Quando, como e porque usar?
Sensibilidade e tecnologia. Estes são sem duvida os dois grandes ingredientes que levam um criador ao sucesso.
Considerando que a nossa atividade é uma arte, resulta extremamente importante aplicarmos todo o nosso conhecimento junto com uma sensibilidade, para na hora de escolhermos os nossos reprodutores e formarmos os casais, conseguirmos o maior proveito possível do material genético disponível, de tal forma que o produto final seja filhotes de excelente qualidade, a tal ponto de se destacarem na hora dos concursos.
Devemos aliar a nossa sensibilidade, um máximo de tecnologia, no manejo, instalações, alimentação, etc. de forma a que possamos obter também sucesso na produção e cuidado dos filhotes.
No campo tecnológico em todas as áreas da zootécnica ocorre avanços verdadeiramente expressivos no que a reprodução se refere. Uma descoberta por todos conhecida de extremo valor, é a inseminação artificial, que permite multiplicar incrivelmente a prole de certos exemplares machos de alto valor genético. Desta forma consegue-se multiplicar muito velozmente as qualidades de um exemplar excepcional. Nós criadores de pássaros ainda não dispomos de técnicas que permitam essa pratica, mas em várias espécies podemos utilizar a poligamia com os melhores machos, de forma a obtermos maior quantidade de filhotes dos melhores machos dos nossos planteis.
Uma descoberta mais recente mas não menos interessante, é a transferência embrionária, que consiste resumidamente em estimular a ovulação de fêmeas de alto padrão, fecundar esses ovos e transferir os embriões para "amas-secas" de inferior qualidade que terão como única tarefa de criar esses filhotes de alto padrão. Desta forma, multiplica-se de maneira significativa o número descendentes de fêmeas excepcionais.
Esta tecnologia representa uma ovulação impressionante na qualidade de planteis, chegando a resultados surpreendentes num período de tempo muito reduzido.
Existe na ornitologia um exemplo típico desta prática, que é a cria do Diamante de Gold, utilizando Manons como "amas-secas".
Em canaricultura, o uso de amas secas permite, da mesma forma, que a possamos obter maior número de ninhadas daquelas fêmeas que mais nos interessam, desde que se utilizem uma manejo adequado e cuidadoso.
COMO FAZER UM PLANTEL DE "AMAS-SECAS"
As "amas-secas" devem ser fêmeas de excelente desempenho como criadeiras, independentemente da sua beleza. Como isto é recomendável que formemos um verdadeiro plantel com as mesmas, no qual o único critério será o comportamento reprodutivo. Quando avaliamos o comportamento reprodutivo das amas-secas, não nos referimos unicamente ao fato de alimentarem bem os filhotes, mas também a ausência de qualquer desvio comportamental.
Desta forma serão eliminadas as fêmeas que rejeitem o anel, ou arranquem as penas dos filhotes, etc.
Em nosso canaril, iniciamos a experiência a três anos atrás, com cinco fêmeas sem raças definidas, filhas de um casal de excepcional qualidade reprodutora, que nos foram presenteados por um criador amigo. Logo no primeiro ano eles tiveram um desempenho formidável como criadeiras e das duas melhores, obtivemos filhotes para aumentar o número de amas-secas para o ano seguinte. Desta forma, temos sucessivamente aumentado o número de fêmeas sempre tirando filhotes das melhores "tratadeiras". Resulta extremamente importante quando tiramos filhotes de amas-secas, que utilizemos machos filhos de fêmeas excepcionais criadeiras, para passar para os filhos essas qualidades.
O MANEJO
Diferentes de outras espécies ( Diamante de Gold, por exemplo ), no caso específico da cria de canários, temos observado que certos cuidados devem ser tomados, principalmente no que se refere a evitar o desgaste das fêmeas cujos ovos são retirados para provocar uma nova postura.
Quando esta prática é aplicada com freqüência com a mesma fêmea, ela muitas vezes se mostra desgastada, diminuindo o número de ovos das posturas ou demorando muito para iniciar uma nova postura. Desta forma, quando retiramos os ovos de uma ninhada, deixamos que ela mesmo crie os filhotes da próxima, para retirar os ovos da seguinte e assim sucessivamente.
Desta forma, consideramos que um número excessivo de amas secas, seja contraproducente, diminuindo a produção em termos quantitativos.
Considerando um número razoável de amas secas pode oscilar o 10% do total das fêmeas utilizadas.
O manejo propriamente dito é muito simples. Controlamos a fertilidade das aves com 10 dias de choco, e transferimos os ovos cheios das fêmeas de maior interesse nesse mesmo dia, retirando o ninho para que ela "perca o choco", e recolhendo o mesmo, em dois dias, para reiniciar a postura.
OUTRAS VANTAGENS
Além da possibilidade de obtermos maior prole mais numerosa de melhores fêmeas do nosso plantel, consideramos que as amas secas, por serem relacionadas pela sua qualidade para tratar os filhotes, nos oferecem garantia de sucesso no desenvolvimento dos filhos das nossas melhores reprodutoras.
Por outro lado, também utilizando as "amas-secas" para testar a fertilidade dos machos do plantel que oferecem dúvidas. Assim, quando, um macho de qualidade não "enche ovos" numa ninhada, colocamos o mesmo com uma ama-seca para testar novamente a sua fertilidade, sem riscos. Quando o mesmo começa a fecundar ovos, ele é reintroduzido no plantel.
O tema é interessante, alguns aprovam esta pratica e outros não. Nós tentamos, aprovamos e esperamos ter contribuindo para que você tire suas próprias conclusões. Boa Sorte !!!
