fêmeas canela, ágata ou isabel, toda prole será de verdes, portanto os filhotes, os machos, serão portadores de canela, ágata ou isabel que, recasados, farão aqueles fatores
dominados.
Este mesmo verde acasalado com fêmeas isabelinas, canela e ágatas prateadas, fundo branco, a descendência será de verdes ou azuis, não havendo contrariedade à regra enunciada, porque o azul é um fator oxidado.
Troquemos o macho verde pelo azul e usemos as fêmeas isabel, ágata ou canelas prateados, o resultado é o mesmo. Observando a mesma regra, toda descendência será de machos e fêmeas verdes ou azuis.
Está se percebendo que todo o segredo está na ciência que aponta o macho como responsável de quase todo o enigma, isto porque é nele que se concentra grande parte da carga genética.
Vejamos outros resultados de acasalamentos:
Macho ágata amarelo X Fêmea verde - machos verdes e fêmeas ágatas.
Todos amarelos.
Macho ágata amarelo X Fêmea azul - machos verdes ou azuis e fêmeas ágatas prateadas.
Macho ágata amarelo X Fêmea canela amarela - machos verdes e fêmeas ágatas amarelas.
Macho canela amarelo X Fêmea verde - machos verdes e fêmeas canelas.
Macho canela amarelo X Fêmea azul - machos azuis e verdes e fêmeas canelas amarelas prateadas.
Macho canela amarelo X Fêmea ágata amarela - machos verdes e fêmeas amarelas.
Macho canela amarelo X Fêmea isabel amarelo - machos e fêmeas canelas.
Macho isabel amarelo X Fêmea verde - machos verdes e fêmea isabel.
Obs.: Os machos deste acasalamento serão portadores não só do fator dominado (isabel), como também de ágata e canela.
Macho isabel amarelo X Fêmea azul - machos verdes ou azuis e fêmeas isabel prateada.
Macho isabel amarelo X Fêmea canela amarela - machos e fêmeas isabel todos amarelos.
Com relação aos canários de fundo branco os resultados serão os mesmos. Basta trocar o fator amarelo pelo prateado, serão todos prateados com raras exceções se acasalarmos prateado com prateado.
LINHA ESCURA COM FATOR
Macho cobre X Fêmea isabel - machos e fêmeas cobres.
Obs.: Os machos deste acasalamento serão portadores de isabel.
Macho cobre X Fêmea ágata - machos e fêmeas cobre.
Obs.: Os machos serão portadores de ágata.
Macho canela X Fêmea isabel - machos e fêmeas canela.
Obs.: Os machos serão portadores de isabel e toda descendência poderá ou melhor, deverá ser atípica.
Macho canela X Fêmea ágata - machos cobre e fêmeas canela ou ágata.
Obs.: Todos os machos serão portadores, além de ágata, de canela e isabel e deverão ser atípicos confundindo-se ente si os cobres e ágatas.
Macho isabel X Fêmea canela - machos canelas e fêmeas isabel, também serão atípicos.
Macho isabel X Fêmea cobre - machos cobres e fêmeas isabel. Do mesmo modo serão atípicos, entretanto os machos portarão ágata, canela e isabel.
Macho ágata X Fêmea canela - machos cobres e fêmeas ágatas. Os machos serão portadores de ágatas, canela e isabel e terão os mesmos problemas ja descritos.
Macho ágata X Fêmea cobre - machos cobres e fêmeas ágatas. Os machos serão portadores de ágata com os mesmos problemas já apontados.
Ai estão esgotados as combinações possíveis e seus resultados, lembrando novamente que esses machos enunciados são homozigotos (hereditários puros) e que não se deve recorrer a esses acasalamentos porque não são técnicos e representam uma regressão.
Convém, finalmente dizer que os produtos dos acasalamento acima realçados não darão o mesmo resultado descrito, pois a sua constituição genética virá modificada.
Entretanto se for usado um desses produtos, deve-se fazê-lo dentro das técnicas enunciadas inicialmente.