Álvaro Blasina
Juiz da OBJO/COM
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Acasalamento de Canários de Topete
Vilmar Canuto
JULHO 2005
Sabemos que se acasala um consorte com um corona quando acasalamos canários de topete (Gloster/Crest), mas estamos acasalando para produzir topetes premiados ou consorte premiados? Vocę pensou e disse ambos? É tempo para repensar nossas teorias.
Baseados nos muitos anos de pesquisas na criaçăo de Crests, numerosos fatos foram averiguados por aplicaçăo, observaçăo e estudo detalhado. Os fatos resultantes estăo sendo oferecidos como teorias novas e documentadas. Como elas se relacionam ao acasalamento de Glosters/Crests. Estas teorias săo a base na qual nos apoiamos.
O primeiro ponto é a afirmaçăo de que o exemplar de cabeça grande deve ser usado para a produçăo de campeőes com topete.
Estes pares de cabeça grande deveriam ser usados, ao contrário, na tentativa de produzir uma linha premiada de consortes, se essa é a direçăo que a pessoa deseja ir.
Esses criadores que ganham principalmente com os consortes tendem, geralmente, a produzir canários ruins de topete.
Aqui fica uma palavra de advertęncia: Esteja atento ao fato de que há criadores destas raças que, principalmente por causa da falta de conhecimento em genética, experimentam continuamente. Săo estes mesmos criadores que misturarăo canários que vem de algumas linhagens que usam um plantei de Glosters/Crests em várias cores e de vários criadores, na tentativa de desenvolver uma "linhagem" de vencedores. O fato é que eles nunca tiveram uma linhagem sua, de seu próprio desenvolvimento.
Alguns destes mesmos criadores vendem os canários jovens excedentes, considerados refugos destas experięncias mal sucedidas, aos novos criadores, que terăo resultados ruins em sua criaçăo. Este criador que desova seu lixo aos novatos, está prestando um desserviço a canaricultura.
Vendendo os refugos destas experięncias, asseguram que qualquer descendęncia que o comprador produza nunca os baterá em concursos no futuro. O "campeăo" ou vencedor da raça que vende este tipo de refugo năo sabe onde aquele novato aparecerá com qualquer pássaro jovem, produzido do que ele lhe vendeu, e assim restringiu que o dele pontue bem na temporada de concurso. Esta prática só desencoraja o novo criador.
Em lugar de ajudar o criador novato, alguns criadores que ganham regularmente os concursos, se recusam a compartilhar o conhecimento, teorias e métodos alcançados por eles. Muitos morreram até mesmo com estes "segredos" que foram enterrados com eles.
O segundo ponto é aquele sobre o que se deve ter como qualidade top para concurso.
Normalmente, um juiz educado e honesto considera os topetes de canários premiados muito menores em tamanho do que o criador consideraria. Este deveria levar em conta que se o juiz está selecionando espécimes em relaçăo a tamanho, de acordo com o padrăo de perfeiçăo, este nunca deve emparelhar dois canários campeőes (pequenos). Esta prática só resultará em exemplares menores. O criador deveria acasalar um médio, ou pássaro de tamanho maior a um pássaro campeăo-premiado menor para ter ninhada de digamos, quatro ovos, dois pássaros de açăo (para criar) e dois pássaros de concurso. Deve-se também usar o método de acasalamento quantitativo para produzir os números necessários para se ter sucesso. Acasalamentos correios devem render a cada estaçăo de cria, campeőes de concurso. Devemos ter machos para casais produtores de topete e fęmeas também produtoras de topete. E nós năo estamos nem mesmo falando sobre todas as variedades de cores.
Para começar uma criaçăo ou uma linhagem, o criador tęm de produzir os pares iniciais ou trios comprados.
O criador de quem a pessoa adquiriu os casais para iniciar, tem a responsabilidade de ensinar e averiguar o que está sendo produzido por ele. Com os Glosters/Crests, há muitas características que a pessoa está pensando em obter, assim como também muitas falhas que está tentando eliminar dependendo da fonte original (matrizes).
Muitos tentaram esclarecer isto escrevendo sobre suas próprias experięncias, mas a terminologia e as ilustraçőes de exemplos, que acompanham o material publicado, ainda deixam muito a desejar.
Ambos, o criador novato e o já experiente estăo se esforçando para melhorar continuamente e assim tem que se esforçar para absorver muita informaçăo correia sobre este assunto para ter ęxito.
Uma pergunta que um novato mais interessado me fez, foi se um de seus pares de Gloster com uma sobrancelha grande por cima de olho seria o tipo para usar no programa de criaçăo. Foi sugerido que ele lesse um artigo referente ao assunto. Logicamente dei as explicaçőes ao jovem iniciante. O fato triste é que por causa da falta de exemplos visuais que acompanhem os artigos, a pessoa năo pode juntar a terminologia com um visual do pássaro.
Sem ver o pássaro ou o exemplo preciso que ilustre o tipo de pena exata mencionada, fica difícil O mais estudioso normalmente entenderá um pouco o que é a diferença em textura de pena Muitos criadores năo entendem sobre as penas em canários e é pior com os Gloster/Crests porque muitos criadores usaram acasalamentos durante anos sem prestar atençăo ŕ combinaçăo, da cor da pena , textura, comprimento ou largura. É muito difícil de descrever estas diferenças para permitir ao leitor entender com precisăo sem um visual.