TABELA RESUMIDA DE ACASALAMENTO
Branco Dominante x Amarelo Nevado
Amarelo Intenso x Amarelo Nevado
Amarelo Mosaico x Amarelo Mosaico
Vermelho Intenso x Vermelho Nevado
Vermelho Mosaico x Vermelho Mosaico
Cobre Intenso x Cobre Nevado
Canela Prateado x Canela Amarelo
Canela Intenso x Canela Nevado
Ágata Prateado x Ágata Amarelo
Ágata Intenso x Ágata Nevado
Isabelino Prateado x Isabelino Amarelo
Isabelino Intenso x Isabelino Nevado
Azul Dominante x Verde
Verde Intenso x Verde Nevado
ACASALAMENTO DE CANÁRIOS LIGADOS
PASTEL - MARFIM - ACETINADO
MACHOS X FÊMEAS
Puro Pura = Machos e Fêmeas Puras
Portador Pura = 25% Fêmeas Puras
25% Fêmeas Normais
25% Machos Puros
25% Machos Portadores
Normal Pura = Machos Portadores
Portador Normal = Fêmeas Normais
25% Fêmeas Puras
25% Fêmeas Normais
25% Machos Normais
25% Machos Portadores
ACASALAMENTO DE CANÁRIOS RECESSIVOS
BRANCO RECESSIVO - OPAL - INOS
MACHOS X FÊMEAS
Puro Pura = Machos e Fêmeas Puras
Portador Pura = 50% Machos e Fêmeas
50% Portadores Machos e Fêmeas
Normal Pura = 100% Portadores Machos e Fêmeas
Puro Portadora = 50% Puros Machos e Fêmeas
50% Portadores Machos e Fêmeas
Portador Portadora = 25% Puros Machos e Fêmeas
50% Portadores Machos e Fêmeas
25% Normais Machos e Fêmeas
Normal Portadora = 50% Portadores Machos e Fêmeas
50% Normais Machos e Fêmeas
Puro Normal = 100% Portadores Machos e Fêmeas
Portador Normal = 50% Portadores Machos e Fêmeas
50% Normais Machos e Fêmeas
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OS CRUZAMENTOS SURPRESA
Revista Pássaros nro 20/2000
Sabe-se que existem falsos lipocromos. Eles tem o aspecto de canários amarelos, brancos ou mosaicos, mas quando cruzados com lipocromos verdadeiros (com olhos pretos), produzem filhotes ditos “multicolores”.
Este é o caso típico dos Isabel-opal, nos quais a melanizaçăo é parcial, năo havendo melanina aparente, e a sub-pluma pode ser até mesmo branca.
Se cruzarmos um Isabel-opal com um branco, um amarelo, ou um mosaico, verdadeiros lipocromos (e portanto tendo um duplo fator E), nós obteremos filhotes multicolores. Eles săo freqüentemente simétricos mas, de acordo com o lipocromo escolhido, eles podem ter as asas manchadas de preto, de marrom ou de Isabel.
Isto mostra que os lipocromos englobam igualmente os quatro tipos de base preto-marrom, ágata, marrom e Isabel. Isto nos permite compreneder porque certos brancos recessivos, certos mosaicos, possuem olhos avermelhados; eles possuem fator Isabel, e isto é mostrado pelo fato que com um Isabel-opal, nós temos somente Isabel multicolores. Na ausęncia do fator E, as melaninas năo puderam se exprimir, o cruzamento permitiu a introduçăo de um fator E+, e por isto nós temos os multicoloridos.
Esta observaçăo está ligada ao fato que nós podemos ver aparecer numa linhagem de canários amarelos uma mancha preta, ou entăo marrom; no segundo caso, o canário possui fator marrom. Se um canário branco, nós verificamos uma mancha bege, nós podemos dizer que este pássaro é do tipo Isabel, etc.
Interessante observaçőes săo feitas cruzando Isabel ou opal marrom com satinados, ou ainda cruzando mosaicos com canários brancos. Os resultados destes cruzamentos nos permitem conhecer melhor os caracteres mosaico, opal ou satinado.
Somente aqui é que se apercebe das possibilidades oferecidas por pouco que se afaste dos caminhos batidos.
Sabe-se que existem falsos lipocromos. Eles tem o aspecto de canários amarelos, brancos ou mosaicos, mas quando cruzados com lipocromos verdadeiros (com olhos pretos), produzem filhotes ditos “multicolores”.
Este é o caso típico dos Isabel-opal, nos quais a melanizaçăo é parcial, năo havendo melanina aparente, e a sub-pluma pode ser até mesmo branca.
Se cruzarmos um Isabel-opal com um branco, um amarelo, ou um mosaico, verdadeiros lipocromos (e portanto tendo um duplo fator E), nós obteremos filhotes multicolores. Eles săo freqüentemente simétricos mas, de acordo com o lipocromo escolhido, eles podem ter as asas manchadas de preto, de marrom ou de Isabel.
Isto mostra que os lipocromos englobam igualmente os quatro tipos de base preto-marrom, ágata, marrom e Isabel. Isto nos permite compreneder porque certos brancos recessivos, certos mosaicos, possuem olhos avermelhados; eles possuem fator Isabel, e isto é mostrado pelo fato que com um Isabel-opal, nós temos somente Isabel multicolores. Na ausęncia do fator E, as melaninas năo puderam se exprimir, o cruzamento permitiu a introduçăo de um fator E+, e por isto nós temos os multicoloridos.
Esta observaçăo está ligada ao fato que nós podemos ver aparecer numa linhagem de canários amarelos uma mancha preta, ou entăo marrom; no segundo caso, o canário possui fator marrom. Se um canário branco, nós verificamos uma mancha bege, nós podemos dizer que este pássaro é do tipo Isabel, etc.
Interessante observaçőes săo feitas cruzando Isabel ou opal marrom com satinados, ou ainda cruzando mosaicos com canários brancos. Os resultados destes cruzamentos nos permitem conhecer melhor os caracteres mosaico, opal ou satinado.
Somente aqui é que se apercebe das possibilidades oferecidas por pouco que se afaste dos caminhos batidos.
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