A maioria é forçada a ver de fato pessoalmente cada um dos vários representantes da raça e solicitar explicaçőes por parte um criador experiente e que tem uma compreensăo completa do assunto.Deveríamos e isto já ocorre com alguns criadores na Europa e Estados Unidos,
Entregar ao criador que está adquirindo nossos canários, uma ficha completa, com toda informaçăo sobre o canário, seus pais, avos, tipos de pena, etc...
Assim eles podem ver as diferenças em todo pássaro contido na remessa. Isto ajuda o criador mais detalhista a entender o raciocínio atrás do por que eles săo acasalados e o modo que eles săo.
É melhor responder perguntas sobre tipos de pena e seus acasalamentos em uma exposiçăo, onde se pode achar exemplares com a maioria das texturas disponíveis.
Como para aquela pergunta sobre o uso de um dos pares com uma grande sobrancelha, é necessário recorrer ŕ extensăo de sobrancelha do outro par. Se for um canário médio emplumado, pode ser correio o acasalamento, porém se for outro com grande sobrancelha, pode ser um desastre. Triste dizer, que por conseqüęncia de anos de acasalamento errado por parte dos criadores, muitos dos nossos Glosters/Crests aparecem com cistos ou bolas de pena. Estes cistos săo resultantes de acasalamento de canários sem avaliaçăo de suas penas. Năo se trata de tamanho do canário, mas da textura das penas.
Sempre emparelhe a pena curta para adquirir um equilíbrio. Dois canários de plumagem curta, acasalados, resultará na maioria dos casos, um canário de corpo estreito com topete pobre e muito curto com entradas comprimidas na cabeça.
Dois canários de plumagem longa acasalados (que é o que a maioria dos criadores de Glosters/Crests faz com resultados desastrosos para aumentar o comprimento do Topete) resultará na maioria dos casos corpo largo, sem forma adequada, muito emplumado, produtor de cistos/bolas enormes. Os filhotes começarăo a adquirir divisőes na parte de trás do pescoço e costas e meio coletes no tórax, relaxamento nos flancos e alguns outros defeitos menores. Os topetes começarăo a adquirir aberturas e divisőes na parte de trás.
E nós nem mesmo comentamos sobre as penas longo-largas e penas longo-estreitas ou penas curto-largas e curto-estreitas e em intenso e nevado. A maioria dos criadores năo está atenta aos segredos da pena. Acordem! O resultado disso é que vocę vę tantos comprando por todo lado. Ganhando, entăo, num ano ou dois e depois, só tristeza.
Azar ou falta de técnica na criaçăo? A maioria dos criadores entende os mesmos fundamentos, como curto e longo, largo e estreito, contudo eles năo conseguem identificar todas estas penas em seus próprios pássaros. Um fato que é considerado pęlos maiores e melhores criadores, é que as raças Gloster/ Crests, existem e foram desenvolvidas por causa do topete.
"O topete é que coroa o ęxito destas raças". Se for seu objetivo criar Crests e Glosters de topete, entăo os faça produzir as coroas mais perfeitas que vocę consiga. Dę uma olhada, pesquise, veja o que o pessoal está fazendo,
pergunte, veja o que há lá fora.
Năo seja apenas um criador de canários, seja um campeăo!
Com base nos muitos anos de pesquisas na criaçăo de Crests, numerosos fatos foram averiguados por aplicaçăo, observaçăo e estudo detalhado. Os fatos resultantes estăo sendo oferecidos como teorias novas e documentadas. Como elas se relacionam ao acasalamento de Glosters/Crests. Estas teorias săo a base na qual nos apoiamos.
JULHO 2005
Sabemos que se acasala um consorte com um corona quando acasalamos canários de topete (Gloster/Crest), mas estamos acasalando para produzir topetes premiados ou consorte premiados? Vocę pensou e disse ambos? É tempo para repensar nossas teorias.
Baseados nos muitos anos de pesquisas na criaçăo de Crests, numerosos fatos foram averiguados por aplicaçăo, observaçăo e estudo detalhado. Os fatos resultantes estăo sendo oferecidos como teorias novas e documentadas. Como elas se relacionam ao acasalamento de Glosters/Crests. Estas teorias săo a base na qual nos apoiamos.
O primeiro ponto é a afirmaçăo de que o exemplar de cabeça grande deve ser usado para a produçăo de campeőes com topete.
Estes pares de cabeça grande deveriam ser usados, ao contrário, na tentativa de produzir uma linha premiada de consortes, se essa é a direçăo que a pessoa deseja ir.
Esses criadores que ganham principalmente com os consortes tendem, geralmente, a produzir canários ruins de topete.
Aqui fica uma palavra de advertęncia: Esteja atento ao fato de que há criadores destas raças que, principalmente por causa da falta de conhecimento em genética, experimentam continuamente. Săo estes mesmos criadores que misturarăo canários que vem de algumas linhagens que usam um plantei de Glosters/Crests em várias cores e de vários criadores, na tentativa de desenvolver uma "linhagem" de vencedores. O fato é que eles nunca tiveram uma linhagem sua, de seu próprio desenvolvimento.
Alguns destes mesmos criadores vendem os canários jovens excedentes, considerados refugos destas experięncias mal sucedidas, aos novos criadores, que terăo resultados ruins em sua criaçăo. Este criador que desova seu lixo aos novatos, está prestando um desserviço a canaricultura.
Vendendo os refugos destas experięncias, asseguram que qualquer descendęncia que o comprador produza nunca os baterá em concursos no futuro. O "campeăo" ou vencedor da raça que vende este tipo de refugo năo sabe onde aquele novato aparecerá com qualquer pássaro jovem, produzido do que ele lhe vendeu, e assim restringiu que o dele pontue bem na temporada de concurso. Esta prática só desencoraja o novo criador.
Em lugar de ajudar o criador novato, alguns criadores que ganham regularmente os concursos, se recusam a compartilhar o conhecimento, teorias e métodos alcançados por eles. Muitos morreram até mesmo com estes "segredos" que foram enterrados com eles.
O segundo ponto é aquele sobre o que se deve ter como qualidade top para concurso.
Normalmente, um juiz educado e honesto considera os topetes de canários premiados muito menores em tamanho do que o criador consideraria. Este deveria levar em conta que se o juiz está selecionando espécimes em relaçăo a tamanho, de acordo com o padrăo de perfeiçăo, este nunca deve emparelhar dois canários campeőes (pequenos). Esta prática só resultará em exemplares menores. O criador deveria acasalar um médio, ou pássaro de tamanho maior a um pássaro campeăo-premiado menor para ter ninhada de digamos, quatro ovos, dois pássaros de açăo (para criar) e dois pássaros de concurso. Deve-se também usar o método de acasalamento quantitativo para produzir os números necessários para se ter sucesso. Acasalamentos correios devem render a cada estaçăo de cria, campeőes de concurso. Devemos ter machos para casais produtores de topete e fęmeas também produtoras de topete. E nós năo estamos nem mesmo falando sobre todas as variedades de cores.
Para começar uma criaçăo ou uma linhagem, o criador tęm de produzir os pares iniciais ou trios comprados.
O criador de quem a pessoa adquiriu os casais para iniciar, tem a responsabilidade de ensinar e averiguar o que está sendo produzido por ele. Com os Glosters/Crests, há muitas características que a pessoa está pensando em obter, assim como também muitas falhas que está tentando eliminar dependendo da fonte original (matrizes).
Muitos tentaram esclarecer isto escrevendo sobre suas próprias experięncias, mas a terminologia e as ilustraçőes de exemplos, que acompanham o material publicado, ainda deixam muito a desejar.
Ambos, o criador novato e o já experiente estăo se esforçando para melhorar continuamente e assim tem que se esforçar para absorver muita informaçăo correia sobre este assunto para ter ęxito.
Uma pergunta que um novato mais interessado me fez, foi se um de seus pares de Gloster com uma sobrancelha grande por cima de olho seria o tipo para usar no programa de criaçăo. Foi sugerido que ele lesse um artigo referente ao assunto. Logicamente dei as explicaçőes ao jovem iniciante. O fato triste é que por causa da falta de exemplos visuais que acompanhem os artigos, a pessoa năo pode juntar a terminologia com um visual do pássaro.
Sem ver o pássaro ou o exemplo preciso que ilustre o tipo de pena exata mencionada, fica difícil O mais estudioso normalmente entenderá um pouco o que é a diferença em textura de pena Muitos criadores năo entendem sobre as penas em canários e é pior com os Gloster/Crests porque muitos criadores usaram acasalamentos durante anos sem prestar atençăo ŕ combinaçăo, da cor da pena , textura, comprimento ou largura. É muito difícil de descrever estas diferenças para permitir ao leitor entender com precisăo sem um visual.
A maioria é forçada a ver de fato pessoalmente cada um dos vários representantes da raça e solicitar explicaçőes por parte um criador experiente e que tem uma compreensăo completa do assunto.Deveríamos e isto já ocorre com alguns criadores na Europa e Estados Unidos,
Entregar ao criador que está adquirindo nossos canários, uma ficha completa, com toda informaçăo sobre o canário, seus pais, avos, tipos de pena, etc...
Assim eles podem ver as diferenças em todo pássaro contido na remessa. Isto ajuda o criador mais detalhista a entender o raciocínio atrás do por que eles săo acasalados e o modo que eles săo.
É melhor responder perguntas sobre tipos de pena e seus acasalamentos em uma exposiçăo, onde se pode achar exemplares com a maioria das texturas disponíveis.
Como para aquela pergunta sobre o uso de um dos pares com uma grande sobrancelha, é necessário recorrer ŕ extensăo de sobrancelha do outro par. Se for um canário médio emplumado, pode ser correio o acasalamento, porém se for outro com grande sobrancelha, pode ser um desastre. Triste dizer, que por conseqüęncia de anos de acasalamento errado por parte dos criadores, muitos dos nossos Glosters/Crests aparecem com cistos ou bolas de pena. Estes cistos săo resultantes de acasalamento de canários sem avaliaçăo de suas penas. Năo se trata de tamanho do canário, mas da textura das penas.
Sempre emparelhe a pena curta para adquirir um equilíbrio. Dois canários de plumagem curta, acasalados, resultará na maioria dos casos, um canário de corpo estreito com topete pobre e muito curto com entradas comprimidas na cabeça.
Dois canários de plumagem longa acasalados (que é o que a maioria dos criadores de Glosters/Crests faz com resultados desastrosos para aumentar o comprimento do Topete) resultará na maioria dos casos corpo largo, sem forma adequada, muito emplumado, produtor de cistos/bolas enormes. Os filhotes começarăo a adquirir divisőes na parte de trás do pescoço e costas e meio coletes no tórax, relaxamento nos flancos e alguns outros defeitos menores. Os topetes começarăo a adquirir aberturas e divisőes na parte de trás.
E nós nem mesmo comentamos sobre as penas longo-largas e penas longo-estreitas ou penas curto-largas e curto-estreitas e em intenso e nevado. A maioria dos criadores năo está atenta aos segredos da pena. Acordem! O resultado disso é que vocę vę tantos comprando por todo lado. Ganhando, entăo, num ano ou dois e depois, só tristeza.
Azar ou falta de técnica na criaçăo? A maioria dos criadores entende os mesmos fundamentos, como curto e longo, largo e estreito, contudo eles năo conseguem identificar todas estas penas em seus próprios pássaros. Um fato que é considerado pęlos maiores e melhores criadores, é que as raças Gloster/ Crests, existem e foram desenvolvidas por causa do topete.
"O topete é que coroa o ęxito destas raças". Se for seu objetivo criar Crests e Glosters de topete, entăo os faça produzir as coroas mais perfeitas que vocę consiga. Dę uma olhada, pesquise, veja o que o pessoal está fazendo,
pergunte, veja o que há lá fora.
Năo seja apenas um criador de canários, seja um campeăo!
Com base nos muitos anos de pesquisas na criaçăo de Crests, numerosos fatos foram averiguados por aplicaçăo, observaçăo e estudo detalhado. Os fatos resultantes estăo sendo oferecidos como teorias novas e documentadas. Como elas se relacionam ao acasalamento de Glosters/Crests. Estas teorias săo a base na qual nos apoiamos.
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Artigos - Canários de Porte
LIPOCROMICOS, PINTADOS E MELÂNICOS, POR QUÊ?
José Luís de Castro Silva
Revista SOBC 2005I
I- Introdução
De modo diverso da canaricultura e cor, onde só são admitidos os lipocrômicos e os melânicos puros, na quase totalidade das raças de canários de porte concorrem pássaros que podem apresentar, zonas mescladas de melaninas e lipocromo, isto é, os pássaros chamados de variegados, arlequins ou simplesmente, pintados.
Como já é sabido a estrutura da pena tem como um dos fatores que a modificam a melanina.
Pode-se notar facilmente, a influência da estrutura no aspecto geral da plumagem. As penas "macias", médias ou rígidas proporcionam efeitos distintos na plumagem.
Assim podemos constatar que nos pássaros frisados parisienses, por exemplo, um melânico canela, qualquer que seja a cor de fundo terá as frisuras mais curtas e duras que um pássaro onde o canela se manifeste somente em pequenas zonas melanizadas ou seja um pássaro pintado.
Em outras raças onde o objetivo é conseguir pássaros de menor tamanho ou contorno mais compacto as penas mais rígidas dão o melhor resultado.
Hoje não se pode analisar por exemplo, um pássaro intenso somente em relação a este fator. Há variações sensíveis entre eles, função da estrutura da pena.
Nos canários de cor da categoria mosaico, o controle da estrutura da pena é fundamental para obtenção de exemplares de alto nível.
Acasalamentos entre mosaicos sem controle da estrutura da pena podem os pássaros sem valor para concursos face a "maciez" excessiva das penas.
A primeira divisão das raças de porte em três classes de acordo com a cor de fundo que também influi na estrutura da pena, melhorou a disparidade que havia antes quando todos os pássaros eram julgados em um mesmo grupo. A subdivisão aplicada posteriormente à raça Gloster veio comprovar como é possível se ter pássaros bons em todas as classes desde que o criador tenha objetivos definidos.
II - As Subclasses
Com a divisão proposta e testada os canários da raça Gloster foram divididos em cada cor de fundo em três subclasses distintas: lipocrômicos, pintados e melânicos, termos um tanto genéricos para definir cada grupo mas perfeitamente esclarecidos em nosso manual de Canários de Porte, inclusive com desenhos elucidativos.
Apesar de passados muitos anos, alguns criadores e até juizes tem dificuldade de separar os pássaros em seus respectivos grupos.
Os nomes utilizados não expressam coisas idênticas aos utilizados na canaricultura de cor.
Os pássaros de porte do grupo "lipocrômicos" podem não ser idênticos aos canários de cor e sim devem obedecer as características citadas no manual. E o grupo que reúne os pássaros de estrutura de pena mais "macia". Dos outros dois grupos:
Pintados e melânicos são também definidos em função da estrutura dominante das penas.
Se procurarmos em nosso manual na parte referente aos quartetos, veremos que optou-se, para não haver diferença chocante entre os pássaros apresentados em relação à cor, por dividi-los em quatro grupos distintos ou sejam: 1) lipocrômicos e marcados;
2) levemente pintados; 3) fortemente pintados e 4) melânicos ou quase melânicos.
Cada um dos grupos é definido no texto e não nos lembramos de haver dúvidas ou reclamações quanto ao critério citado.
A divisão aplicada na raça Gloster visou harmonizar a estrutura da pena e não a harmonia da cor criando três grupos que reúnem pássaros de estrutura de pena semelhante para um julgamento mais justo.
Todos os grupos estão bem definidos no manual.
Tentaremos explicitar no item seguinte, mais uma vez o que se propõe no manual.
III - Onde surgem as dúvidas
Mais uma vez volto a falar na estrutura da pena, pois, esta é fundamental no contorno que resulta na forma do pássaro.
Uma pena lipocrômica, isto é, sem qualquer melanina, é mais "macia" que uma que possua melanina e lipocromo e esta por sua vez é mais "macia" que uma que possua todas as melaninas possíveis de serem depositadas. Lógico que estamos comparando penas de uma mesma região de cada pássaro.
A primeira dúvida surge no grupo denominado "lipocrômicos".
Em canários de porte fazem parte deste grupo: os lipocrômicos puros ou seja aqueles que não possuem qualquer melanina na plumagem ou partes córneas; os lipocrômicos aparentes, exemplares externamente lipocrômicos que possuem melaninas na subplumagem comuns em muitas raças de porte e os marcados pássaros que possuem pequenos depósitos de melanina, depósitos denominados manchas melânicas cuja definição é bastante satisfatória no manual. A quantidade de melanina nestes três acima citados, face a sua pequena incidência não altera a estrutura da pena no conjunto qual da plumagem.
Há no manual, inclusive, figuras mostrando o que é um pássaro marcado e as condições que a mancha melânica deve satisfazer.
Uma calota ou topete grisalho, como qualquer outra mancha grisalha, como preconiza o manual não tira o pássaro do grupo.
A segunda dúvida, a mais freqüente, surge em relação aos que devem
concorrer na classe dos pintados.
Pelo manual neste grupo devem ser incluídos todos os variegados que possuam mais de 60% (sessenta por cento) de área lipocrômica, ou seja, aqueles em que facilmente se pode notar que a área lipocrômica é superior à área melânica.
Não nos parece difícil constatar tal fato, mas em caso de dúvida quanto a supremacia da área lipocrômica, o pássaro deverá ser incluído no grupo dos melânicos, o que face a estrutura de suas penas como um todo, não o prejudicará.
Os ingleses que consideram nas grandes exposições mais do dobro de classes do que nós e ainda separam os machos das fêmeas tem inclusive, uma classe especial para os denominados THREE PARTS DARK, ou seja, pássaros que possuem aproximadamente 25% de área lipocrômica e o resto da plumagem com melaninas.
Em concursos de menor expressão estes pássaros são colocados juntos aos melânicos, quase melânicos e os fortemente pintados que é o que fazemos aqui apesar da grandiosidade de nosso Campeonato Brasileiro e de muitas exposições de clubes.
O interessante é que na raça Lizard, no que se refere aos pássaros com cúpula há porcentagens distintas para as gradações MB, B, R e F, todas se referindo a relação melanina-lipocromo da cúpula e os pássaros tem sido julgados, pelo que sabemos sem qualquer problema.
Nos parece muito mais simples avaliar a área lipocrômica total em um pássaro pintado como um conjunto do que as diversas gradações existentes na cúpula de um Lizard cuja área é bem menor.
No caso da raça Gloster é preciso notar que a predominância da área melânica dá aos pássaros uma estrutura de pena, em média, semelhante aos melânicos puros e desse modo não haveria prejuízo para o canário.
Do modo contrário se colocarmos este pássaro em nosso grupo "pintados" a estrutura de pena é mais encorpada e estaremos comparando pássaros de estrutura de pena distintas o que foge a ideia de julgar pássaros de estrutura o mais semelhante possível.
O bom senso é fundamental para avaliar o grupo onde o pássaro deverá ser inscrito.
Querer considerar "pintados" todos aqueles que não sejam lipocrômicos ou melânicos puros como se considera em canários de cor onde os "pintados" não são considerados, nos conduziria a grupar em uma mesma classe para julgamento pássaros de estrutura de pena distintas nos parece que retroagiremos.
IV - Conclusão
Não pretendemos chegar as classes existentes na Grã-Bretanha, pois entendemos que a divisão atual reúne em cada grupo pássaros com estrutura de pena semelhantes e que torna o julgamento mais justo.
Se com apenas três classes, em todos estes anos passados ainda há dúvidas, quantos anos levaríamos para absorver uma divisão mais detalhada?
Recomendamos a todos os que ainda têm dúvidas uma leitura séria do nosso manual pois o texto e as figuras nos parecem bem elucidativas e em caso de dúvida a utilização do bom senso para que o pássaro e o criador não sejam, prejudicados.
O importante é não colocar um pássaro junto aos que tenham estrutura de pena muito diferente pois este poderá ser beneficiado ou prejudicado de acordo com sua raça.
Revista SOBC 2005I
I- Introdução
De modo diverso da canaricultura e cor, onde só são admitidos os lipocrômicos e os melânicos puros, na quase totalidade das raças de canários de porte concorrem pássaros que podem apresentar, zonas mescladas de melaninas e lipocromo, isto é, os pássaros chamados de variegados, arlequins ou simplesmente, pintados.
Como já é sabido a estrutura da pena tem como um dos fatores que a modificam a melanina.
Pode-se notar facilmente, a influência da estrutura no aspecto geral da plumagem. As penas "macias", médias ou rígidas proporcionam efeitos distintos na plumagem.
Assim podemos constatar que nos pássaros frisados parisienses, por exemplo, um melânico canela, qualquer que seja a cor de fundo terá as frisuras mais curtas e duras que um pássaro onde o canela se manifeste somente em pequenas zonas melanizadas ou seja um pássaro pintado.
Em outras raças onde o objetivo é conseguir pássaros de menor tamanho ou contorno mais compacto as penas mais rígidas dão o melhor resultado.
Hoje não se pode analisar por exemplo, um pássaro intenso somente em relação a este fator. Há variações sensíveis entre eles, função da estrutura da pena.
Nos canários de cor da categoria mosaico, o controle da estrutura da pena é fundamental para obtenção de exemplares de alto nível.
Acasalamentos entre mosaicos sem controle da estrutura da pena podem os pássaros sem valor para concursos face a "maciez" excessiva das penas.
A primeira divisão das raças de porte em três classes de acordo com a cor de fundo que também influi na estrutura da pena, melhorou a disparidade que havia antes quando todos os pássaros eram julgados em um mesmo grupo. A subdivisão aplicada posteriormente à raça Gloster veio comprovar como é possível se ter pássaros bons em todas as classes desde que o criador tenha objetivos definidos.
II - As Subclasses
Com a divisão proposta e testada os canários da raça Gloster foram divididos em cada cor de fundo em três subclasses distintas: lipocrômicos, pintados e melânicos, termos um tanto genéricos para definir cada grupo mas perfeitamente esclarecidos em nosso manual de Canários de Porte, inclusive com desenhos elucidativos.
Apesar de passados muitos anos, alguns criadores e até juizes tem dificuldade de separar os pássaros em seus respectivos grupos.
Os nomes utilizados não expressam coisas idênticas aos utilizados na canaricultura de cor.
Os pássaros de porte do grupo "lipocrômicos" podem não ser idênticos aos canários de cor e sim devem obedecer as características citadas no manual. E o grupo que reúne os pássaros de estrutura de pena mais "macia". Dos outros dois grupos:
Pintados e melânicos são também definidos em função da estrutura dominante das penas.
Se procurarmos em nosso manual na parte referente aos quartetos, veremos que optou-se, para não haver diferença chocante entre os pássaros apresentados em relação à cor, por dividi-los em quatro grupos distintos ou sejam: 1) lipocrômicos e marcados;
2) levemente pintados; 3) fortemente pintados e 4) melânicos ou quase melânicos.
Cada um dos grupos é definido no texto e não nos lembramos de haver dúvidas ou reclamações quanto ao critério citado.
A divisão aplicada na raça Gloster visou harmonizar a estrutura da pena e não a harmonia da cor criando três grupos que reúnem pássaros de estrutura de pena semelhante para um julgamento mais justo.
Todos os grupos estão bem definidos no manual.
Tentaremos explicitar no item seguinte, mais uma vez o que se propõe no manual.
III - Onde surgem as dúvidas
Mais uma vez volto a falar na estrutura da pena, pois, esta é fundamental no contorno que resulta na forma do pássaro.
Uma pena lipocrômica, isto é, sem qualquer melanina, é mais "macia" que uma que possua melanina e lipocromo e esta por sua vez é mais "macia" que uma que possua todas as melaninas possíveis de serem depositadas. Lógico que estamos comparando penas de uma mesma região de cada pássaro.
A primeira dúvida surge no grupo denominado "lipocrômicos".
Em canários de porte fazem parte deste grupo: os lipocrômicos puros ou seja aqueles que não possuem qualquer melanina na plumagem ou partes córneas; os lipocrômicos aparentes, exemplares externamente lipocrômicos que possuem melaninas na subplumagem comuns em muitas raças de porte e os marcados pássaros que possuem pequenos depósitos de melanina, depósitos denominados manchas melânicas cuja definição é bastante satisfatória no manual. A quantidade de melanina nestes três acima citados, face a sua pequena incidência não altera a estrutura da pena no conjunto qual da plumagem.
Há no manual, inclusive, figuras mostrando o que é um pássaro marcado e as condições que a mancha melânica deve satisfazer.
Uma calota ou topete grisalho, como qualquer outra mancha grisalha, como preconiza o manual não tira o pássaro do grupo.
A segunda dúvida, a mais freqüente, surge em relação aos que devem
concorrer na classe dos pintados.
Pelo manual neste grupo devem ser incluídos todos os variegados que possuam mais de 60% (sessenta por cento) de área lipocrômica, ou seja, aqueles em que facilmente se pode notar que a área lipocrômica é superior à área melânica.
Não nos parece difícil constatar tal fato, mas em caso de dúvida quanto a supremacia da área lipocrômica, o pássaro deverá ser incluído no grupo dos melânicos, o que face a estrutura de suas penas como um todo, não o prejudicará.
Os ingleses que consideram nas grandes exposições mais do dobro de classes do que nós e ainda separam os machos das fêmeas tem inclusive, uma classe especial para os denominados THREE PARTS DARK, ou seja, pássaros que possuem aproximadamente 25% de área lipocrômica e o resto da plumagem com melaninas.
Em concursos de menor expressão estes pássaros são colocados juntos aos melânicos, quase melânicos e os fortemente pintados que é o que fazemos aqui apesar da grandiosidade de nosso Campeonato Brasileiro e de muitas exposições de clubes.
O interessante é que na raça Lizard, no que se refere aos pássaros com cúpula há porcentagens distintas para as gradações MB, B, R e F, todas se referindo a relação melanina-lipocromo da cúpula e os pássaros tem sido julgados, pelo que sabemos sem qualquer problema.
Nos parece muito mais simples avaliar a área lipocrômica total em um pássaro pintado como um conjunto do que as diversas gradações existentes na cúpula de um Lizard cuja área é bem menor.
No caso da raça Gloster é preciso notar que a predominância da área melânica dá aos pássaros uma estrutura de pena, em média, semelhante aos melânicos puros e desse modo não haveria prejuízo para o canário.
Do modo contrário se colocarmos este pássaro em nosso grupo "pintados" a estrutura de pena é mais encorpada e estaremos comparando pássaros de estrutura de pena distintas o que foge a ideia de julgar pássaros de estrutura o mais semelhante possível.
O bom senso é fundamental para avaliar o grupo onde o pássaro deverá ser inscrito.
Querer considerar "pintados" todos aqueles que não sejam lipocrômicos ou melânicos puros como se considera em canários de cor onde os "pintados" não são considerados, nos conduziria a grupar em uma mesma classe para julgamento pássaros de estrutura de pena distintas nos parece que retroagiremos.
IV - Conclusão
Não pretendemos chegar as classes existentes na Grã-Bretanha, pois entendemos que a divisão atual reúne em cada grupo pássaros com estrutura de pena semelhantes e que torna o julgamento mais justo.
Se com apenas três classes, em todos estes anos passados ainda há dúvidas, quantos anos levaríamos para absorver uma divisão mais detalhada?
Recomendamos a todos os que ainda têm dúvidas uma leitura séria do nosso manual pois o texto e as figuras nos parecem bem elucidativas e em caso de dúvida a utilização do bom senso para que o pássaro e o criador não sejam, prejudicados.
O importante é não colocar um pássaro junto aos que tenham estrutura de pena muito diferente pois este poderá ser beneficiado ou prejudicado de acordo com sua raça.
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domingo, 2 de agosto de 2009
Criação de Híbridos do Tarin
Hibridação Tarim x Canário - Histórico
J.Bernardino
Consultor Técnico COBRAP - www.cobrap.org.br
Membro do Grupo - Sítio dos Carduelis - carduelis@grupos.com.br
A idéia da cor vermelha nos canários começou por volta 1920. Um alemão, Dr. Duncker foi quem desenvolveu o primeiro trabalho direcionado à obtenção de um canário de cor de fundo vermelha, à partir da hibridação Canário x Tarim. Segundo esse estudioso, os híbridos receberiam um fator vermelho do Tarim e um amarelo do Canário, o que produziria uma cor acobreada. E que o acasalamento de dois hibridos poderia produzir pássaros com características do Canário com a cor do Tarim. As fêmeas F1 mostraram-se estéreis e o processo teve que ser modificado, utilizando-se os machos F1 férteis com Canárias. Houve um retrocesso, com perda de cor. Ai sugeriu-se o uso Canárias Brancas Dominantes, com a intenção de que o lipocromo amarelo fosse mascarado e o vermelho não fosse afetado. Foram obtidos hibridos cobres e cinzentos de ambos os sexos e o fator branco dominante mascarou tanto o fator vermelho, como o amarelo. Numa terceira tentativa, usaram-se fêmeas Brancas com a intenção de aparecerem apenas vermelhos portadores de recessivo. Os machos F1 desse acasalamento eram cobres e as fêmeas cinzentas como as do Tarim.
As fêmeas F3 mostraram-se finalmente férteis e foram retrocruzadas com machos F1. E repetindo-se os cruzamentos utilizando-se sempre os exemplares mais vermelhos e às vezes novamente com o Tarim, obtiveram-se aves de cor vermelho-laranja aceitáveis. Essas aves tinham a estrutura do canário e o vermelho do Tarim e também, o amarelo do Canário. E após anos de seleções, por volta de 1930, o Sr. Henninger da alemanha, conseguiu finalmente um canário capaz de extrair da alimentação uma substância corante vermelha para as penas. O fator vermelho está sobre um autossoma e tem hereditariedade dominante incompleta, ou seja, se cruzamos um amarelo com um vermelho, termos um tom alaranjado.
Bibliografia : Manual de Julgamento – Canários de Cor – OBJO – edição 2001.
Como Criar Canários – Frans Kop – Tradução do Livro Original Holandês "HET KWEKWN VAN KANARIES" Copyright 1985 por Frans H.M.Kop – Edição 1989 – FOB(federação Ornitológica do Brasil).
Escrito por José Bernardino, em 2/9/2003
J.Bernardino
Consultor Técnico COBRAP - www.cobrap.org.br
Membro do Grupo - Sítio dos Carduelis - carduelis@grupos.com.br
A idéia da cor vermelha nos canários começou por volta 1920. Um alemão, Dr. Duncker foi quem desenvolveu o primeiro trabalho direcionado à obtenção de um canário de cor de fundo vermelha, à partir da hibridação Canário x Tarim. Segundo esse estudioso, os híbridos receberiam um fator vermelho do Tarim e um amarelo do Canário, o que produziria uma cor acobreada. E que o acasalamento de dois hibridos poderia produzir pássaros com características do Canário com a cor do Tarim. As fêmeas F1 mostraram-se estéreis e o processo teve que ser modificado, utilizando-se os machos F1 férteis com Canárias. Houve um retrocesso, com perda de cor. Ai sugeriu-se o uso Canárias Brancas Dominantes, com a intenção de que o lipocromo amarelo fosse mascarado e o vermelho não fosse afetado. Foram obtidos hibridos cobres e cinzentos de ambos os sexos e o fator branco dominante mascarou tanto o fator vermelho, como o amarelo. Numa terceira tentativa, usaram-se fêmeas Brancas com a intenção de aparecerem apenas vermelhos portadores de recessivo. Os machos F1 desse acasalamento eram cobres e as fêmeas cinzentas como as do Tarim.
As fêmeas F3 mostraram-se finalmente férteis e foram retrocruzadas com machos F1. E repetindo-se os cruzamentos utilizando-se sempre os exemplares mais vermelhos e às vezes novamente com o Tarim, obtiveram-se aves de cor vermelho-laranja aceitáveis. Essas aves tinham a estrutura do canário e o vermelho do Tarim e também, o amarelo do Canário. E após anos de seleções, por volta de 1930, o Sr. Henninger da alemanha, conseguiu finalmente um canário capaz de extrair da alimentação uma substância corante vermelha para as penas. O fator vermelho está sobre um autossoma e tem hereditariedade dominante incompleta, ou seja, se cruzamos um amarelo com um vermelho, termos um tom alaranjado.
Bibliografia : Manual de Julgamento – Canários de Cor – OBJO – edição 2001.
Como Criar Canários – Frans Kop – Tradução do Livro Original Holandês "HET KWEKWN VAN KANARIES" Copyright 1985 por Frans H.M.Kop – Edição 1989 – FOB(federação Ornitológica do Brasil).
Escrito por José Bernardino, em 2/9/2003
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